Uma deliciosa conversa ao pé do fogo!

Amo as estrela, pois mesmo tão distantes nunca perdem seu brilho, espero um dia me juntar a elas, e estar presente a cada anoitecer alegrando o olhar daqueles que amo

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Lembranças da meia noite. Caramba! Que puta susto!


Lembranças da meia noite.
Caramba! Que puta susto!

Esta madrugada acordei assustado. O suor escorrendo em meu rosto. Meus olhos queriam abrir e eu não conseguia. Eu tremia. Fora um brutal pesadelo. Meu Deus! Que pesadelo! Que Deus me ajude para não acontecer de novo. Acreditem que em uma reunião do Supremo Tribunal Federal o Ministro Joaquim Barbosa discutia acaloradamente com o Ministro Ricardo Lewandowshi. Motivo? O segundo absolveu toda a cúpula da UEB pelos desmandos e desacertos no escotismo nacional nos últimos trintas anos. E o pior, condenou a todos os chefes escoteiros há dois anos, quatro meses, cinco dias, seis horas, trinta minutos e vinte e cinco segundos de reclusão na Ilha das Cobras venenosas.

Um absurdo. Joaquim Barbosa pegou um tapume de um Chefe Escoteiro indígena que estava perto e resolveu tirar a diferença no braço. Os dois começaram a trocar socos no plenário. Um pandemônio. Os ministros Marco Aurélio e O Ministro Gilmar Mendes trocavam sopapos, atrás da cadeira do presidente.  O ministro Ayres Brito e Carmem Lúcia discutiam acaloradamente. Chamaram a Presidente Dilma que chegou correndo. O Senador José Sarney chegou ofegante. A Policia Federal cercou o prédio do supremo. O exercito trouxe canhões e tanques. Aviões da aeronáutica sobrevoavam Brasília. No lago Paranoá, nove corvetas da marinha abriram fogo.

Na plateia os diretores das regiões escoteiras pulavam, batiam palmas e davam risadas. Os chefes escoteiros correram para suas casas e procuram suas mochilas e seus bornais, para sumirem em algum lugar que não fossem encontrados. No pico do Itatiaia contei mais de quinhentos chefes. No pico da bandeira até às duas da tarde tinham mais de mil e chegando mais. Na serra da Mantiqueira fervilhava por todos os cantos milhares e milhares de chefes. Houve chefes que foram para o Pico dos Marins pensando que lá podiam sumir!

“Galerinha” (até tu Osvaldo?), foi demais. Ainda bem que foi sonho. Mas não dizem que os sonhos podem tornar-se realidade? Putz grila! Nem pensar! Boa noite amigos!

Lembranças da meia noite. Pensando em Baden Powell.


Lembranças da meia noite.
Pensando em Baden Powell.

Baden Powell dizia que um sorriso é a chave secreta que abre muitos corações. A palavra também. Nenhum homem pode ser chamado de educado, se você tem uma vontade, um desejo e uma habilidade treinada para fazer a sua parte no trabalho do mundo.

O escotismo me deu muita coisa. Afinal são mais de 64 anos na labuta. E nestes últimos anos tenho visto tantas mudanças que me assusto. Sei que o mundo é outro e por isso não deixo de me adequar. Minhas escritas nesta forma, curta ou extensas faz parte de mim. Eu sempre disse aos amigos que um dia me ajudaram nos cursos, que se mantivessem dentro do tempo para suas sessões. Voces estão há anos no escotismo. Não podem em trinta quarenta minutos passar tudo que sabem. Assim tentem se manter dentro do seu tempo e dar tudo que podem.

Obrigado, obrigado mesmo a todos vocês que me deram o apoio. Sei que já o tinha, mas... Chega de lamurias. Vamos em frente que atrás vem gente!
Obrigado a todos e boa noite!      

Lembranças da meia noite. Se eu pudesse de novo voltar...



Lembranças da meia noite.
Se eu pudesse de novo voltar...  
             
