Uma deliciosa conversa ao pé do fogo!

Amo as estrela, pois mesmo tão distantes nunca perdem seu brilho, espero um dia me juntar a elas, e estar presente a cada anoitecer alegrando o olhar daqueles que amo

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Dicas para chefes de lobinhos.


Conversa ao pé do fogo.
Dicas para chefes de lobinhos.

Jantar Festivo.
                               - O jantar festivo é uma atividade que tanto pode ser realizada num acantonamento ou acampamento, quanto na sede. Costuma ter um tema que permeia toda a programação. A alimentação deve ser adequada ao tema e, da mesma forma, a decoração, as fantasias, as canções, as brincadeiras, etc.
- Roca do Conselho - Os lobos reúnem-se na Roca do Conselho, que é um grande rochedo, num lugar muito especial, onde podem refletir com calma e serenidade sempre que precisam tomar uma decisão importante. Os lobinhos e lobinhas das nossas Alcateias também participam desse tipo de reunião que tem como objetivo tratar dos assuntos que são muito especiais para a Alcatéia. Todos os Lobinhos inclusive aqueles que ainda não fizeram sua Promessa podem participar da Roca de Conselho, que é dirigida pelos Velhos Lobos da Alcatéia.

Assuntos da Roca do Conselho.
- Acolhida de novos Lobinhos • Despedida de Lobinhos e Escotistas • Aprovação do calendário de atividades de um ciclo de programa • Avaliação das atividades realizadas no ciclo de programa. •
- Grandes jogos - Desenvolvendo-se em torno de um tema central e ocupando uma grande área junto à natureza, os grandes jogos duram cerca de 30 minutos e dele participa toda a Alcatéia. O objetivo principal é treinar a capacidade de organização em grupos, para vencer os desafios das pistas e confrontos.

- Rally - Atividade geralmente realizada com a participação de muitas Alcatéias de diferentes Grupos Escoteiros, o Rally geralmente se desenvolve em torno de bases interligadas dentro de um tema central. É uma oportunidade para lobinhos e escotistas viverem.
Acampamentos e acantonamentos - Os acampamentos são as atividades mais esperadas pelos lobinhos. A emoção de viver ao ar livre, a aventura de participar de ações novas, dormir fora de casa e conhecer lugares diferentes e muito tempo para brincar são as maiores motivações da atividade. Para os pais o acampamento vai propiciar ao seu filho dias saudáveis de vida ao ar livre e, no processo, uma atividade na qual ele vai aprender a cuidar de si mesmo. Para os escotistas, é uma excelente oportunidade de estudar as crianças como indivíduos. B.P. dizia que “no acampamento, em poucos dias, o chefe conhecerá os lobinhos muito mais do que em muitos meses de reuniões ordinárias”. Idealmente uma alcatéia deve acampar de 3 a 5 vezes por ano, sendo de 2 a 4 dias a duração de cada acampamento. Em atenção à idade das crianças, os acampamentos da alcatéia têm algumas características próprias que os diferenciam dos acampamentos dos outros Ramos. m a fraternidade escoteira.

- Todas as crianças e os escotistas se alojam no mesmo local. • Uma casa ou um galpão (e o acampamento se torna um acantonamento!) • Uma grande barraca • Pequenas barracas montadas muito próximas umas das outras. As crianças não realizam atividades ao ar livre sem a presença dos escotistas. As crianças não cozinham. A alimentação deve ser preparada por uma equipe de pais. Os acampamentos trazem uma sobrecarga de trabalho para os escotistas. Mas os objetivos alcançados compensam o trabalho. Num acampamento a sociabilidade é altamente exercitada, pois é uma oportunidade de aprender a conviver, a repartir, a respeitar. A afetividade encontra nos acampamentos um terreno fértil para fazer crescer e aprofundar a amizade dos lobinhos e lobinhas e a união da Alcatéia. É também o melhor momento para os escotistas viverem como “irmãos mais velhos” e brincarem com as crianças. Os acampamentos são a característica mais evidente do Movimento Escoteiro e devem ser preparados e conduzidos para se constituírem experiências felizes e maravilhosas para todos os envolvidos.

- Caçadas - As caçadas são as excursões dos lobinhos. São atividades muito frequentes nas Alcatéias e possibilitam a vivência de muitas aventuras, além do descobrimento de coisa, pessoas e lugares. Têm forte impacto educativo e mantém as crianças em estado permanente de empolgação. As caçadas podem ter diferentes formatos: • Excursões para ambientes ao ar livre; • Passeios pela cidade para reconhecer pontos de interesse; • Excursões para conhecer outras cidades; • Excursões para vivenciar outros meios de transporte (trem, barcos, carroças) • Pesquisas de campo, pesquisas em bibliotecas ou por outro meio; • Visitas a museus, exposições, feiras, etc.; • Participação em eventos como: caminhadas, passeios ciclísticos, etc.; • Teatro, cinema, shows, concertos, exibições diversas como as dos planetários, programa de TV, podem ser motivos de caçadas culturais; • Desfiles cívicos, festas religiosas, festas típicas ou tradicionais da cidade; • Serviços à comunidade, empreitadas de divulgação do Movimento,

Eventos especiais do Grupo Escoteiro. São muitos os eventos que ocorrem num Grupo Escoteiro e dos quais a Alcatéia participa: Festas do Dia dos Pais e Mães, festas de aniversário, bazares, festas para arrecadação de fundos, campanhas beneficentes, atividades comunitárias e ecológicas, etc. Sempre que os lobinhos tiverem uma tarefa a realizar nessas atividades, elas serão consideradas caçadas da Alcatéia.

