Uma deliciosa conversa ao pé do fogo!

Amo as estrela, pois mesmo tão distantes nunca perdem seu brilho, espero um dia me juntar a elas, e estar presente a cada anoitecer alegrando o olhar daqueles que amo

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Passagem para o Ramo Escoteiro.



Conversa ao pé do fogo.
Passagem para o Ramo Escoteiro.
Pelo Chefe Blair de Miranda Mendes.

                            Não raro encontramo-nos frente à situação de que excelentes Lobinhos, Cruzeiro do Sul, com várias especialidades, Primo ou Sub-Primo, quando passam para o Ramo Escoteiro, ficam alguns meses, começam a se desinteressar e faltar, e até abandonam o grupo. Por quê? - Talvez fosse mais cômodo, para nós, Chefes de Alcatéia encerrar a questão com afirmações tais como: “Esse Chefe de Ramo Escoteiro é ruim!”; Porém, as coisas não são bem assim, a responsabilidade da permanência do menino no Grupo Escoteiro é de todos os Chefes dos ramos que o jovem passa, em última analise é responsabilidade do Conselho de Chefes.

                           Baden Powell no livro Guia do Chefe Escoteiro menciona textualmente “os objetivos do Movimento (...) para serem sentidos em sua verdadeira grandeza, devem ser avaliados por seus efeitos no futuro e por um prazo nunca inferior a 10 anos. Esta é a real unidade de medida que deve ser usada no Movimento”. Assim, nossa responsabilidade como educador é garantir a permanência do jovem por um lapso de tempo suficiente para que possa extrair do Escotismo os efeitos benéficos. Portanto, a passagem de um ramo para outro merece muita atenção. É primordial que levemos em consideração, primeiramente, que é nessa idade que se desperta a faculdade emotiva e se desenvolve a sensibilidade de alma, ou seja, o jovem em uma fase de transição, carente de cuidados especiais.

                         Desperta-se a consciência de sua personalidade, começa a sentir e pesquisar mais as coisas sente o peso de suas responsabilidades, e nasce um pudor que esconde seus desejos, temores, dúvidas e desapontamentos. E a idéia de acabar com sua antiga vida de Lobinho e ressuscitar como escoteiro parece-lhe uma aventura extraordinária, ao lado desse estado emocional próprio da idade. Outros fatores influenciam a aceitação da vida na Tropa, quais sejam:
Perda de Status: O sistema de insígnias, ou seja, para cada avanço conquistado um símbolo (distintivo) que evidencie esta situação que tanto estimula os Lobinhos e escoteiros, pois influir negativamente na passagem, seja o Lobinho tão adestrado (e “enfeitado” no seu uniforme) vê-se de repente, sem nada, começando tudo outra vez; daí um motivo a mais para que trabalhemos para a conquista do Cruzeiro do Sul, pois o ex-Lobinho o ostentará no uniforme até 21 anos de idade, evidentemente é importante que o Chefe de Tropa faça seus escoteiros conhecer e valorizar este símbolo!

                             Outro dado importante é que o Chefe da Alcatéia evidencie na oportunidade da “trilha escoteira” que o adestramento obtido na Alcatéia é o início de um caminho e a base de conhecimento e aptidões que ele vai desenvolver paralelamente ao seu crescimento. Devemos mostrar ao Lobinho que os nós aprendidos na Alcatéia serão de valia em atividade de acampamento, jogos e grandes pioneirias como uma ponte, por exemplo; que cada especialidade tirada como Lobinho continuará valendo, e que surgirão novos desafios para aquela sua aptidão! 

                     Mudança de Ambiente: Qualquer um de nós já sentiu o quanto é desagradável adentrar (e se familiarizar) com um ambiente completamente novo e a Tropa, é algo muito novo para os Lobinhos, seja quanto à mística, como quanto à forma e organização, ou costumes e uniformes. É preciso por este ambiente o mais familiar possível antes da passagem. Por isso a “Trilha Escoteira” deve ser levada a sério. Façamos, portanto, a conversa com Chefe de Tropa, deixemos o Lobinho conhecer bem seu monitor, sua patrulha e seu canto de patrulha e façamos que participe de uma ou duas reuniões com a Tropa.

                    Esses contatos devem ser preparados meticulosamente pela Chefia de Tropa levando-se em consideração a presença do Lobinho. Provavelmente, é evidente, mas vale a pena lembrar que a acolhida da Tropa deverá ser familiar, sempre a de mostrar o júbilo em receber mais um elemento que contribuirá com crescimento quantitativo e qualitativo da patrulha e Tropa. Transformar a palavra Lobinho em adjetivo pejorativo ou usar expressões como “praga azul” poderá ser útil a Chefes que procuram uma identificação barata com seus escoteiros tampando sua incapacidade de manipular o verdadeiro método utilizando-se do mais fraco, mas certamente será humilhante e desestimulante para o Lobinho.


Melhor possível!

domingo, 12 de abril de 2015

Na beira do caminho tinha uma flor, tinha uma flor na beira do caminho.



Hora de dormir, amanhã é outro dia.
Na beira do caminho tinha uma flor, tinha uma flor na beira do caminho.