Quem dera, se eu pudesse voltar a ser um Chefe de Lobinhos ou escoteiros, ou seniores/guias. Se amanhã fosse meu sábado... Estaria agora pensando nele, na tropa, nas patrulhas, no Noninho, na Liceia, no Tonico, na Amanda, são tantos! Mas que seria uma felicidade seria. Eu lá com eles. Eles sabem como eu sou. Um irmão mais velho. Nada mais que isto. Eles sabem como nos reunimos. Eles sabem que quase não ficamos na sede. Eles sabem. Eles sabem que as patrulhas decidem. Eles sabem. Eles sabem que além de amigos deles eu também sou dos seus pais. Conheço todos. Já conversei com cada um, já tomei café com Senhor Paulo, eu já almocei com Dona Nora, já visitei a Vovó do Nelsinho no hospital. Sou amigos deles e dos seus pais e eles sabem disto.
                Quem dera, se eu pudesse. Ia esquecer a burocracia. Que se danassem aqueles que fossem a favor dela. Nada de ficar só escrevendo. Hora para isso, hora para aquilo. Vendo onde eles iam chegar. Eles é que iriam ver, eles é quem dariam o passo certo. E eu? Alí ao lado se por acaso o passo não fosse perfeito. Quem dera! Que lindos acampamentos nós faríamos? Que lindas excursões nós faríamos? Eu ao lado deles, rindo de seus “causos”, de suas piadas do seu andar, vendo suas construções rústicas, suados, mas alegres, pois estavam realizando os seus sonhos! Acho ainda seria um bom Chefe. Quem dera quem dera.
               Quem dera se eu pudesse ouvi-los todas as horas, sem ser um religioso, sem ser um professor, sem ser seus pais. Somente um amigo que sabe ouvir. E quando um não fosse à reunião, eu ficaria alarmado. Correria a casa dele, porque não foi? E se ele dissesse que não ia mais, que não estava gostando eu lhe pediria não como Chefe, mas como seu amigo – Volte, vamos nós dois conversar, vamos ver o que todos pensam. Se precisamos mudar porque não? Ninguém, mas ninguém mesmo deixaria a tropa sem eu ir procurá-lo e saber por quê. E para mim seria fácil. Já conhecia sua família, conhecia seus professores, e eu, apenas um Chefe Escoteiro, amigo de todas as horas não teria a última palavra, mas teria dois ouvidos para ouvir e pensar.
                Quem dera! Quem dera! Já pensou meu caro, amanhã, sábado, com um belo programa que eles fizeram, com meus amigos assistentes, dando a eles o que eles pediram? Já pensou? Quem dera! Quem dera! Mas pelo menos eu sei que um dia eu fiz isto. Hoje não mais. Olhe, eu sempre sentia uma dor terrível no coração quando alguém saísse da tropa. Era como se estivesse perdendo parte de mim mesmo. Afinal para que serve o escotismo? Para mim? Seria egoísta se pensasse assim. O escotismo é deles. Eles são quem decidem. Eles somente eles sabem do que gostam. Eu? Sou um mero coadjuvante, amigo, ouvinte, e quando insistem conselheiro.
              Quem dera quem dera que amanhã eu estivesse lá. Mas vou dormir tranquilo. Dormir pensando que amanhã, sábado milhares estarão lá. Fazendo o que eu gostaria de fazer. Mas o tempo passou, não é mais minha vez. Sonhar é bom. É de graça. Não custa nada.
 Boa noite meus amigos, desejo para todos vocês, uma grande, espetacular, grandiosa e sublime reunião. Durmam bem!

Lembranças da meia noite Dormi em na cadeira em minha varanda e acordei deitado no chão! Risos.


Lembranças da meia noite
Dormi em na cadeira em minha varanda e acordei deitado no chão! Risos.
Não me diga! Quer dizer que você conheceu Baden Powell? Nossa! Que inveja de você. Mas onde você o conheceu? No céu? Está brincando comigo? Não? Jura que é verdade? Mas como você foi parar no céu? Sonhando? Bah! Chega de brincadeira. – Por favor, não jure, não é bom jurar. Afinal o Escoteiro tem uma só palavra ou não? Claro, “tabem”. Vou acreditar em você. Mas com reserva viu? Ok. Pode continuar. Vou ouvir, mas com um pé atrás. O que? Ele disse isto? Que você compreendesse as mudanças de hoje no escotismo? Que isto é como o vento? Um dia ele vai voltar soprando diferente? Falou assim mesmo? Incrível! E o que você disse? Nada? Ficou mudo de repente? Ele estava de uniforme? Gostaria de ver seu chapéu. Dizem que nunca suas abas deixaram de ficar retas. Dizem que ele ensinou o segredo em Giwell Park, mas ninguém comenta sobre isto até hoje.
Então ele convidou você a dar um passeio no Planeta Escoteiro “Puros de Coração?” Existe este planeta? Acho que você está meio pancada. Desculpe! Ok, você foi lá? Lindas cascatas, rios azuis com peixes saltitantes desaguando em mares verdes? Coqueiros a balançar com o vento sul? Animais vinham até vocês para conversar? Chega! Não dá. Você está inventando. Pode provar? Não? Claro que acredito na sua palavra, mas não acha que tem alguma coisa errada? O que? Você passeou em toda a ilha? Pare, chega agora viu São Jorge a cavalo? Risos. Só você. Que papo meu Deus! Viu milhares de chefes e escoteiros correndo, em patrulhas, rindo cantando brincando em uma irmandade sem par? Sem nada moderno? Nem um “lepitopezinho?” Um “celularzinho?” Nada mesmo? Só bussola mochila, cantil e faca Escoteira? Mas deixam usar faca lá no céu? Olhe, vou embora. Não precisa contar mais. Claro entendo você. Acordou e caiu da cadeira na varanda dos seus sonhos. Dormia sentado na cadeira e puff! Tchau amigo. Fique com seus sonhos. Outro dia volto. Que cara esquisito este Chefe. Bah! Viu Baden Powell, bah!
E ele saiu sem olhar para trás. Se tivesse olhado teria visto ele em pé dando adeus, sorrindo e ao seu lado Baden Powell em pessoa! Ambos estavam sorrindo abraçados. Dizem que se tornaram grandes amigos nas incríveis jornadas que faziam nas nuvens brancas do firmamento. Dizem que gostavam de brincar montados em cometas viajantes, que cruzavam os céus em noite de lua cheia e sempre estavam lá no planeta dos Escoteiros, a mais de dois milhões e quinhentos mil anos-luz da terra, lá, lá bem longe na Galáxia de Andrômeda. Mas ele nunca ia ver. Era um incrédulo!
Boa noite meus amigos e minhas amigas. Durmam bem. Eu? Claro que vou dormir bem. Tenho um encontro marcado com... Prefiro não dizer. Vocês não vão acreditar! Até amanhã!

Lembranças da meia noite. Óia eu aqui de novo!