Flor Vermelha e Lamparada - Na Alcatéia, o Fogo de Conselho se chama Flor Vermelha. É a festa do fogo, momento ideal para cantar e dançar em torno de uma fogueira, demonstrando a capacidade de expressão e o gênio artístico dos lobinhos. Seu nome provém do episódio da história de Mowgli em que ele parte para a aldeia dos homens em busca de fogo, única forma de afugentar Shere-Khan e os que queriam matar Akelá. A atividade é realizada em ocasiões especiais, sendo sempre a última atividade do dia e seu conteúdo é uma mescla de canções, pequenas representações, danças e outras atividades agitadas no começo e as mais calmas no final. O local deve ser próximo ao acampamento, preferencialmente desconhecido, privado para evitar desvios de atenção e que tenha espaço suficiente para acomodar os participantes. Duração - A duração total varia de 60 a 90 minutos. Formação e fogueira - A disposição das crianças é uma ferradura em volta da fogueira, com a abertura na direção do vento. Os apresentadores usualmente ocupam o centro da ferradura. A fogueira deve ser feita num tamanho para durar apenas o tempo da Flor Vermelha.

Segurança - Tomar os seguintes cuidados: o local para o fogo deve ser limpo e sem grama. (No caso de existir grama, ela deve ser removida em quadrados de 12 cm de espessura e reposta no dia seguinte.) Após a Flor Vermelha, o fogo deve ser extinto completamente e devemos nos assegurar que não existam brasas que possam provocar incêndio. 

domingo, 18 de outubro de 2015

Eu sou assim mesmo.


Eu sou assim mesmo.

Não me julgue
Não me levante a mão
Não tente me imitar
Não sou perfeito
Não quero ser perfeito
Sou feliz assim
Pois sempre tenho um
Sorriso estampado no rosto e
Uma história pra contar pra você.
Chefe Osvaldo

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

“Hoje tem reunião, alegria de montão!”


“Hoje tem reunião, alegria de montão!”

Pé na taboa, Escoteiro. Reme sua própria canoa,
Você já ouviu do Chefe, Escoteiro não anda voa.
Os apitos já ecoaram, espalharam pelo ar...
Corra, corra Escoteiro, a reunião vai começar!

Hoje vais transmitir bandeirolas de semáforas,
O Chefe é gente boa, não é cheio de metáforas.
E quando a noite chegar, se não tiver entorse,
Se prepare, vai ter jogo, usando o código Morse.

E a turminha de azul, que são vivos e não são bobos,
Já ouviram a Akelá, gritando lobo, lobo, lobo!
Vai ter também cantoria, o trio já vai chegar,
Portanto meus lindos amiguinhos é hora da gente cantar!

Hoje é dia de alegria,, hoje tem reunião, alegria de montão!
Terá tudo que gosta, pois o Lobinho é invencível.
Avante o meu sempre alerta e a lobada melhor possível!

Turma boa, são mais de mil, olhe bem, são escoteiros do Brasil! 

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Escoteiro Chefe do Brasil!


Conversa ao pé do fogo.
Escoteiro Chefe do Brasil!

                 Lord Vado, estamos a sua disposição. A presidenta vai receber o senhor hoje à tarde. Temos um jato da força aérea brasileira a sua disposição na Base Aérea em Congonhas. A Presidenta pede se possivel ir com seu uniforme caqui e o chapelão. Ela adora o garbo e boa ordem nas pessoas e acha que os escoteiros são mestres no exemplo! Olhei espantado de novo para o Oficial da Aeronáutica muito bem uniformizado, garboso que falava comigo. - Deve haver algum engano amigo. Eu não sou Lord e nem recebi nenhum convite da Presidenta. E afinal a presidente ainda não viu a nova vestimenta! Aí quem sabe mudaria de ideia! Quá! Sem ofensas. – Olhei para ele e pensei: - Será que isto não é coisa do PMDB? Do Cunha? - Coronel! O senhor pode me dizer o que ela quer comigo? - Lord Vado, A Presidenta precisa de alguém para ficar ao seu lado e lhe dar conselhos, falaram para ela que aqui no Facebook o senhor vive dando conselhos e ninguém o escuta. É disso que ela precisa! – Maldição, deve ser coisa do Presidente do Senado ou do Presidente da Câmara. – Cadê o Aécio para me defender?

                  O Coronel continuou – O Ministro Levi quer que o senhor sirva de exemplo. Quer mostrar para o Brasil como um aposentado vive duro, sem dinheiro, sem Money, sem tostão, sem cartão de crédito, sem talão de cheques e ele sabe que os bancos só querem ver o senhor para cobrar o que deve. – Mas quem diabos arrumou este Lord? Porque me chamam assim? – O Coronel riu. – Olhe Lord Vado, a verdade é que circula por aí que a UEB vai ter agora um Escoteiro Chefe. Tem aquele do CAN que manda lá há muitos anos e ele quer mandar sozinho. Dizem que vai imitar o Evo Morales que não sai mais do poder, só morto como o Hugo Chaves.  Ela para não desmerecer a UEB mandou um decreto para o Congresso dizendo que agora os que tiverem mais de sessenta anos de escotismo serão lordes. A nova bancada do toma lá dá cá prometeu aprovar. – Cacilda! – Onde amarrei minha égua? O que diria Baden-Powell que deu um duro danado nas forças militares inglesas, que foi herói na guerra do Transvaal, que foi aclamado o rei de Mafeking e suou para conseguir o título de Lord?

                Não tive saída, conversei com a Célia e perguntei se ela não queria ir. Ela riu e disse que não. Programa de índio não era com ela. Nem mesmo se o PT pagasse sua estadia como faz sempre com os que vivem fazendo manifestações e não sabem que enchem o saco! Tudo bem, vamos lá vamos enfrentar a mandioca. Desculpe a presidenta. Vesti o meu uniforme com garbo, tem gente que não gosta do tal de garbo, mas eu sou garboso prá chuchu. O avião saiu chispado de Congonhas. Antes de embarcar diversos oficiais da aeronáutica vieram me dar os pêsames. Pêsames? Por quê? Perguntou. – Um deles riu e disse – Lord Vado eu não queria estar na sua pele. Fiquei sabendo que o Lula vai estar com ela para receber o senhor. Minha Nossa Senhora! Desta vez estou frito. Não sou muito simpático ao barbudo, e até tentei me aproximar do filho dele, mas enricou com a tal de consultoria para empresas e não quer mais saber dos escoteiros. O negocio dele agora é conta na Suíça.