                             Era um sol do meio dia. Quente, fervendo o sangue do Escoteiro caminhante. Mal dava para olhar a frente de tão quente... O chapéu de abas largas tentava segurar os raios solares. A camisa ensopada. Ele pensou em tirar o lenço e a camisa. Ficar com a camiseta que estava por baixo. Mas esqueceu desta vontade. Aprendeu a andar uniformizado onde fosse. Não importa se tinha alguém a vê-lo ou não. Há horas esperava encontrar uma arvore frondosa, a beira do caminho. Nada. A estrada era de terra e quase não cabiam dois veículos passando um pelo outro. Ele sabia que ainda tinha chão para percorrer. Não fora com sua patrulha pela manhã. Prova de matemática. Um mais dois cinco mais oito e ele aprendeu a tabuada assim nas jornadas da vida. Agora não. Não calculava a soma divisão ou a multiplicação. Precisava parar para descansar, mas e a árvore frondosa que não aparecia?

                            Tirou seu cantil e bebeu dois goles. Não mais. Ele não sabia quanto tempo de caminhada ainda tinha para encontrar um riacho. Ali era impossível. Tudo estava seco, nem o verde do campo se via. O chão do caminho era terra pura e vermelha. Se chovesse valha-me Deus o barro que formaria. Um, dois, quatro seis quilômetros de pé no chão. Sua mochila pesava. Ele estava acostumado. Bastava encontrar uma árvore frondosa, apenas um cochilo e ele andaria outros seis se necessário. E os pássaros? Ele não via nenhum. Naquele sol escaldante nem pássaro se arriscaria a voar pelos céus. Ele passou por ela. Na beira do caminho. Nem reparou. O sol não deixava. O chapéu quebrando a testa para esconder o calor e a claridade escondia as belezas que não existiam na beira do caminho.

                           Andou alguns passos e parou. Sua mente tinha gravado a flor na beira do caminho. Pensou o que seria e a mente o obrigou a lembrar. Voltou-se calmamente e a viu... Linda, vermelha, quase do tamanho de uma rosa. Mas não era uma rosa. Somente ela com sua planta a segurar como se fosse cair com o peso. Não havia vento, ela não se mexia. Mas era linda. A mais linda flor que ele tinha visto. Deu meia volta até a flor na beira do caminho. Quem pensaria que na beira do caminho tinha uma flor? Verdade, mas na beira do caminho tinha uma flor. Ficou de frente a ela. Viu que ela sorria e não se importava com os raios de sol que não penetravam nas suas pétalas. Tirou sua mochila e se agachou em frente a ela. Um perfume suave percorreu suas narinas. Gostoso, delicioso. Agradável de cheirar. Era um balsamo para manter o corpo firme. Aquela sublime fragrância jogava todo seu perfume no Escoteiro que caminhava no sol do caminho.

                       Ficou ali estático por minutos que se transformaram em horas. Ela a flor na beira do caminho o hipnotizava. Ele precisar seguir precisava chegar ao acampamento antes do anoitecer. Seus amigos da patrulha o esperavam. Então o sol se escondeu. Uma nuvem branca com pássaros esvoaçantes chegaram. Um vento sul começou a soprar. A flor balançou na sua planta, mas não caiu. O Escoteiro procurou um galho e o fincou junto à flor. Do seu cantil molhou a linda flor da beira do caminho. Precisava seguir adiante. O tempo não espera, e ele olhou a flor pela ultima vez. Grande, Vermelha, quase do tamanho de uma rosa. O Escoteiro partiu olhando para trás. Uma enorme tristeza o invadiu. A flor da beira do caminho balançou de um lado a outro. Como se estivesse agradecendo o que o Escoteiro fez por ela.

                         Era só uma flor, uma flor vermelha linda a beira do caminho. E ele viu que na beira do caminho tinha uma flor, tinha uma flor na beira do caminho, tinha uma flor, no meio do caminho tinha uma flor...
Baseado no poema de Carlos Drummond de Andrade – No meio do caminho tinha uma pedra.


Boa noite meus amigos e minhas amigas. Uma noite linda e sonhos maravilhosos. Durmam com Deus. 

sábado, 11 de abril de 2015

O maravilhoso e sensacional Fogo de Conselho.



Conversa ao pé do fogo.
O maravilhoso e sensacional Fogo de Conselho.

                 Não tem quem que não fale dele. Se alguém permaneceu por alguns meses ou por anos no escotismo ele sempre será lembrado e comentado. Para uns um mito, para outros uma cerimônia que marca profundamente e para sempre. Uma coisa é certa. Deste o primeiro acampamento em Brownsea até hoje ele se tornou uma tradição que ninguém nunca esqueceu e nem será esquecido por parte de quem já participou. O lobinho adora. O Escoteiro e a Escoteira vibram. Os seniores e as guias se preparam com esmero quando vão participar e os chefes dão belos sorrisos pelas apresentações. E não são só eles, para os que não são escoteiros e foram convidados se sentirão reconfortados em estarem presentes.

                 Dizem secamente que o Fogo de Conselho é uma atividade recreativa e artística realizada por escoteiros. Dizem ainda que é umas das mais antigas tradições dentro do movimento Escoteiro.  Citam até que Baden Powell fez questão de falar sobre ele no seu primeiro livro Escotismo para Rapazes. Já li várias explicações do porque do Fogo de Conselho. Contam que Baden Powell muito viajado pelo mundo e principalmente na África e na América assistiu e viu várias cerimônias por parte dos indígenas destes países e foi assim que deu origem ao nosso Fogo de Conselho. A noite todos eles tinham uma tradição comum. A tribo inteira se reunia em volta de uma grande fogueira de um modo muito festivo e alegre, e as pessoas dançavam e cantavam assim como contavam e encenavam histórias da própria tribo. Sempre no final o ancião mais velho contava as tradições, e passava algum ensinamento aos mais jovens.