Lembranças da meia noite.
Óia eu aqui de novo!
                       Alguns dias de férias. Dinheiro no bolso lá fui eu fazer compras em Miami. Depois um dia em Paris. Mais um em Londres. Um mergulho e passadinha rápida no Havaí para um suferzinho e direto para minha eterna São Paulo. Esqueci precisava de uns trocados e passei em Las Vegas. Mais uns tostãozinhos no bolso. Vida de aposentado todos invejam. Abro o e-mail, vou à minha página e lá estão amigos preocupados. Eles tem razão. Fui indelicado, não avisei. Fazer o que? Precisava de um descanso. Eles os donos da vida e da morte me disseram assim – Três dias de descanso. Descansar de que? Já não faço nada mesmo. Ufa! Esqueci. Tirei a segunda para uma visitinha ao pronto socorro. Tenho amigos lá. Eles sentem minha falta. Uma injeçãozinha, um sorozinho um remedinho e fico novo. Na segunda fazer outra visita. A um médico superagente fina. Imaginem que ele conversou comigo por um minuto e vinte segundos? Palrador isto sim. Depois ficou no computador por doze minutos. Devia estar no face ou no MSN falando com a namorada virtual. Kkkkkk. E para encerrar a conversa imprimiu alguma coisa, me deu e disse. Seu caso não é comigo. Procure outro. Poxa! Isto é que é médico dos bons.
                     Adoro eles. Sempre aquele olhar de Senhor do Universo. Não posso falar mal deles afinal, graças aos seres supremos eu ainda estou por aqui. Sem eles eu acredito que estaria fazendo um bom acampamento no céu. Kkkkk. Mas eu sempre erro com eles. Este último não. Quando sai na porta e ia dizer obrigado, ele nem levantou a cabeça. Mesmo assim eu gritei em alto e bom som: Ave Doctor, os que vão morrer te saúdam! Rsrsrsrsrs.
                    Mas vocês meus amigos que se lembraram de mim. Obrigado. São gestos como estes que nos deixam orgulhosos de saber que temos amigos e amigas que se preocupam. Estou de volta. Lendo tudo que escreveram. Adoro isto. Não acontecia antes. Todos colocavam o chapéu e saiam de mansinho. Hoje não. As opiniões as favor ou contra corre de norte a sul. Um bom começo. E para encerrar em canto:
Os amigos do Facebook são bons companheiros!
As amigas do Facebook são bons companheiros!
Todos são bons companheiros? E ninguém pode negar!

Boooaaa  nooiiteee!

Lembranças da meia noite. A vida é boa como ela é.


 Lembranças da meia noite.
A vida é boa como ela é.

Hoje vou dormir feliz. Muito. Há tempos não me sentia assim. Tomei uma gostosa dose de uísque. Não se preocupem. Havia quase seis meses que não tomava. Adorava. Umas quatro a cinco doses por dia. Os “Doctor” disseram: - Nem pensar! Vais passar desta para a outra mais depressa! Bah! Na hora de conversar eles não querem, mas na hora de deixar a gente triste são mestres. Belos tempos que já se foram. Adorava uísque com duas pedras. Hoje quatro. Tem de ser assim. Se for viver menos paciência.

Andei pensando com meus botões: - Se gosto porque não? Para viver mais? Adianta? Vivo mais um dia bato as botas e lá no céu só caldinho? E olhe me senti bem. Até dei um pulo para cima. Claro que cai de joelhos, mas dei! Agora a cada dois dias tomo uma pequena. Ganhei um queijo de minas. Menino! Gostoso “pacas”, salgadinho. Foi um sucesso para minha mente. Um uisquezinho e o queijinho de minas. Estou até pensando em aumentar as doses. Mas vamos com calma. Danados de “Doctor” só “atrapanhando”.

Bem vou dormir, sorrindo. Alegre. Satisfeito com a vida. Se antes já era feliz hoje muito mais. Meu querido uísque estou de volta, “a nois aqui traveis”!
Durmam bem. Desejo de coração que sonhem sonhos deliciosos. Amanhã reunião. Bom isto. Invejo vocês. Boa noite!

Lembrança da meia noite. Fechar a cara? Para que? Vale a pena?


 Lembrança da meia noite.
Fechar a cara? Para que? Vale a pena?

- Levar-se muito a sério enquanto jovem é o primeiro passo para tornar-se um “PEDANTE”. Um pouco de bom humor poderá tirá-lo deste perigo e também de muitas ocasiões desagradáveis. Baden Powell.
Voltou o calor. Estava bom o tempo calmo e fresco de ontem. Indo dormir. De novo? Não tem jeito. Todo dia a mesma coisa. Interessante, antes de esticar os ossos em minha cama estava eu fazendo um retrospecto de minhas publicações e os comentários dos que aqui se apresentam na defesa da moral e dos bons costumes e da lei Escoteira. Dizem – O Escoteiro não faz isto, não faz aquilo e etc.
Já fui muito “sisudo” cara feia. Depois cheguei à conclusão que um sorriso abre muitas portas. Resolvi mudar. Kkkkkk. Uma vez ao terminar um curso que por sinal nunca vi tantos abraços, convidei todos que não fossem viajar naquele dia para irmos a uma pizzaria e claro tomar uns bons chopinhos para acompanhar. Deu o que falar. Os politicamente corretos sempre existiram e até peço que me perdoem. Aqui não se pode brincar, rir se divertir. E só fazer o que não gostam e descem o “pau”. Eu gosto deles. Eles me policiam. Mas porque não comentam meus artigos? Se são ruins ou bons? Deixa pra lá.
Bem não adianta insistir, mas desculpem, sou assim, serei assim e já passei da idade para me preocupar com isto. Ainda bem que BP disse para a gente sorrir mais.
Chega por hoje, melhor ir dormir e desejar a todos uma boa noite. Boa mesmo. Cheia de sonhos divertidos para quando acordarem estarem com um sorriso nos lábios. Melhor que acordar com a cara virada contra o mundo. Risos, muito risos. Boa noite!   