                 Chegamos a Brasília. Uma limusine a minha espera e oito batedores do exército. Estava bem acompanhado. Já fui um soberbo soldado da nação. Saudoso corneteiro das noites enluaradas a tocar o silencio. Na porta do Palácio do Catete, Ops! Desculpe é que achei que iam me descer o cacete, fiz trocadilho o certo era o palácio do Planalto. Na rampa a presidenta, o Lulinha paz e amor, o Levi, o Renan e amarrado em uma grade o Eduardo Cunha. Fiquei com pena. – Soltem ele! Gritei. Escoteiro é amigo de todos e irmão dos demais escoteiros. – O Lula gritou: - Mas ele não é Escoteiro Lord Vado! Se soltar vai correr para a Suíça retirar sua grana que esta depositada em um banco local! Que seja pensei. Olhei na esplanada e não vi nenhum Escoteiro. – Presidenta, não convidou os escoteiros? Não Lord Vado, o senhor sabe se convidar a UEB iria querer cobrar uma taxa e sua porcentagem é alta. O Levi não concordou.

                   Me levaram para uma sala. Achei que seria de reunião, mas não era. Tinha grade. Dois guardas na porta. Logo chegou o Ministro da Justiça José Eduardo Cardoso. – Lord Vado, ele disse – Tenho ordens do Presidente do Supremo Tribunal Federal, que em sessão solene através do seu presidente o Exmo. Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para trancafiá-lo por vinte anos e acusá-lo de tentar atrapalhar a Operação Lava Jato! – Putz Grila! Fui traído? Eu sabia que a UEB tem uma força enorme, sei que não ganha uma quando tenta emplacar chefes ou dirigentes escoteiros da outra organização, mas agora eu estava pagando o pato! Comecei a gritar, a esbravejar, a urrar e pular feito onça enfezada!


                       Marido! Marido! Acorda! De novo? Tem de parar com estes pesadelos. Dê um tempo no Facebook. Você se mete em tanta discussão e confusão, e mesmo não concordando com o que dizem do garbo e boa ordem fique na sua! Vamos lá, levante e me ajude a pensar onde iremos arrumar uns tostões para completar o valor do gás que subiu! Ulalá! Escapei de boa. Calma Celia, tenho uma ideia genial para enricar, basta conseguir uma banana de dinamite...

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Hora de dormir, amanhã é outro dia... Ser velho é uma m...! (desculpe o palavrão)


Hora de dormir, amanhã é outro dia...
Ser velho é uma m...!
(desculpe o palavrão)

                  Hoje fiquei sabendo que é o dia do idoso. Gosto da modernidade, antigamente era Velho mesmo, mas tudo no mundo moderno é modificado conforme as necessidades de alguém. O comércio não pode chamar a gente de Velho. Pega mal. Idoso fica melhor. Já tem alguns que dizem sermos da terceira idade. Eu não tinha a mínima ideia como seria envelhecer. Os remédios, as dores no corpo, as faltas de ar, dormir mal e acordar cedo. Bem cada um idoso tem seus pormenores, mas sabe o que é pior? Fila do SUS. Principalmente para quem é duro como eu. E os médicos? Olham para gente (quando olham) como se fossemos a escoria da classe humana. Sei que tem alguns médicos que não são assim, mas eu pergunto se você é atendido pelo SUS qual o maior tempo ficou dentro de um consultório médico? Outro dia bati meu recorde. Doze minutos. Ele digitando não tirava os olhos do computador.

                  Mas chega de lamurias, afinal sempre faço alguma postagem dependendo do homenageado. Assim não podia deixar os velhos para trás. Desculpe os idosos os como dizem: Terceira idade ou a melhor idade! – Vou começar contando o que li há meses passados: - Sem querer me deparo com esta crônica escrita por Luiz Farinha. Um jornalista português. Achei interessante, pois comungo um pouco do que escreve. Acho que eu já escrevi tanta coisa sobre a terceira idade que me contradigo aqui o que escrevi. Mas atualmente apesar de ser um espiritualista e saber que temos de passar por isto, vejo que a vida de Velho não é lá estas coisas, mas respeito tem gente que gosta. Claro que por sermos Velhos temos certos direitos que nunca tivemos antes. Levanta quando quer (se tem esposa compreensiva como a minha), fica com uma roupa por semanas e ninguém reclama. Se quiser almoçar almoça se não quiser não almoça. Se dá vontade corre na padaria e toma um belo sorvete. E se quiser pode repetir quantas vezes quiser. O melhor mesmo é que nós os velhos dizemos o que queremos e todos aceitam. Aceitam? – Pô, o cara é Velho, no fim da vida, fazendo horas extras, vamos compreender!

               Mas vamos lá com a crônica do Luiz. Diz ele: - Se o leitor pertence ao número dos que já ultrapassaram os setenta é quase certo que ficou indignado com o título desta crónica. Acredite que até eu olhei enviesado para o amigo que se saiu com esta quando quis rematar a conversa em que discorríamos sobre os problemas trazidos pela idade. Dizia-lhe eu: “deixa lá… ser velho é ser sábio!” De pronto ele sai com a resposta que eu não esperava: “deixo lá o caraças… ser velho é uma m...!” Despedimo-nos daí a pouco, e não é que enquanto me afastava acabei por lhe dar razão? Na verdade será para acreditar quando nos dizem que “todas as idades têm a sua beleza”? Que “diabos” é ser da terceira idade? Que interesse tem que eu saiba mais do que um jovem com um quarto da minha idade? Que lhe interessa a ele a sabedoria que eventualmente acumulei enquanto percorri a estrada da vida? Pois não é verdade que os conceitos, os hábitos e as modas mudam mais depressa do que o tempo que eu hoje levo a subir ao meu terceiro andar? Não passo de um velho recipiente de coisas inúteis e fora de moda, coisas que já não servem a ninguém.