                Igual a estas tribos, os escoteiros também fazem o mesmo. De maneira geral esta tradição é passada de geração em geração. Não só no passado, mas até hoje é comum que cada um tenha uma manta especial, um chapéu, um boné, uma capa ou poncho, pois os índios faziam isto com seus troféus. Dentes de animais, escalpos (risos) colares e sempre com peles de animais sobre o corpo. Não vou aqui tentar ensinar sobre o Fogo de Conselho. Sei que existem até cursos para isto, mas sinceramente? Não sou muito fã destes cursos. Prefiro que seja uma solenidade sem ser solene feita de improvisos e aprender a fazer fazendo. Voltando ao tema eu sei que todos sabem que ele é o momento em que nos reunimos ao redor de uma fogueira, ao final do dia, para divertir através de apresentações e termina com um momento de reflexão e aprendizado feito pelo Chefe. Alguns adoram histórias e os participantes vibram.

                Tenho o orgulho de dizer que participei de muitos. Quem sabe três ou quatro centenas deles. Alguns se aprimoram na montagem do fogo. Outros o fazem de maneira simples sem sofisticação. Já vi vários onde o Animador do Fogo de Conselho no inicio gritava alto: Que os ventos do norte, do sul, do este e do oeste, tragam a todos a alegria de uma noite inesquecível! Acende-te fogo! E fogo dava uma pequena explosão e as chamas apareciam lindas e formosas. Como? Um truque simples. Preparar com antecedência. Abrir uma valeta e com bambus colocar pólvora. Depois a valeta é fechada. Um parceiro coloca fogo na pólvora que ira queimar até o fogo. Mas olhe, assusta. Parece mágica. E só deve ser feito por especialistas.

                Vi também outros tantos aberto ao público e aos pais das mais diversas criatividades próprias dos escoteiros. Tochas vinda de varias partes, tocha voadora vindo de uma árvore presa a um sisal que corre até o fogo o acende. E as apresentações? Lindas. Do professor Raimundo eu ria a valer. Dos trapalhões cansei de rir. Do Rei da Macedônia vi dezenas de vezes. Do Serafim eu dava belas gargalhadas. Sempre como se fosse à primeira vez. E quantas mais? E as palmas? Nossa! São tantas. Se fosse escrever daria uma dezena ou mais. Adorava a do peixinho, do barrigudo, da chuva, do dedinho, do trem, do sapo falante, do tambor, da corrida dos bisões, da mexicana, e claro da nossa mais famosa a palma Escoteira.

                 Mas nada é mais lindo para o chefe que olhar para os rostos dos jovens. Escuro e a fogueira ir aumentando a luminosidade, eles com aquela ansiedade, a espera do contexto, olhar fixo no fogo e cada um sonhando ao seu modo o sonho de uma vida que só os escoteiros podem ter. A felicidade suprema e a alegria de poder estar ali. Não vou comentar sobre as canções, sobre os esquetes, sobre as historias. E até deixo para outro dia o comentário da Canção da Despedida. Uma despedida que marca que alguns choram, mas que promete ser breve. Muito breve. Nossa! Quantas vezes eu chorei, lágrimas eu derramei desde a mais tenra idade até hoje. Um "Velho" chorão.


               Fogo do Conselho. Esquecer jamais! Lembrar sempre e sempre, pois assim como as estrelas no céu brilhando no escuro da noite ou das noites de luar eu sei assim como aconteceu comigo aconteceu com todos. Não há como esquecer. Está firme e apegado dentro dos nossos corações. Acho que pode ser ele um dos motivos para estar até hoje no escotismo. Fim, falei muito e não falei nada, sei que quem ama o escotismo nunca em sua vida vai esquecer o amado, o querido, o sensacional, o espetacular FOGO DO CONSELHO!    

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Indo dormir, amanhã é outro dia...



Indo dormir, amanhã é outro dia...

O sorriso que eu levo hoje apaga todos os outros rastros. Eu aprendi, aos trancos, que ser feliz não dói. Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Boa noite durmam com Deus!

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Quando o tempo passar...



Hora de dormir, amanhã é outro dia...
Quando o tempo passar...

                  Nossa vida é uma sucessão de fatos que nos vão transformando à medida que os anos passam. Acredito que isto faz parte de todos nós, pois temos vários objetivos aqui neste mundo. Quem sabe adquirir conhecimentos de bondade, ajudando e ser ajudado, amando e ser amado para levarmos a vida eterna. São escolhas nossas e para isto Deus nos deu o livro arbítrio para decidir o certo e o errado. Quem sabe devemos aprimorar nosso amor ao próximo e saber que sem a caridade não há salvação. Não é fácil esta jornada. As pedras no caminho não nos deixam caminhar em linha reta. São as voltas que a vida nos obriga a dar. As escolhas nem sempre são perfeitas. Mas temos que pensar que é desta maneira que vamos crescendo espiritualmente. Nosso amigo lá do céu um dia nos contou que na vida tudo passa, e que a sempre um recomeço. Compete a cada um de nós acreditarmos. Difícil, difícil mesmo dizer que não temos mais ódio no coração. Que o amor substituiu o grande jogo da vida. Mas desistir de amar? Nunca!