Lembranças da meia noite. Sorrir é o melhor remédio.


 Lembranças da meia noite.
Sorrir é o melhor remédio.
Excelente quarta que vivi hoje. Alegre, sorrindo, mesmo com este enorme calor passei um dia feliz. Muitas vezes durante o dia dei risadas sem saber o por que. Velho Gagá faz isto? Quem sabe estou mesmo gagá. Mas é bom rir. Rir da gente, rir das dificuldades, jogar as tristezas no fundo do bornal e sorrir! “Põe tuas mágoas bem no fundo do bornal e sorri”! Lembro quando nos acampamentos eu era o primeiro a levantar e abria a porta da barraca cantando. Era a maneira de acordar todo mundo. Cinco e meia da madruga e lá estava eu. Cantando a plenos pulmões. E olhe, com chuva com frio, com sol quente para mim não importava.
Tinha outra que gostava de cantar “Alô bom dia, como vai você, um olhar bem amigo um certo sorriso um aperto de mão! A gente fica sem saber como e porque, e passa a sorrir, e passa a cantar alegre canção” Epa! Saudades. Dizem que quem canta seus males espanta.
Chega de patati patatá. Boa noite a todos. Uma excelente quinta e se preparem, 2013 vem aí cheio de esperanças boas para nós do escotismo. Durmam bem!

Lembranças da meia noite. O Orvalho Vem Caindo (Noel Rosa)



Lembranças da meia noite.
O Orvalho Vem Caindo (Noel Rosa)

¶O orvalho vem caindo, vai molhar o meu chapéu,
E também vão sumindo, As estrelas lá do céu!
Tenho passado tão mal a minha cama é uma folha de jornal¶.

A noite chegou. O sono aparece. Hora de dormir. Mas antes lembrar. Grande Noel Rosa. Cantava muito suas canções no passado. Esta é minha preferida. Cantei hoje no chuveiro. Hoje voz rouca, acompanhada de uma boa tosse não dá mais. Cheguei mesmo a aprender algumas posições no violão. Comprei um. Só para acompanhar. Tinha uma gaita simples. Gostava dela. Uma época eu achei que era bom gaiteiro. Acampei com um Escoteiro da Paraíba. Deu-me a maior lição. Mas valeu. Aprendi muito com ele. Quando menino fiquei conhecido pela gaita. Como toquei neste mundo de Deus. Depois cresci. Afinal todos crescem. Quando pegava o violão todos corriam. Risos. Mas aos poucos enrolava aqui e ali. Mas a não ser com minha mana Dircéia, hoje lá no céu, com os escoteiros só musica Escoteira.

Não sei como estão hoje as sessões escoteiras. Cantam-se muito. Se estiverem bem afiados. Vozes bem sincronizadas. Conheci muitas alcateias e tropas que dava gosto ouvi-los cantar. Em muitas destas seções tinha sempre alguém com algum instrumento. Em Caratinga um Sênior tocava uma clarineta que todos ficaram boquiaberto. Em Tombos um com um saxofone. Incrível como tocava.

É bom cantar. Bom mesmo. Trás uma paz inigualável. As noites mais bonitas da minha vida Escoteira foram após os fogos de conselhos. Chama apagando, algumas faíscas se arriscando a subir aos céus preguiçosamente, um bule com café saindo fumaça, a turma deitada em volta do fogo que se esvai e sai aqui e ali uma canção. Todos cantam de olhos fechados e abrindo-os para que as estrelas no firmamento fossem trazidas para dentro de cada um. A mente passeia pela terra e pelo espaço. O vento dá a vez a uma brisa suave. Não demora e o orvalho vai chegar. A noite se foi e:

¶O orvalho vem caindo, vai molhar o meu chapéu,
E também vão sumindo, As estrelas lá do céu!
Tenho passado tão mal a minha cama é uma folha de jornal¶.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Lembranças da meia noite. Escrever é uma dadiva!


 Lembranças da meia noite.
Escrever é uma dadiva!

Não era de escrever muito. Gostava de fazer uma apostila Escoteira, uma ficha técnica para um curso (não tínhamos ainda). Escrevia, mas não como hoje. Agora, na flor da idade, pois a cada dia mais novo eu fico as ideias passam como um raio em minha mente. Ando sempre com uma mini-agenda. Vem à ideia, escrevo. Elas surgem sempre quando vou participar diariamente da corrida das Tartarugas voadoras. São quinhentos ou mil metros todos os dias dependendo do tempo ou do meu ar. São quase uma hora para fazer este trajeto por onde treinam os carros da fórmula um.