            Pois é, a crônica é pequena. Não sei se ele está errado. Quando me dizem que estou na melhor idade dou risadas. É remédio aqui, comprimido ali, correr atrás do doctor, dos exames que nunca tem vaga, da espera em um posto médico por horas, de tentar fazer pelo menos alguma coisa do passado e não poder mais. Quer saber mesmo qual a melhor idade? Era aquela que eu chorava e a mamãe vinha me abraçar. Era aquela que com uma mochila eu corria pelo mundo ou então aquela que todo mes tinha meu rico dinheirinho, pois trabalhava. Hoje? Aposentado e duro eu dou risadas com esta melhor idade. Mas entre tudo sou um velho feliz. Fiz quase tudo que queria fazer, tenho a melhor esposa da melhor idade que me conduz nas horas dificieis, tenho filhos maravilhosos, tenho netos para colocar mais brancos os meus cabelos.


                 E olhe, quando novo não tinha este dom de escrever o que quero, sem obediencia aos Chefões Escoteiros que acham os tais e que só eles podem decidir. Pelo sim e pelo não, ser velho é uma M... Mas posso falar o que quiser quando quiser sem ofender, pois sou um daqueles da terceira idade. E por outro lado é bom demais ser velho! Bah! Durma-se com um barulho desses! 

sábado, 26 de setembro de 2015

A Morada do Fantasma.


Histórias de Fogo de Conselho.
A Morada do Fantasma.

                          Os monitores escolheram um local em uma clareira na floresta próximo a uma casa abandonada. Todos escoteiros da patrulha concordaram que era o melhor lugar. Não era longe, aproximadamente uns trezentos metros do acampamento. A Patrulha de serviço não perdeu tempo. Logo que chegaram ao local escolhido, ela preparou o fogo dentro dos padrões técnicos para evitar incêndios. Ela sabia que só teriam direito se o fogo fosse aceso com no máximo dois palitos de fósforos. Se não conseguissem, outra patrulha assumiria o que dificilmente acontecia. Eram quatro patrulhas experientes com bons mateiros em seus quadros. Não foi o primeiro fogo e nem seria o último.

                        Não havia um “Animador de Fogo de Conselho”. Este iria surgir naturalmente no desenrolar da noite. Sabiam que qualquer um podia se candidatar e até mesmo deixar o cargo se sentisse que o fogo não “amarrava” todos com a alegria que devia existir. Não havia uma determinação de que cada um ia fazer. Programa escrito estava fora de cogitação. Não iriam se prender a um roteiro, pois ali, naquela noite e em todas às outras a participação era completa. Sabiam o que queriam e iriam fazer conforme a Tradição de Tropa. Se havia uma coisa que detestavam, era o tal Lampião do Conselho. Dava até vontade de rir do tal Lampião. Diziam que um bom mateiro ascende o fogo em qualquer tempo e em qualquer lugar! Todos acreditavam na força da patrulha. Quantos fogos foram acesos chovendo? Bem são historias que não irão aparecer aqui. Enquanto se preparavam para que as chamas da fogueira subissem aos céus, os demais não se afastavam muito, pois a escuridão da noite e o lugar davam calafrios. (não havia luar).

                          Cada patrulha na medida do possível procurava sentar junta. Não havia obrigatoriedade para isto, a escolha onde ficar dependia de cada um. Um silêncio enorme quando um Escoteiro que terminava sua segunda classe se aproximou do fogo. Nesta hora, ficaram de pé, e como tradição antiga  invocaram os Espíritos dos Ventos e a viva voz, cantaram a Canção do Fogo de Conselho. Cantavam com gosto. O Stoldola era cantado com doçura. As primeiras chamas já se esticavam aos céus quando terminaram. Ouviram alguém bater palmas. Não eram eles. Se havia alguém escondido para amedrontar não seria com aquela Tropa. Um dos chefes deu uma busca em volta da casa e dentro dela. Nada.

                           Continuaram. Logo uma Patrulha imitava outra quando da enchente (no primeiro dia uma forte chuva encheu as barracas de lama). Fizeram uma mímica perfeita das águas invadindo as barracas e os escoteiros tentando salvar seus pertences. Como sempre surgiram palmas escoteiras inventadas na hora. Uma parada foi feita para um tempo livre improvisado. Um chocolate quente foi servido por um escoteiro, biscoitos passavam de mão em mão. Todos de olho nas brasas para colocar suas bananas verdes. Banana assada é um petisco dos bons. As conversas paralelas continuaram. Alguém alimenta o fogo, um dedilha o violão e outro começa a cantar uma linda canção escoteira. Alguns acompanham outros não. Dois se encaminham para o centro da arena e começam a representar um Chefe e um Monitor em um esquete. Risadas e palmas escoteiras.

                         Pedem um jogo, um Monitor se oferece para fazer um novo, aprendido em outra atividade. Antes de iniciar ouvem um grito. Não muito alto. A tropa se cala. É brincadeira de alguém. Se pensa que vai amedrontar alguém ele não está com nada. Eles aceitam a participação do “Fantasma”. Vai quebrar a cara pensam. Não foi a primeira vez. Ouvem outras em outros acampamentos. Em um foi um assistente e o pior que a escuridão era tanta que para fugir dos escoteiros se embrenhou na mata e se perdeu. Agora não seriam surpreendidos. Continuam às canções, improvisações, batem papos, jogos e até uma pequena historia foi contada. A Tropa tinha excelentes contadores de historia.  Era assim o fogo da Tropa.

                       Às brasas começaram a aparecer. As bananas foram assadas. A lenha foi terminando e todos demonstravam sono. Uma boca abre aqui, outra ali. A noite caiu sem ninguém perceber. O orvalho aparece no ar molhando os cabelos e rostos dos escoteiros e chefes. O dirigente um monitor antigo convida a todos para encerrarem com a Cadeia da Fraternidade. Começam a cantar e param. Todos olham para dentro da casa e vêem uma luz azul brilhante soltando faíscas pela janela. Ficam estáticos. Alguns vão até lá e não veem nada. Dentro da casa não existe nenhuma luz! - Já existem tremedeiras. Sem falar voltam para o acampamento. Ninguém quer ir à frente nem ficar atrás. Dormiram encostados uns nos outros mesmo com a chefia alegrando e encorajando todos. 