                   Se vocês procurarem bem ao redor as noites sempre são preenchidas com o que fazemos durante o dia. E são as noites onde as reminiscências de poesias e poemas fazem e vão fazer sempre companhia até as últimas badaladas da meia noite. Queira ou não carregamos muito orgulho e dele é difícil afastarmos. Todos nós somos escoteiros de coração. Não existe um momento, um segundo que o escotismo não faça parte de nós. A filosofia que ele nos mostra é inteiramente absorvida pelo nosso ser. Erramos muito em deixar que outros fizessem os caminhos em trilhas que não iam levar a lugar nenhum. Varias vezes tropeçamos em nós mesmos por duvidar das forças que podem estar a nosso favor ou contra. Uma égide de amigos podem ter escolhidos outra moeda para sua boa ação e vão ser felizes para sempre.

                   Olhando nossos passos e voltando a mente ao passado vemos dentro de nós mesmos e nos esbarramos com nossas lembranças. Boas ou ruins estão sempre presente conosco. Ainda bem que todos nós as temos. Eu hoje não tenho uma linda história para contar em volta de uma fogueira. Fica para o amanhã. Muitos amigos nossos já se foram com o luar e com as estrelas que um dia nos iremos seguir.  Ainda penso na hora que vou dormir se as histórias que um dia escrevi servirá para ser lembradas e se ter uma noção de quão belo é nosso escotismo. Se foram ou não cheio de aventuras, de sonhos ou mesmo de lembranças que foram escritas no túnel do tempo. E quando as últimas badaladas deste dia que termina, não sei se elas formam um amontoado de sonhos reais ou imaginários do passado.


Boa noite amigos e amigas. Um sono gostoso e um lindo despertar...

domingo, 5 de abril de 2015

A Escola da Vida!



Conversa ao pé do fogo.
A Escola da Vida!

"Deus nos concede, a cada dia, uma página de vida nova no livro do tempo. Aquilo que colocarmos nela, corre por nossa conta." Chico Xavier

                       Não sei se existe idade para que nós possamos aprender nesta formidável escola do mundo em que vivemos. Uma grande poetiza já dizia que todos nós estamos matriculados na escola da vida desde que nascemos. Nesta escola o mestre é o tempo. A cada dia vamos aprendendo. Não importa a idade, pois o aprendizado não para. Dia e noite. É bom aprender com o silêncio, com os falantes, com os intolerantes e os gentis. Eu posso dizer que sou grato a todos pelo que aprendi e ainda aprendo. Não levo em consideração se são rudes, se são estranhos. A eles sou eternamente grato. De vez em quando penso nas palavras de Baden Powell quando disse que é uma pena que um homem tenha que viver sessenta anos para adquirir alguma experiência de vida, e a leve para o túmulo, cabendo aos que o seguem começar tudo de novo, cometendo os mesmos erros e enfrentando os mesmos problemas.

                     Leonardo da Vinci comentou que a experiência é uma escola onde são caras as lições, mas em nenhuma outra os tolos podem aprender. Aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende. São duas coisas distintas – O saber dado pelos mestres nas escolas e a vida como ela é, sendo olhada, guardada em nossa mente e nos fazendo crescer no dia a dia. Outro pensador comentou que, no dia em que guiarmos nossas ações, juízos, estudos e decisões por valores que visam ao sublime em vez da mesquinhez; quando agirmos inspirados mais nos critérios de justiça, da generosidade, da prudência, da temperança do que do interesse do egoísmo, no dia em que agirmos meditando sempre na beleza da doçura, na importância da humildade, no valor da coragem e no lugar da compaixão, nesse dia nosso planeta atingirá aquele estágio supremo que toda evolução técnica teve por meta.

                O escotismo nos deu escolhas. Não importa se entramos nele como jovens ou adultos. Ele o escotismo nos dá caminhos simples, honestos baseadas em uma lei e uma promessa. Aprendemos tanto a cada dia, a cada hora, a cada minuto. Aos poucos vamos fazendo um arquivo em nossa memória impossível de descrever ou escrever. É este arquivo é quem nos ensina como compreender a ser calmo, ponderado, e assim aceitarmos mais alegremente a vida como ela é, sem reclamar e aceitando o que nos foi dado como meta. Fico pensando que muitos jovens ou mesmos outros que ainda não estiveram em todas as salas da escola da vida não querem ainda escolher com aqueles que já passaram por todas elas, carregam experiência e não se perdem no caminho desta escola. Eles os jovens se sentem seguros, Andam com firmeza e acreditam que o que fazem é o certo. Mas isto não é bom? Lá bem distante um dia eles verão que o caminho poderia ter sido outro. Mas e o livre arbítrio?

                Ainda bem que tive a alegria de participar ativamente deste movimento que só me deu alegrias. Os percalços que encontrei foram também aprendizado. Hoje não fico preocupado em não poder estar na ativa e junto ao lado dos jovens. A Escola da Vida e Deus me deu o que preciso para continuar a jornada. Mente clara, pensante, ativa procurando nos seus recônditos uma maneira de ajudar e colaborar. Sim aprendi muito e nunca esqueço as belas palavras de Baden Powell. Ele nos mostrou o valor da natureza em nosso crescimento. Dizia ele que quando um filhote de lobo ouve as palavras “estudo da natureza”, seu primeiro pensamento é sobre coleções da escola de folha secas. Mas estudo da natureza real significa muito mais do que isso, o que significa saber sobre tudo o que não é feito pelo homem, mas criado por Deus.  È ela a natureza uma das grandes matérias da Escola da Vida.