 Perco sempre para a Tartaruga campeã lá do Quénia. Nem viro a esquina e “pan”, vem o esboço de uma historia “Soninha Escoteira e o Fabuloso Capitão Meketrefe”. Anoto. Sento na varanda, vem outra, “O Lobinho que queria voar”. Anoto. Fecho os olhos e mais uma, “As Bruscas nevascas do rio da Tranquilidade”. Anoto. Mas não paro por aí, “O Vale da Redenção, onde o ódio e o amor se cruzam”. Anotado.

Pensam que é só isto? Não. Tem mais, “As aventuras do Chefe Jerônimo no Vale do Eco”, “A ampulheta do tempo e a última noite de natal!” e por aí vai. Umm! Esqueci tem ainda, “A Nau dos Insensatos”, “Era uma vez... Duas vidas, dois destinos”, e francamente, vi que meu terceiro livro está parado. Oitenta paginas escritas e nem cheguei à metade. “A saga de uma paixão”. Seis jovens, três vidas diferentes, uma na Itália em 1850, outra na Espanha em 1912 e agora no Brasil. Apaixonados pela mesma mulher. Nas duas últimas vidas são seniores e ela guia. Vida dura de quem quer ser escritor. Haja tempo e “trazeiro” para ficar sentado em frente esta telinha infernal.

Mas não se preocupem. Gosto disto. Só tenho medo de dar um piripaque (como hoje) e não puder terminar. Mas não se preocupem. Estou treinando minha neta para postar todas as prontas se eu partir para uma viagem sem volta.

Hora de dormir. Jogar o esqueleto na cama e deixo a mente passear pelo espaço sideral em busca... De outra historia? Chega! Tente dormir. Durma tentando imaginar como a vida é bela, como você alcançou a felicidade que tantos procuram. Boa noite meus amigos e amigas. Que Deus esteja com todos esta noite e sempre. Tenham lindos sonhos, porque eu na certa os terei!     

Lembranças da meia noite. Porque não ser Brasileiro?


Lembranças da meia noite.
Porque não ser Brasileiro?

Sempre sinto um calor no corpo, um pequeno tremor, quando ouço nosso hino Nacional. Podem dizer que sou “carola”. Outros dizem que isto é ridículo, nada importante. Quando era Escoteiro e ouvíamos o hino no passado, se de uniforme posição de sentido e a meia saudação Escoteira. Sem uniforme, mão direita no coração. Quando vejo uma bandeira Nacional tremulando aí meus amigos à emoção é forte. Fazer o que? Eu gosto do meu país. Adoro o Brasil. Fico até irritado com a falta nas escolas, nos meios educacionais e até na imprensa a maneira com que tratam nossos heróis nacionais e nossos hinos. Enquanto em outros países são exaltados, e nas suas datas a comemoração é feita com teatro nas escolas, palestras em sala de aula e muitas outras cerimonias. Aqui o que vemos é uma fila de veículos aproveitando o feriado, ou então o velho e tradicional desfile com uns poucos marchando e outros na nova metodologia de caminhar. Não dizem que caminhar faz bem? Bah! Melhor não entrar nesta polêmica.

Existem eu sei algumas exceções. Até nem sei se os Grupos Escoteiros, se as alcateias, as tropas fazem alguma solenidade nestas datas especiais e não só o Sete de Setembro e o Quinze de novembro, mas com os nossos homens que ficaram na história como heróis nacionais. Como a nossa direção peca pela nossa tradição o que dizer do nosso pais? Sono, muito sono. Melhor ir dormir. Um tema que acredito seria malhar em ferro frio. Patriotismo? Ainda bem que temos alguns no cerimonial de bandeira. Hino Nacional? Hino a Bandeira? E o próprio Hino Alerta? Quantas vezes foram ensinados e cantados por ano?

Boa noite. Durmam bem. Sonhos lindos é meu desejo sempre. Quem sonha sonhos bons sempre tem um belo amanhecer.  Até amanhã!

Lembranças da meia noite. À tarde e a chuva fina e os sonhos.


 Lembranças da meia noite.
À tarde e a chuva fina e os sonhos.

A tarde caiu um pequeno chuvisco. Eu na varanda apreciei o entardecer e a noite chegar com aqueles pingos molhando o asfalto. Não estava frio. Fechei os olhos e com o barulho da chuva nas telhas da varanda deixei minha mente vagar sem destino. Gosto disto. Ela me levou ao passado e me trouxe ao presente. Lembrei-me do relógio que nunca para de marcar as horas. Lembro-me de quantas e quantas coisas sonhei acontecerem e aconteceram. Minha promessa. Meu primeiro acampamento. Minha Insígnia, meu casamento, meus filhos e tantas e tantas atividades escoteiras e profissionais. O relógio nunca parou no tempo. Cada acontecimento veio e se foi. Até hoje olho o relógio. Até quando? Tenho receio e muito. De ficar só. Não sei se conseguirei ficar sozinho sem ela. Peço sempre a Deus que me leve primeiro. Lá na minha varanda de olhos fechados rezei a linda oração de São Francisco:

Senhor fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, Fazei que eu procure mais.
Consolar, que ser consolado;
Compreender, que ser compreendido;
Amar, que ser amado.
Pois, é dando que se recebe,
É perdoando que se é perdoado,
E é morrendo que se vive para a vida eterna.

Boa noite meus amigos. Quantas e quantas boas noites eu darei a você só Deus sabe. O relógio continua marcando. Mas estamos no carnaval. Alegria, alegria. Durmam bem. Lindos sonhos. Desejo mesmo que sejam felizes como eu ainda sou. Mesmo que dia sim dia não a tristeza aparece. Mas afasto-a para longe! Ah! Relógio! Tic, tac, tic, tac, tic, tac...