                      No dia seguinte, após o desarme do campo, na cerimônia da Bandeira, um morador das proximidades estava presente assistindo de longe. Um Chefe o convidou para participar na ferradura. Ele veio sem jeito e ali permaneceu até o final. Uma rodinha se formou em redor dele, e ficaram sabendo a historia da “Morada do Fantasma”:

                      - A casa foi construída pôr um jovem, - dizia -  filho de um “meeiro” (usa a terra de uma fazenda para plantar, e paga parte da colheita ao dono) quando se casou. Com menos de quatro meses, ele matou a mulher a facadas porque achou que ela o traia. Não era verdade. Foi preso e condenado há vários anos de prisão. Ninguém sabe onde está e quando vai sair da cadeia. O que todos sabem é que o espírito ou “fantasma” da mulher nunca abandonou a casa e até hoje e a mantém limpa e arrumada, mesmo sem móveis sem nada. Um padre já benzeu a casa, mas ela não sai de lá. Ah! Histórias de fogo de Conselho. E quem não tem uma para contar?

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Uma noite para meditar.


Uma noite para meditar.

“Cada dia que amanhece assemelha-se a uma página em branco, na qual gravamos os nossos pensamentos, ações e atitudes. Na essência, cada dia é a preparação de nosso próprio amanha”.

              Os dias passam e os meses nós perdemos no passado. Os anos vão sendo contados como se fossem ventos chegando e partindo em busca de um destino que desconhecemos. Os tempos de juventude ficaram para trás. A velhice nos encontra e nos dá a sensação de estar chegando ao fim. Ou melhor, o começo. Os amigos da nossa idade a maioria já partiram rumo à eternidade. A gente ficou. Ainda não chegou a hora. Dizem que estamos na melhor idade. Não sei se me deixo enganar por isto. Sei que não é a melhor idade e sim a idade da razão. Idade que sabemos onde pisamos e em qual trilha devemos percorrer. É fácil encontrar a trilha perfeita para caminhar. Os tempos de mochila as costas se foram. As noites enluaradas em uma clareira no meio da mata ficou no passado. Não há mais um campo de patrulha para dormir sob as estrelas. Eu fico há meditar qual dia será o meu para partir. Não sei. Está nas mãos de Deus. Não tenho medo nem será um mistério para mim. 

                 Todos nós temos um motivo para esta viagem que tem inicio meio e fim. Algumas vezes temos a impressão que os anseios de felicidade se misturam as crises de angustia. Vivemos em um planeta onde as palavras fraternidade, bondade, solidariedade são enunciadas como virtudes raras. Dizem que os anjos do Senhor disseram que a Felicidade no Céu é socorrer a infelicidade na terra. Acredito nisto. Podemos nos isolar da multidão aflita e sofredora, mas jamais estaremos bem, porquanto a infelicidade é o clima crônico dos que se fecham em si mesmos.

                  Aos poucos a realidade se faz representar em nossa volta nos mostrando que não há como esconder. A porta está aberta. A vinda da luz sublime um dia vai acontecer. Que seja. Hoje eu queria contar uma historia, uma linda historia que escrevi ontem. Triste mas real na nossa imaginação. O dia de hoje não é o de ontem assim a história fica para outro dia. Fui surpreendido por fatos que devia saber que eles existem e nunca irão desaparecer no tempo. Amigos chegam e vão, a partida não tem hora e lugar para acontecer. É como um trem quem percorre uma estrada sabendo que em cada estação vai parar para os que vão descer e os que vão subir. Cada estação lá estão eles, os que chegam sorrindo e os que partem sabendo que foi uma escolha pessoal. Eu estou neste trem, embarquei nele quando nasci. Ainda não sei qual estação irei parar. Para mim não importa, que seja em qualquer uma. Acho que estou preparado mesmo sabendo que deixarei para trás por breves momentos gente que eu amo e que me querem bem. 


     A decisão de pensar quando ou onde depende sempre de nós mesmos. Somente da nossa vontade dependerá o nosso estado íntimo. Portanto, criar céus ou infernos, portas adentro da nossa alma, é algo que ninguém poderá fazer por nós. Que Deus nos acompanhe sempre. Boa noite!

domingo, 20 de setembro de 2015

A mesa de campo do cozinheiro Fumanchu.



Conversa ao pé do fogo.
A mesa de campo do cozinheiro Fumanchu.

                    Acordei hoje pensando nela. Minha mesa a primeira pioneiria que fiz na Patrulha Lobo. Já tinha ajudado ao Akelá a fazer uma, mas só dei alguns nós e uma amarra. Uma época que lobos ainda viviam na Jangal e em matilhas sempre juntas. Mas vamos a minha mesa. Tinha um mês que tinha passado para a Tropa de Escoteiros. Patrulha Lobo com muito orgulho. Romildo o monitor sempre com um sorriso e me recebeu com um abraço que nunca mais esqueci. Vai e vem na patrulha chegou o dia do acampamento. Pedi ao monitor para fazer a mesa do cozinheiro. Iria fazer uma mesa mais comprida, onde além do fogão de barro tivesse espaço para colocar o vasilhame e os condimentos necessários para uma refeição das boas, pois Fumanchu foi o maior cozinheiro Escoteiro que conheci. Iria surpreendê-lo, até imaginava seu sorriso com tanto espaço para viajar nas suas cozinhanças.