                 Todo homem toda a mulher passa pela escola da vida. Eles são os que sustentam a nação e o mundo com o que aprenderam. São livros não escritos, são matérias do dia a dia. São as alegrias, as dificuldades, os sacrifícios que nos dão a certeza de um dia receber o diploma tão esperado. Mas este diploma é apenas uma etapa. A Escola da Vida não para. Há muito que aprender. Ela nos dá a única riqueza que vamos levar conosco na viagem que um dia iremos realizar. E a cada estação, a cada apito do trem descendo ou subindo iremos encontrar mais e mais escolas. São milhares. Nunca irão parar. Seria bom que todos trocassem ideias como os que passaram por esta escola antes da maturidade. Mas acredito que tem de ser assim. E como dizia Saramago, mesmo que a rota da minha vida me conduza a uma estrela, nem por isso fui dispensado de percorrer os caminhos do mundo!

O homem que é cego para as belezas da Natureza perdeu metade do prazer da vida!

Lord Baden Powell.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Hora de dormir, amanhã é outro dia...



Hora de dormir, amanhã é outro dia...

"As pessoas têm estrelas que não são as mesmas. Para uns, que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para outros, os sábios, são problemas. Para o mau negociante, seria ouro. Mas todas essas estrelas se calam. Você, porém, terás estrelas como ninguém... Quero dizer: quando olhares o céu de noite, (porque habitarei uma delas e estarei sorrindo), então será como se todas as estrelas sorrissem! E você terás estrelas que sabem sorrir! Assim, você sentirás contente por me teres conhecido. Você serás sempre meu amigo (basta olhar para o céu e estarei lá). Terás vontade de rir comigo. E abrirá, às vezes, a janela à toa, por gosto... e teus amigos ficarão espantados de ouvir-te rir olhando o céu. Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir!"
"O Amor é a única coisa que cresce à medida que se reparte".


" Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós." Boa noite!

terça-feira, 31 de março de 2015

De novo? Putz grila. Chefe; Pare, por favor!



Conversa ao pé do fogo.
De novo? Putz grila. Chefe; Pare, por favor!

             Risos e muitos risos. Não dá. Sou insistente, teimoso e perseverante. Sei que me chamam de Velho senil, ancião que faz horas extras na terra, chato de galocha e outros bichos. E daí? Não dizem que os velhos podem tudo? E então não posso dizer o que penso? Sei que é malhar em ferro frio, mas está apresentação da vestimenta está mais prá lá do que prá cá. Não dá para vestir esta tal vestimenta corretamente? Que figura é essa de camisa para fora, de meinhas brancas, e de inventar chapéus que não existem? Pense comigo – O que vai pensar uma autoridade que vai recebê-lo a seu pedido para falar de escotismo? Ou que você vai fazer uma palestra ou então fazer um pedido qualquer? A nossa mãe UEB que agora se diz ser a EB (?) criou estas séries de escolhas só para você. Não para mim. Nem morto! Tudo bem você escolheu, mas e a sua sessão? Eles também vestem o que querem e como querem? Você veste igual aos seus jovens e suas jovens? E vem me dizer que a apresentação faz parte de uma organização? Eu tento faço esforço, engulo em seco para aceitar está imposição uebeana. Como dizia Odorico Paraguaçu no Bem Amado: "Vamos dar uma salva de palmas a esta figura trepidante e dinamitosa vestimenta. Esta obra entrará para os anais e menstruais de Sucupira e do país”.

                   Ontem, uma neblina tomou conta da minha rua à tardinha. Uns pingos aqui outros ali e me lembrei da canção do Alvarenga & Ranchinho, Êh São Paulo. Dizia ¶ ~Eh, êh, êh São Paulo, Êh São Paulo, São Paulo da garoa São Paulo terra boa! Gosto de reviver a São Paulo do Passado. Corri para minha varanda e me estiquei na minha cadeira olhando a rua molhada os pingos caindo e fiquei pensando. Logo adormeci. Sonhei um lindo sonho. Eu e meus amigos da patrulha entrando em uma floresta linda, escura, facão e machadinha a mão para abrir a trilha. Uma neblina uma chuvinha fria não nos impediu de alcançarmos nosso destino. Molhados cantávamos baixinho uma canção. Um pé de jaca! Jacas enormes, dois subiram na árvore. Uniforme “marrento” o caqui. Molhou, pois faz parte da rotina dos caqueanos. Comemos de bedel. De novo em frente, espinhos, mata cerrada facões subindo e descendo no ar. Chegamos, uma clareira foi aberta.