Lembranças da meia noite. Relógio não marques as horas!


Lembranças da meia noite.
Relógio não marques as horas!

Mais uma noite. Mais um dia. Amanhã vamos começar tudo de novo. Não faço planos. Vivo os minutos e as horas. Almoço quando dá fome, idem para jantar. Agora até escrever não tem mais hora. Surgiu uma ideia? Vamos lá colocar no papel.
Espero que o seu domingo tenha sido como o meu. Com um sorriso nos lábios. Sem ser corintiano acredito que ele mereceu. Parabéns a todos que tem o time do Corinthians no coração. Pena que os fogueteiros e os “buzinantes” dos carros esqueceram que existem velhos e cães. Mas um dia quem sabe eles vão lembrar?

Indo esticar as canelas. Calma. Só indo para a cama. Ando com uma insônia que me faz ficar acordado por horas e horas. Ainda bem que estou lucido e posso pensar.
Boa noite. Um bom sono e um alegre despertar. Uma linda semana para todos!    

Lembranças da meia noite E os velhos o que serão deles?


 Lembranças da meia noite
E os velhos o que serão deles?

Dizem que as pessoas velhas, ou melhor, as idosas têm direitos que as outras não têm. Será? Bem se ficarem ouvindo que não deve sair na chuva, que não devem esquecer-se dos remédios do meio dia, que água gelada não pode que no frio deve ficar sempre agasalhado, que não devem andar sozinho, pois pode não saber voltar. Não pode ficar viciado no facebook e nem ficar só falando em escotismo. E dizem que os velhinhos tem privilégios.

Risos. Eu tenho. E muito. Foi seu Chico que encontrei hoje nas minhas andanças por este mundão de Deus. Resolvi sair para minha gostosa grande jornada diária. Preparei-me com esmero. Calcei minha “precata de trinta anos atrás”. Coloquei um short azul, camiseta branca, na cabeça um boné e no bolso o RG e uma latinha para inalar e duas moedas de cinquenta centavos. Isso se a “barra pesar”. Bussola? Machadinha? Faca Escoteira? Bornal? Cabo trançado? Chapéu de três bicos? Bah! “Necas de catibiriba”!

Lá fui eu, como nos tempos antigos das grandes jornadas. Foram 850 metros percorridos no “passo duplo”. O Passo Escoteiro não dá mais. A boca abre, o ar se expande o coração bate e valha-me Deus! É pegar a latinha colocar na boca, prender a respiração e seja o que Deus quiser! Percorrido uns 500 metros, uma parada e lá estava ele a reclamar da vida. Seu Chico. Sou bom ouvinte. Fiquei ali com ele uma meia hora. Só ele falava. Aí pensei comigo. Sou um "Velho" de sorte. Minha Celinha linda não faz isto comigo.

Bem chega de “cacengas” por hoje e vamos aos entretantos. Hora de dormir. Eu mesmo decido. Risos. Boa noite a todos os meus amigos e amigas. Durmam bem e a sexta vem aí! Até amanhã!       

Lembranças da meia noite. Netos, o que seriam os avós sem eles?


 Lembranças da meia noite.
Netos, o que seriam os avós sem eles?
Hoje quase não escrevi. Dormitei em minha cadeira por muito tempo. Casa cheia. Netos correndo aqui e ali. Meu silêncio e sossego acabou, mas a alegria da juventude me rejuvenesceu. Ainda estou aprendendo a ser avô. A neta mais velha vai fazer 18 anos. Os mais novos dois meses. – Vovó, não está vendo que estou no computador? Espere sua vez! – Minha vez? Tinham três na minha frente!
E depois dizem que nós os velhos temos o nosso direito. Hora do almoço. Mesa cheia. Meu lugar (tenho um lugar certo) foi tomado por um neto. Fazer o que? Esperar é claro ele terminar e então vou deglutir o que sobrou. Três na fila do computador, um no meu lugar na mesa, três e mais cinco amigos na sala vendo TV. Desenhos. E vai tirar para ver.

Um dá um grito como se estivesse morrendo. Corro sem poder. Não aguento correr, mas é neto, preciso de ajuda. Ofegante ele vira para mim e diz que não encontrou ninguém no jogo de esconde, esconde. Volto tossindo feito um louco para minha cadeira. Ela não está lá mais. Uma neta de quatro anos juntou todas na varanda para fazer uma casinha de bonecas.

E agora, aonde vou? Melhor é cochilar no quarto. Não dá. Minha cama está tomada por malas, bolsas roupas das crianças espalhadas, uma parafernália sem fim. Tem uma pracinha diminuta, pequeninita próximo a minha casa. Lá tem grama e dois bancos. Ótimo. Vou para lá me esconder. Abro o portão e duas netas me dizem: - Vovó posso ir também?

Quatro horas. Alguns vão embora. Mas três insistem, pois seus pais resolvem lavar o carro. Agora está dando nove horas. Eles já foram. Um silencio sepulcral toma conta da casa. Dou um sorriso. Paz! Consegui! Mas caramba! Já começo a sentir falta deles! Ainda bem que vem aí o ano novo. Casa cheia bagunça gritos e fazer o que? Afinal para que servem os avós?

Lembranças da meia noite. Eu tenho um “montão” de amigos!


Lembranças da meia noite.
Eu tenho um “montão” de amigos!