                      Queria mostrar para a Patrulha Lobo que não era mais um pata-tenra. Planejei os mínimos detalhes. Nada ia falhar. Eu já tinha bons conhecimentos de cipós e sabia qual ia usar. Nós e amarras não eram mais segredo. Costuras de arremate também. Naquela época sisal era um artigo de luxo e ainda não existia. Pedi ao Chefe para não ir com o uniforme de lobo. Dava má impressão à patrulha e não queria ser visto como um Lobinho e sim um Escoteiro aventureiro e forte que não tinha medo de nada. Mamãe já tinha feito meu uniforme caqui. Calça curta com muito orgulho. Mas ele não deixou. Romildo ficou em dúvida com meu pedido, mas acreditou em minha palavra e me deu liberdade para fazer a mesa. Ainda perguntou se eu queria ajuda do Construtor de Pioneirías, mas agradeci. Iria fazer sozinho. Iria mostrar minha raça oriunda da Jângal onde nasceram os lobos de Seeonee. Minha cabeça fervilhava. Quantos paus? Quantas varas? Quantos metros de cipó? Só usar barro ou entre eles achas de lenha verde? Chegou o grande dia. Partimos rumo ao Sítio do Roncador, um local conhecido onde sempre acampávamos nos fins de semana. Perto, menos de cinco quilômetros.

                     Adorei empurrar a carretinha com nossas tralhas. Eu sorria e cantava ao mesmo tempo. Sabia que seria um acampamento de patrulha, cada uma com seu campo. Diferente dos lobos onde as barracas eram alinhadas ou em círculo. Sabia que iriamos ter a liberdade de fazer fazendo, que não haveria chefes a nos empurrar. O monitor era meu guia e nas dificuldades era com ele que devia me entender. O local era lindo, próximo ao Ribeirão do Tatu, não muito largo, mas com águas cristalinas. Seria uma delicia um banho gostoso ao entardecer. Ajudei a armar minha barraca. Duas lonas, dez minutos? Não mais que isto para ela ficar de pé. Mamãe fez para mim um colchão, ou melhor, emendou dois sacos para que no campo enchêssemos de palhas ou folhas secas. Quantas vezes dormi sobre um deles. Centenas. Perdi a conta nestes anos que passaram.

                      Romildo o monitor piscou o olho para mim. Mãos a obra Vado. Precisamos do fogão para poder almoçar. Eram oito e meia da manhã. Tínhamos saído da sede às cinco e meia. Procurei o Almoxarife. Peguei uma boa machadinha e um facão afiado. Ele era bamba na manutenção da intendência de sua responsabilidade. Parti até uma mata linda e verdejante. Lá tinha árvores de todo tamanho. Escolhi uma que parecia um Jacarandá. Não tinha certeza. – Madeira! E lá foi a primeira. A segunda foi demais, já cansado de tanto cortar e olhe escolhi arvores finas, menos de quatro polegadas de diâmetro, mas retas. Levei as duas até o local escolhido. Quem escolheu foi o Fumanchu. Queria uma sombra perto para quando viesse o sol forte e as brasas esquentasse ele pudesse respirar.
                   
                                  Meio dia e meio. Ainda furava as valas. A madeira já tinha sido cortada. Eu estava em pandarecos. Romildo educadamente ria e não deixou ninguém me ajudar. – Foi escolha dele, disse. Jota Ávila o sub. riu. – Não vai aguentar mais meia hora. Os cipós não foram difíceis, tinha muito na mata. Fiquei os quatro paus que serviram como base. Sorria com as mãos cheia de calos. Que se dane pensava. Não podia voltar atrás. Às duas da tarde a mesa ficou pronta. Fumanchu fez um fogão tropeiro para adiantar o almoço. Parei para almoçar. Arroz, linguiça frita e farofa. Que fome! Comi feito um cavalo. As quatro a mesa estava pronta com o fogão. Ah! Se fosse hoje, iria tirar uma bela foto. Todos vieram me cumprimentar. Eu sorria de orgulho. Minha mesa tinha ficado linda. O fogão era demais. Começou a ventar. A mesa a balançar. Uma rajada maior e ela a mesa foi ao chão.

                                    Não acreditava no que via. Tanto carinho tanto trabalho e ei-la ali inerte sem serventia para nada. Ninguem riu. Patrulha Lobo danada. Gente fina. Sabe que um erro não é motivo para chacotas. Juventino me chamou – Vado, você cavou só uns dez centímetros. Ela nunca ficaria no prumo. Na próxima cave quarenta centímetros. Vivendo e aprendendo. Era assim que vivíamos em patrulha. Aprender a fazer fazendo. Romildo me perguntou se eu aceitaria que todos ajudassem para refazer a mesa e o fogão. Claro que sim. Mãos a obra. Duas horas depois ela estava firme e arretada a servir aos bravos escoteiros e ao bravo cozinheiro Fumanchu da Patrulha lobo. Eu vivi com eles até passar para os seniores. Patrulha Touro. Ainda não havia a escolha de nomes históricos ou outros que pudessem ser escolhidos.


                                   Quantos acampamentos eu fiz? Quantas pioneirías? Centenas e centenas. Dizem que hoje tudo é simples, as fotos pipocam para todo lado. Eu só fui ter uma pequena máquina fotográfica aos quinze anos. Filme para ela caro. Revelar mais caro ainda. Mas tive uma experiência incrível com os Lobos. Não só como Lobinho, mas como patrulheiro de uma patrulha onde nos consideramos irmãos. Fiz muitas mesas depois, eu mesmo para provar que era perfeita pulava em cima dela. Se continuasse firme e não caísse então estava no ponto. Dizem que pioneirías e mesas mal feitas são como os distintivos de especialidades que o Escoteiro não aprendeu direito. Pregadas com “cuspe”. Ninguem queria esta pecha. Orgulhávamo-nos em fazer bem feito. Foi bom enquanto durou. Depois veio o martírio. Fui ser Chefe! Deus meu! Que castigo. Mas tentei ao meu modo passar a juventude que conheci o mesmo que aprendi. Se fizerem assim ótimo, se não terão oportunidade novamente para aprender.  

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Relatos de Baden Powell (BP) quando moço.




Relatos de Baden Powell (BP) quando moço.