                   Barracas duas lonas foram montadas. Um campo de patrulha logo tomou forma. O uniforme? Firme em nossos corpos juvenis. Três dias e o retorno. Uma lavada e lá estava ele novinho em folha guardado no guarda roupa. Meu primeiro eu o usei até o quatorze anos e meio. Foram mais de três anos quase quatro. Não dava mais para usar porque cresci os ossos a mostra, de menino a sênior um pulo. Fiz outro. Este durou mais. Dez anos. O terceiro fiz de tergal. Vi um Chefe com ele e gostei. Durou trinta e cinco anos. O último fiz a menos de dez anos atrás. Quase sessenta e sete anos de escotismo e só cinco uniformes cor caqui. Voltemos ao passado na floresta negra. Uma onça cinzenta, não tão grande a nos olhar atrás de um pé de Jequitibá-rosa. Não teve jeito. Eclipsamos os seis para cima de outra árvore. Subir e descer e a chuva miudinha caindo. A onça foi embora e nós também. Minha madorna foi desfeita pela Célia. Hora de Jantar. Uma sopa de Mandioca no ponto.

                   Jantei desbragadamente pensando: - Será que a vestimenta aguenta tudo isto? Quanto tempo para trocar novamente por uma nova? Quando fizeram alardearam que o tecido era especial. Durabilidade mais que as pilhas Duracell e a prova de tudo. Mas eu como bom mineiro tenho cá minhas dúvidas. Já ouvi alguém dizer que duas lavadas e pronto ela começa a branquear. Uma Escoteira disse que pega fogo com facilidade. Engraçado que um dos “çabios” da UEB ensinaram a ela como cozinhar e evitar chegar à vestimenta próximo ao fogo. E durma-se com um barulho deste. Outro que rasgou em vários lugares e olhe me disse – Era novinho em folha! Bem não sei se é verdade ou não. Nem sei se fizeram tantos estilos pára faturar. Um chefão um dia gritou comigo: Chefe, você tem que ver que o Brasil é imenso! Tem o frio no Sul e o calor no norte! As peculiaridades foram feitas para isto. – Não disse nada, queria que ele com sua peculiaridade me acompanhasse em uma atividade em uma floresta por dez dias! Eu com meu caqui e ele com a vestimenta. Aí sim, iriamos tirar a limpo sua braveza.

                     Enfim, pelo sim e pelo não, não vou brigar com ninguém. Sou um Escoteiro de paz. Já dei uns bufetes no passado, mas hoje se alguém encostar em mim caio no chão como uma abobora e me arrebento todo! Risos. Tudo bem que eles escolheram sem consulta, sem transparência e impuseram a família Escoteira brasileira. Tudo bem que esta família é ordeira e disciplinada. Tudo bem que só uma fábrica até hoje tem os direitos de confecção, tudo bem que a UEB aumentou seu caixa. Tudo bem. Mas se esta vestimenta não tiver a durabilidade do caqui então estão enganando a muitos mil que compraram a vestimenta. Isto para mim não é próprio de dirigentes que são amigos de todos e irmãos dos demais Escoteiros.


                    Minha janta ontem foi supimpa. Adoro uma sopa. Não importa qual. De macarrão, de batata, de inhame, de mingau de couve, de feijão ou cebola. É sopa? Estou dando e tomando sopa! Risos. E a vestimenta? Chega por hoje. Mas vistam-na com orgulho, por favor. Seria bom se pelo menos os donos do poder que decidem sozinhos colocassem lá um item dizendo para usar o meião. Ficaria bem mais apresentável escoteiramente. Mas não comparem os dois. O caqui dá de dez a zero em durabilidade na vestimenta. Duvida? Vamos então acampar e vou mostrar para você! Acampar? Só em sonhos meu amigo, o Velho Escoteiro já deu o que tinha de dar. Kkkkkkkk. 

domingo, 29 de março de 2015

O Pernilongo, a Muriçoca, o carrapato e outros bichos.



Conversa ao pé do fogo.
O Pernilongo, a Muriçoca, o carrapato e outros bichos.      .

           Isto é coisa do demônio, dizia a Chefe Mercedes. Chefe “gente boa” a Chefe Mercedes. Entrou com idade avançada e logo conseguiu sua Insígnia de Madeira. No entanto ela detestava estes insetos que ela chamava coisas do Demônio. No primeiro acampamento os pernilongos se deliciaram. Em outro uma “tropa de carrapatos fez dela seu ninho”! Risos. Eu dizia a ela que pernilongos muriçocas e maruins parecem ser da mesma família, mas não são. Risos. São escolados e cada um tem sua maneira própria de morder e chupar o sangue dos pobres dos escoteiros, escoteiras e lobinhos; e chefes é claro. Coitada da Chefe Mercedes. Seu braço ficou todo mordido e suas pernas também, pois achou que podia usar calças curtas. Risos. Danado de insetos chupa sangue. Adoram o “sanguinho” escoteiros e escoteiras quando vão acampar. Dizem que os jovens ficam tão encantados com o campo que se esquecem de tudo e os pernilongos e carrapatos se deliciam.

          Acampei muito em minha vida. Sem falsa modéstia quase 800 noites de acampamento. Nunca gostei muito destes “bichos”. Insetos chupa sangue não é o meu forte. Mas fazer o que? Ainda bem que só fui chupado por um morcego em uma gruta próximo a Maquine. Bebeu pouco sangue, menos de um litro! Eu sei que hoje a modernidade trouxe o repelente, na minha época não tinha. Dava cinco e meia da tarde lá nos íamos ver onde soprava o vento e com ele a favor no campo de Patrulha colhíamos folhas verdes, estrumes de gado leite de vaca, leite tirado das árvores e ovos podres que encontrávamos em ninhos. Um bom fogo cheio de folhas verdes, uma frigideira em um fogão estrela e ficávamos livres deles. Tínhamos que ficara junto à fumaceira e mesmo chorando e respirando o ar puro da fumaça dava para quebrar o galho. Assim os demoniozinhos fugiam a espera quando pudessem voltar.