Bom saber que temos amigos. Amigos que nunca vimos e dificilmente vamos ver. Amigos que estão em nosso coração. Nunca tive tantos assim. No meu cérebro vou dando vida a eles.  Ouço suas vozes, seu andar, seu sorrir e nunca os vejo chorar. Na minha imaginação são amigos perfeitos. Até esqueço que eles têm família, tem trabalho, tem rotinas nem sempre divertidas, mas aqui nesta telinha vale tudo. Eles são perfeitos! Vale a nossa imaginação. É aqui que as palavras escritas por eles se transformam na realidade que criamos.

Quem diria. Quem diria que o mundo seria assim. Hoje tive uma lembrança. Boa lembrança. Um dia estava chegando a minha casa. Vindo de um acampamento. Ao descer o morro da Pastoril avistei minhas duas irmãs, meu pai e minha mãe na porta do nosso barraco. Eles acenavam. Não entendi o porquê. Quanto mais chegava mais entendia a alegria deles. E a minha também. O Trio Irakitan cantava há plenos pulmões na nossa vitrola antiga. Meu Deus! Era demais! Eles conseguiram comprar o LP e me presentar. Acho que foi o natal mais lindo que tive naqueles idos de 1954. Eram duas da manhã e toda minha Patrulha e outros das demais patrulhas, sentados na varanda ouviam sem piscar e cantando junto. Rataplã, guingaguli, Bela polenta, a árvore da montanha, coisa linda! Para mim marcou profundamente. Nunca esqueci. Nem mesmo quando me deram meu chapéu de três bicos.

 Mas voltando aos amigos acho que valeu. É bom saber que temos muitos se preocupando.

Chega por hoje. Muito esforço. Bem cansado. Ainda preciso recuperar. Amanhã tem mais. Boa noite e durmam bem. Um ótimo sábado e comecem a contar. Ainda faltam três dias para o maior ano de todos os tempos. Maior? Bem depende de cada um. Para mim vai ser!

Lembranças da meia noite. Alô meus queridos amigos e amigas!


 Lembranças da meia noite.
Alô meus queridos amigos e amigas!

Ei amigo! Claro, é você mesmo. E você também minha amiga. Estava pensando em vocês hoje. Sei que uns poucos ainda não tiveram este privilegio e acredito que a maioria tem. Privilegio? Privilegio de dirigir uma sessão completa. Veja como é gostoso ter uma Alcatéia com vinte e quatro lobos. Difícil? Não, não é. Se você tem assistentes e sabe distribuir tarefas além de fácil é prazeroso. Ver os lobos correndo pelo pátio, pelos campos dando risadas em um jogo, prestando atenção a você em uma história ou em um treinamento qualquer.

E em uma tropa? Trinta e dois escoteiros e escoteiras? Patrulhas completas? Quatro com sete ou oito cada uma? Só de sinalizar para uma reunião geral, para uma conversa com Monitores, para uma formação em ferradura, em linha ou em círculo, é um espetáculo ver a meninada se divertindo. E em um acampamento? As patrulhas procurando atingir a eficiência geral já pensou? Na hora do cerimonial todos os patrulheiros de olhos em você! Vamos ganhar?

Sênior eu sei que é mais difícil. Uma idade que nem sempre permanecem por muito tempo. Mas se conseguir uma tropa com pelo menos três patrulhas de seis cada uma, com os seniores e as guias vibrando, excursionando, em bivaques fantásticos, em atividades aventureiras por este mundo de Deus, é uma maravilha participar com eles.
E os pioneiros? E as pioneiras, ali com você Mestre PI, ou a Mestre PI, um bom numero para criar uma camaradagem, uma amizade, trabalhos em grupo é realmente espetacular.

Dá gosto entrar em uma sede Escoteira, ver as sessões completas e ver a vibração, a meninada se divertindo, o Chefe falando pouco, os Monitores agindo, a lobada em busca do Shery Kan e então você sente uma ponta de orgulho. Sabe que isto anima os demais. Ao contrário, ver uns gatos pingados, patrulhas de três ou quatro, muitos faltando dá uma coceira no pescoço não dá? Não deixe isto acontecer. Vá atrás. Descubra o porquê. Se todos procurarem se adestrar, conhecer, se abrir os olhos e os ouvidos para os jovens é meio caminho andado.

Bem chega por hoje, é hora de dormir. Foi um dia difícil. Minhas crises vem e vão. Dei um chute no trazeiro desta e ela demorou a correr por aí. Amanhã de volta. O ano começou. Meu trabalho continua. Dizem que ajudo outros dizem que sou chato. Paciência. A virtude dizem também que pertencem aos chatos. Risos.

Boa noite durmam muito bem. Se não estão de férias bom trabalho amanhã. O ano começa e nós continuamos com ele. Que Deus acompanhe a todos vocês!  

Lembranças da meia noite. O Evangelho no lar!


Lembranças da meia noite.
O Evangelho no lar!

Hoje é quarta. Adoro este dia da semana. Dia que posso sentar com minha namorada Celinha e ler o Evangelho. Dia de raciocinar. Quando temos visitas fazemos o convite. Hoje minha filha. Bem vinda. Rezou conosco. Não sei se sabem, mas como sou um escoteiro sonhador eu vivo nas estrelas. O Evangelho no lar me transporta nas asas dos sonhos de alguém que nos diz onde caminhar. Não é assim que dizem? Bem para nós ele tem enorme valia. Permite que nossa compreensão dos ensinamentos de Deus possa nos mostrar os difíceis caminhos da vida, aceitar o que somos, pois isto foi nossa escolha e...