                              O que se segue não é uma fábula, mas é realmente o que aconteceu há muito tempo. Um grupo de sábios e exploradores realizou uma expedição científica no interior da Austrália, e quase tiveram um fim trágico na thirstland grande em que se encontravam.


                             - Que eles saíram vivos deveu-se aos poderes de observação e dedução e criatividade por parte de uma menina nativa de 14 que eles conheceram. Metade deles pereceu com sede. Eles estavam procurando na planície tentando encontrar água quando a menina notou algumas formigas subindo o tronco de uma árvore. Perspicaz ela ficou olhando o movimento das formigas. Elas entravam em um pequeno furo na casca. Logo pensou que deveria ter alguma finalidade o que estavam fazendo. Puxando um pedaço da casca notou que o tronco era oco e dentro havia água. Fez um furo e com um canudinho deu para todos beberem e matarem sua sede. Assim se salvaram graças à menina que se mostrou observadora e sempre alerta como deve ser um bom escoteiro.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Boa noite


Hora de dormir, agradecer a Deus e sentir a felicidade no coração por ter feito a alegria de amigos que me querem bem.

Nos últimos vinte dias duas publicações minhas em PDF tiveram alta procura no meu e-mail. SIMBOLISMO E MÍSTICAS ESCOTEIRAS, e OS LOBOS DA ALCATÉIA DE SEEONEE. Em cada uma enviei um brinde. SELEÇÃO DE OURO contendo 30 das minhas melhores histórias e um CONDENSADO DO LIVRO DA JÂNGAL. Este último continha parte da historia da EMBRIAGÛES DA PRIMAVERA. Uma das minhas favoritas que sempre me emocionou quando Chefe de lobos e Diretor de Cursos da Insígnia da Madeira, pois tive a honra de dirigir diversos cursos do ramo.

Alegra-me saber que existem centenas de chefes que se interessam por publicações simples como as minhas. Mesmo não sendo um escritor profissional e reconhecendo minhas limitações na escrita fico contente em saber que estou colaborando. Tudo que escrevo transcrevo em PDF. Mais simples para enviar e sempre sem ônus para os interessados. Aprendi a escrever de forma não didática para melhor compreensão. Fico realmente feliz em saber que existem chefes que se interessam em ler meus escritos. Dizem que a felicidade é feita de doces momentos e as minhas são assim, vendo meus irmãos escoteiros solicitando o que um Velho Chefe Escoteiro pode dar, pois só isto posso oferecer. Meu muito obrigado pelas lindas palavras que me enviaram em forma de pedidos ou agradecimentos no meu e-mail. Um doce saboroso para cada um de vocês e lembrem-se ainda dá tempo para solicitar em meu e-mail – ferrazosvaldo@bol.com.br


Boa noite, que os anjos do céu que toda noite me acompanha leve a todos vocês a alegria e a felicidade que ainda tenho na vida. Que Deus em sua bondade conduza a todos ao Caminho para o Sucesso. Durmam com Deus!

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Escotismo, uma maneira de ser feliz

ESCOTISMO, UMA MANEIRA DE SER FELIZ!

O Chefe me mandou cantar
Pensando que eu não sabia.
Pois eu sou quem nem cigarra,

Canto sempre todo dia!


ESCOTISMO, UMA MANEIRA DE SER FELIZ!

Me disseram lá na Tropa,
Que ninguém anda e nem passeia,
Como é que hoje bem cedo
Eu vi seu rastro na areia?


ESCOTISMO, UMA MANEIRA DE SER FELIZ!

Escoteira escreve teu nome,
Na palma da minha mão,
Pois um pássaro hoje me disse
Para escrever no coração!


ESCOTISMO, UMA MANEIRA DE SER FELIZ!

Na barraca eu fiz minha cama,
Vi que esqueci meu cobertor,
Deu um vento na roseira
Encheu minha cama de flor!


ESCOTISMO, UMA MANEIRA DE SER FELIZ!

Sou Lobinha pequenina,
Sou uma criança sou mimosa.
Trago nas minhas faces
As lindas cores da rosa!




ESCOTISMO, UMA MANEIRA DE SE FELIZ!

As estrelas nascem no céu,
Os peixes nascem no mar,
Eu nasci aqui neste mundo
Somente para escoteirar!




sábado, 12 de setembro de 2015

Tem zoeira no ar! Hoje tem reunião, alegria de montão!


Conversa ao pé do fogo.
Tem zoeira no ar!
Hoje tem reunião, alegria de montão!

                           Tem zoeira no ar, neste imenso Brasil, Agora neste momento, tem lobos dizendo melhor possível, cantando danças da Jângal, Tem escoteiros em tropas formais, sinalizando o Sempre Alerta, formando para jogar, tem correrias demais patrulhas gritando alto, somos os lobos valorosos. Tem Sêniores guias e o escambal, tem conselho de Tropa, tem atividades mil e até os pioneiros dizendo franco: Vamos lá, pois em uma montanha bem perto do céu... E os chefes com seus semblantes? Sorridentes nos seus gritantes é lobo aqui é monitor ali, é guia querendo acampar. E assim cantando uma canção, os grupos em diversos rincões na marcha ou contramarcha estão a reunir. Coisa linda, coisa bela, Quanto daria para estar lá. Mas eu fico contente, Escoteiro é assim, quando alguém está feliz ele também está. 

                          E vamos lá lobada, mostre prá todo mundo, que em menos de um segundo vocês aprenderam que o lobo diz sempre a verdade. E que a escoteirada com sua patrulha maneiro, tira uma de Escoteiro, faz sinais e nós a valer. E os seniores e guias os danados, planejam uma boa ação. E os pioneiros? Estão la a cantar a planejar sua próxima excursão. E lá na sede querida, a liderança amiga, aceita mais um que chega, explica o que já somos e o que seu filho será. Isto é supimpa, é gostoso demais. A tarde segue o tempo que não para, cada Tropa Alcatéia ou Clã se depara, que daqui a pouco o apito vai tocar. E todos garbosos correndo, a formar na ferradura, é hora do cerimonial. Bandeira ao vento que desce um orgulho nacional. Um firme já foi falado, um descansar descansado chega a hora de partir.