                 Uma vez descobri que existe diferença do pernilongo da cidade e o do acampamento. O do acampamento ataca, morde e você sente logo. Nós os antigos os chamamos de maruins. Com um raminho na mão a gente os espanta, mas tem de ficar abanando sem parar. Os da cidade não. São covardões. Vivem escondidos em baixo da cama ou de um móvel qualquer.  Primeiro zumbem no seu ouvido e somem. Você acorda com uma coceira danada. Pronto, ele já encheu a pança di seu sangue e vai se refastelar na parece do quarto sala ou cozinha.

           Lembro-me de um acampamento sênior próximo as barrancas do Rio das Velhas, bem perto da Barra do Guaçuí onde se podia avistar o São Francisco. Lugar maravilhoso. Cheio de peixes e lindos pássaros migratórios a fazerem acrobacias fantásticas no rio e nas lagoas próximas.  Era uma fazenda enorme e tinha uma bela floresta nas suas margens. O local era de tirar o queixo. Lindo mesmo. Perfeito para um grande acampamento.  O capataz da fazenda nos preveniu. Olhe Chefe, lá a noite é um inferno. De cinco e meia as sete ninguém aguenta, as muriçocas são sedentas de sangue. Rimos dele. Não sabia que éramos da tropa dos valentes e intrépidos seniores Escoteiros aqueles que cantam dizendo serem os tais etc. Primeiro dia, barraca, algumas pioneirias, uma mesa e deixamos do lado centenas de boas folhas verdes. Que venham estes malditos demônios, dissemos. Vão enfrentar uma tropa que não tem medo de nada! Quem vier morre!

           Seis horas o inferno desceu do céu e ficou entre nós. Não era um, não eram dois e sim mais de cem mil. Milhões quem sabe. Você olhava e via aquela nuvem cinzenta e preta e não havia onde correr. Mas nós corremos. Primeiro pulamos no rio e não dava para cobrir o corpo todo, então corremos até a sede da fazenda, mais de quatro quilômetros. O capataz riu a valer. Voltamos ao campo lá pelas nove da noite. A paz desceu a terra! Mas desistimos de dormir ali. Procuramos uma área próxima à fazenda e lá ficamos. Mas querem saber de uma coisa? Pernilongo e muriçocas avisam quando vão atacar e quando não avisam pelo menos a gente só coça. Risos. Mas e o danado do carrapato? Este sim é o satã em pessoa. Não grita, não canta, não fala e procura o pior lugar no seu corpo para se esconder. Fica lá dias e dias sem dar bandeira. O danado sabe como chupar o sangue. A principio uma coceira gostosa. Você coça e para. Até o dia que descobre o bicho gordo, cheio de sangue como a dizer a você – Seu Escoteiro idiota chupei seu sangue e você nem viu! Agora posso morrer feliz! Risos. E morre mesmo. Você tira o bicho gorducho, mete unha com unha o sangue espirra e o danado morreu. Você é sênior, não perdoa, mata!

             Para dizer a verdade nunca levei repelente. Achava que se os heróis da floresta, os índios os bravos sertanejos ou os mateiros não usavam isto eu também não o faria. Mas dizem e não sei quem disse que isto não é coisa de escoteiros. Quem ainda não enfrentou saudáveis pernilongos, alegres muriçocas, carrapatinhos gentis, e aranhas negras e lindas nas suas teias nas florestas à noite no rosto, dançando ou rindo de você? Se não você ainda não foi batizado Escoteiro da Floresta. Meus amigos, quantas coisas contamos para nossos escoteiros para reafirmar aquilo que ele é. – Escoteiro não anda voa! Escoteiro não ri, dá gargalhadas! Escoteiro não chora, dá pernadas na dificuldade! Escoteiro não tem medo, luta até a morte! Escoteiro não corre dos insetos ou animais peçonhentos, enfrenta-os com seus caratês e golpes mortais. Eu eim?  

              Não sei não. Coitado do Escoteiro quando dizem isto para ele. Ele vai ficar assustado. Sabe que nem seus super heróis são assim. Sabe que ele é humano como os outros. Eu prefiro dizer calmamente que ele não se preocupe com as dificuldades, elas passam e reafirmo a eles – Se você tem amor no coração, sabe ser fraterno, se você sabe sorrir com o zumbido da noite, sabe apreciar o orvalho de madrugada, você é um Escoteiro. E quem venham os malditos carrapatos e pernilongos filhos de Satã!


Até outro dia meus amigos e minhas amigas. Quanto a Chefe Mercedes hoje mora no céu. Nunca desistiu e a gente se divertia a noite com ela de tantos tapas que ela dava na perna, nos braços e no pescoço. Chegava em casa toda marcada. A gente oferecia um raminho e ela dizia que aquilo não era coisa de escoteiro. Então tá! Tantas coisas a dizer o que seria um bom Escoteiro que prefiro um dia fazer outro artigo. E viva os pernilongos! Viva as muriçocas! Bem vindos os carrapatinhos espertos! No fundo no fundo sou Escoteiro e adoro-os!  Bichinhos do Senhor. E quem vive sem eles?

sábado, 28 de março de 2015

Seu nome é Ângela. Uma pioneira.