Parando. Não posso e nem devo dizer o que é bom ou não para mim se seria o mesmo para os outros. Já disse nos deram o livre arbítrio. Cada um escolhe o seu caminho, podem ser vários, mas se bem percorrido leva sem duvida todos rumo aos Caminhos do Sucesso!

Boa noite. Uma ótima noite. Hoje respirei melhor. Hoje consegui escrever muito. Os meus amigos do Clube de Leitura já devem estar cheio de mim. Todos os dias loto suas caixas postais dos meus sonhos. Durmam bem. Que Deus esteja ao lado de todos nesta e em todas as noites. 

Lembranças da meia noite. Amargura angustia tristeza infelizmente existem. Não tem como fugir.


Lembranças da meia noite.
Amargura angustia tristeza infelizmente existem. Não tem como fugir.

Cansei de me sentir sozinha. Cansei de tanta mentira. Cansei dos dias iguais, da rotina. Cansei de mim e de me deixar sempre em última opção. Cansei de procurar meus amigos. Cansei de mentir pra mim, pra ver se dói menos. Cansei de me preocupar com quem não se preocupa comigo. Cansei de sofrer e de acordar indisposta, cansei de sentir o coração bater mais forte, com uma sensação de arrependimento, de erro. Cansei de tudo.

Ser feliz é uma responsabilidade muito grande. Pouca gente tem coragem. Tenho coragem, mas com um pouco de medo. Pessoa feliz é quem aceitou a morte. Quando estou feliz demais, sinto uma angústia amordaçante: assusto-me. Sou tão medrosa. Tenho medo de estar viva porque quem tem vida um dia morre. E o mundo me violenta.

Se algumas pessoas se afastarem de você, não fique triste, isso é resposta da oração: “livrai-me de todo mal, amém”.

Eu não queria ir embora e esperar o dia seguinte. Porque cansei dessa gente que manda ter mais calma. E me diz que sempre tem outro dia.

Cansei de ser “tanto faz” na vida das pessoas. Dessa vez, não corro mais atrás. Se minha ausência for notada, me procure você.

Eu cansei. Mas olha, podemos combinar o seguinte: Eu descanso um pouquinho, depois você volta para terminar de quebrar os poucos pedaços que sobraram da minha consciência e do meu coração, certo?

Até amanhã, durmam bem. Espero que a terça seja de felicidade e não de tristeza.
Sempre Alerta e abaixo o SAPS!

Lembranças da meia noite. Onde este meu amigo foi parar?


Lembranças da meia noite.
Onde este meu amigo foi parar?

Seu nome completo nunca esqueci. Leôncio Soares de Oliveira (nome fictício). Fomos amigos por uma vida. Entrou com onze anos na tropa Escoteira. Eu já estava com treze. Ficamos amigos inseparáveis. Andávamos sempre juntos. Como Sênior namorava e ele ao meu lado. Mil e uma atividades juntos. Sempre teve uma queda para fazer as coisas erradas. Mas tinha boa intenção. Achou que tinha inventado um “porta vela” para barracas. Quase se queimou por inteiro e a barraca também. Fez uma armadilha para um porco do mato. Disse que iriamos comer carne de primeira por quatro dias. Ele mesmo foi lá olhar e caiu na sua própria armadilha. Berrou por mais de duas horas pendurado pelo pé.

Sem ninguém saber levou para o campo um maço de Liberty. Cigarro forte na época. Fumou uns quatro. Fomos tomar banho e ele ficou fazendo o jantar. Sopa de macarrão com batatas é claro. A linguiça comemos no almoço e tinha acabado e não conseguimos nenhum pássaro para um assado. Interessante. Fiapos de linguiça na sopa. Onde ele tirou? Comemos. No dia seguinte contou. Ele passou mal com o cigarro e a linguiça do almoço foi misturada a sopa. Correu quatro quilômetros até a casa do Tonho Vaqueiro. A Patrulha em peso querendo dar uma surra nele. Aprontou muitas. Mas eu gostava dele. Já por volta da década de sessenta ele me aparece em casa com um corcel zero. Célia gostava dele. Sou engenheiro da CSN. Ficou lá em casa quarenta dias. E o emprego Leôncio? Ele ria. Arrumo outro. Sumiu. Apareceu um ano depois com uma moça. Minha esposa disse. Vinte dias depois o chamei em um canto. Precisa ter sua casa amigo – tudo bem me vou embora.

Voltou seis meses depois com outra moça. Falei - Um dia e você desaparece da minha casa. Olhou para mim e chorou. E nossa amizade? Nada feito. Meu coração partido. Sumiu no dia seguinte. Em noventa recebi um telefonema dele. Acertei minha vida. Sou professor da faculdade da cidade onde moro. Venha me visitar! Vai conhecer minha família. Tenho cinco filhos. Parabéns eu disse. Nunca fui. Em 2003 recebi uma carta do Tãozinho, também da Patrulha. Leôncio Morreu. De tanto beber, virou um trapo. A faculdade o mandou embora. Destino. Ninguém foge dele. Acho que cada um escolhe o seu.

Boa noite meus amigos e amigas. Um dia quente, mas produtivo. Tomei uma dose de uísque maior do que costumo tomar. Preciso de cama. O corpo está uma “moleza” Risos. Durmam bem. Uma linda e proveitosa terça!