                          E ali em cada sessão, um aviso uma oração. Cumprimentos e aperto de mão. Chegou a hora de ir embora, saudades que irão marcar, em todas estas reuniões. Mas chega de contratempos, agora é hora, Chefe e a nossa excursão? Monitor o que me diz? A Corte autorizou nossa atividade? E chega pai, chega mãe, é abraço por todo lado. Muitos ainda cansados se preparam para uma próxima reunião. Sempre alerta meu amigo, melhor possível lobo querido, sábado que vem tem mais. E cada vai embora meio triste, mas compensado. Agora o rumo é o lar. Na mente só um pensamento se faz; Como é bom ser Escoteiro, ser lobo ou Pioneiro. Ainda bem que nosso mestre nos ensinou: - Escotismo é bom demais, guardar sempre na mente que fazer o bem sem olhar a quem faz bem demais. E aos poucos o salão se esvazia, o pátio olha tristonho e vai esperar que a próxima semana onde todos irão voltar.


Sempre Alerta! Servir! O Melhor Possível! Até daqui a pouco meus amigos. Logo uma nova reunião vai acontecer e até o alvorecer será supimpa, cheia de amigos sorrisos em profusão. E viva nosso sábado gostoso, a nossa amada reunião!

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Quanto custa ser honesto?


Conversa ao pé do fogo.
Quanto custa ser honesto?

              Um homem andando pela rua encontra um envelope pequeno, destes para guardar documentos. O apanha e abre para ver o que tem dentro. 600 reais em dinheiro e algumas contas para pagar no total de 580 reais. Ele deduz que o dinheiro seria para pagar a conta. Foi trabalhar e no horário do almoço se dirigiu a uma lotérica e pagou todas as contas. Sobraram 20 reais. Olhou bem as contas e viu que estava em nome de uma senhora chamada Cecília. Na conta telefônica viu o número e ao chegar em casa ligou para ela. Explicou o que aconteceu e que as contas estavam pagas e sobraram 20 reais. Ele fazia questão de devolver e pediu a ela se podia encontrar com ele no dia seguinte próximo onde ele tinha encontrado o envelope. Ela uma senhora de mais de 70 anos sorria sem parar e contou para todas as amigas, todos os filhos enfim contou para Deus e o mundo. – Diziam que estamos vivendo com marginais, bandidos, ladrões, mas não é assim dizia ela. Estes são uma pequena, mas bem pequena parcela, no mundo têm muitas pessoas honestas!

           A imprensa falada e escrita sempre colocam em suas manchetes os casos mais escabrosos, os roubos e os assaltos com morte. Tomemos o caso da grande São Paulo. Mais de 17 milhões de habitantes. Veja a porcentagem dos assassinatos, roubos etc. Uma parcela mínima está aí incluída. No entanto as coisas boas não dão ibope, portanto não são publicadas. Claro que casos com o acima descrito dão manchete, mas quantos a imprensa utiliza como notícia? Somos milhões de pessoas honestas. O número é incrível de pessoas que lutam, que trabalham, sofrem e estão aí com seu caráter a toda prova. A cada segundo, minuto milhões colocam sua honestidade acima de tudo. Portanto acredito que não estamos partindo para o caos e sim para um mundo melhor. Qualquer boa ação não tem preço. Nunca devemos fazer uma pensando que teremos algum em troca.

             A boa ação faz parte do nosso movimento Escoteiro. Os jovens desde cedo estão a aprender a ajudar o próximo e fazer diariamente sua boa ação. Isto se tornando um hábito de comportamento vai trazer para ele vantagens enormes e ele sabe que as faz não para mostrar a coletividade, mas sim para provar a si mesmo que sua consciência está em paz consigo mesmo. Como dizia nosso Senhor, sem boas obras as portas do céu estarão fechadas para nós. Os poetas sempre dizem que a beleza da vida não está em se moldar ao que os outros esperam de você, e sim na simplicidade em viver de acordo com sua verdade. Ser gentil tem de ser a essência do ser humano. Quem não é suficientemente gentil não é suficientemente humano. Devemos pensar que Deus está olhando para nós o tempo todo. Está olhando agora e vai olhar por toda a sua vida. Não adianta falar, mostrar, realizar se dentro de si como Escoteiro não tem a felicidade que nos trás em ajudar o proximo.

            Nosso papel como Chefe Escoteiro é simples, mostrar aos jovens a vantagem de ser honesto, de ser altruísta, de ter um caráter ilibado e dizer a sua própria consciência e para aqueles que precisam ouvir: - “podes acreditar, eu sou um Escoteiro e o Escoteiro tem uma só palavra” Não preciso acrescentar que ele tem honra, tem alma limpa e reconhece que seus valores são dignos de todos que estão a sua volta. Honestidade se pratica e não se veste não se mostra e nem se faz alarde. Um Escoteiro tem de dar este exemplo sempre. Não basta dizer que sou Escoteiro. Tenho de parecer um Escoteiro que toda a sociedade acredita! E cá prá nós, como disse Homero, se o desonesto soubesse a vantagem de ser honesto, ele seria honesto ao menos por desonestidade.

E terminando o nosso bate papo, relembro Rui Barbosa o que ele disse sobre felicidade: - Onde está a felicidade? No amor, ou na indiferença? Na obediência, ou no poder? No orgulho, ou na humildade? Na investigação, ou na fé? Na celebridade, ou no esquecimento? Na nudez, ou na prosperidade? Na ambição, ou no sacrifício? A meu ver, a felicidade está na doçura do bem, distribuído sem ideia de remuneração. Ou, por outra, sob uma fórmula mais precisa, a nossa felicidade consiste no sentimento da felicidade alheia, generosamente criada por um ato nosso.


Sempre Alerta meus amigos!