Conversa ao pé do fogo.
Seu nome é Ângela. Uma pioneira.

                    Um recado para mim no face: - Chefe eu vou a São Paulo no próximo mês, gostaria de conhecê-lo pessoalmente. – Uma honra para mim Ângela. Quando chegar me avise para combinarmos de você vir a minha simples morada. Alguns dias depois lá estava ela a me avisar que chegou. – Quando podemos encontrar? Tenho vontade de conhecer o Senhor e família. Bem minha voz no telefone não é suave. Muitas vezes atendo rispidamente. Quem não me conhece desliga logo. Risos. Gosto disto é o dia inteiro alguém querendo me vender às tecnologias do mundo moderno que eu não quero. Quando ganhar na Mega Sena vou contratar umas vinte atendentes Escoteiras para telefonar: - Olá somos Escoteiras, estamos convidando você e seus filhos para serem como nós! – Já pensou? Assim tenho certeza que passaremos em breve dos cem mil Escoteiros. Mas isto são planos utópicos. Agora é pé no chão porque a Ângela chegou.

                    Se me perguntarem vou ser sincero. Eu não acreditava muito que ela tinha coragem de me visitar. Moro longe, tenho pé grande e uma tosse de matar. Muitas vezes recebo de amigos por todo o Brasil recados que dizem ter muita vontade em me conhecer. Não sei se é verdade, mas sinto-me orgulhoso. Sempre respondo que ficaria feliz em abraçá-lo. Alguns até dizem que já estão em Sampa, e dou meu telefone. Quando digo que não tenho como buscá-los e como poderia vir a minha choupana de ônibus ou trem a maioria desiste. Sempre tento ser servil, amigo, fraterno e Escoteiro com quem me liga e me escreve. Sei que muitos se decepcionam quando digo que não tenho motorista, sou eu mesmo que dirijo, minha carta está vencida e uma linda catarata está tomando conta dos meus lindos olhos negros. Não querem arriscar. Ainda bem que dirijo por instinto sem bússola, mapa ou percurso de Giwell para me orientar. Risos. Ângela não. Hã! Esqueci, outro amigo de Brasília se arriscou e veio. Mais três também. Sem citar nomes, pois me esqueci de um deles e falar dos outros três pega mal. Kkkkkk.

                    Celia sabe ser anfitriã. Perfeita minha linda esposa. Se alguém disser o contrário ligo para Chico Boa Morte um amigo meu pistoleiro do Vale do Rio Doce. Chico era o máximo. Acampamos juntos ele fugindo da policia de captura e eu da civilização. Disse-me ter matado mais de trinta! Putz Grila! Bem continuando, Fomos na Lapa buscar a Ângela. Ela vinha de trem. Estava em casa de parentes no Jaraguá. Ops! Não o pico o bairro. “Custemo”! Mas nos “incontremo”. Parei meu carrinho em local proibido. Acho que não houve multa. E lá vamos nós para minha cabana localizada Na Montanha do Vale Feliz do Marieta. Desculpe Jardim Marieta. Ângela tem aquele estilo simples, ela é da Bahia de todos os Santos (dizem que são milhares deles) Escoteira do mar e agora pioneira. Mora na Ilha de Itaparica, muito falada por androides que vão lá à procura de uma praia e lugar para descer os viajantes do espaço. Bem chegamos. Só eu falava. O primo que a acompanhava não abria a boca. Pobre de mim! A tosse veio arrasando. Corri para o meu xarope. Melhorou.

                      Conversamos. Célia fazendo aquela comidinha mineira. Claro, um almoço dos deuses! Ela contou causos do seu grupo, de sua vida Escoteira, do seu grupo e de Salvador. Eu botei a boca no mundo falando das minhas histórias, da minha meninice, da minha escoteirice da falta de crendice dos nosso Lobos Velhos da UEB. Não perco uma! Almoçamos e logo uma sessão de fotos e uma visita a minha mansão. Conheceu a Caverna do Compadre Marreco onde me escondo para falar com o mundo Escoteiro no Facebook. Mostrei a ela meu recando onde se avista boa parte de São Paulo. Ora de partir. A levei no primeiro ponto de trem e ela e seu primo se foram. Quanto tempo conhecia a Ângela no Face? Acho que ficamos amigos em 2.011. Muito tempo. Ela era Escoteira. Sempre conversamos. Pena que muitas outras jovens amigas daquela época se foram ou acharam melhor ficar longe deste chato, caricato, aborrecido, azucrinante, cansativo, maçante e monótono Velho Escoteiro.

                       Valeu a visita. Gostei de conhecer a Ângela pessoalmente. Alma simples e singela e melhor ama o escotismo como eu. Um sábado diferente quem sabe uma volta ao passado e um pulo no futuro que ainda não conheço. Dizem que bons amigos são amores que nunca morrem. Que seja. Muitas vezes me sinto só mesmo tendo a melhor esposa do mundo. Sinto falta de amigos e amigas Escoteiras, mas quem não sente? Melhor ficar com o Mario Quintana que dizia - o tempo não para! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo...


Obrigado Ângela, volte sempre! Já sabe “Me casa es su casa!

terça-feira, 24 de março de 2015

Apenas um poema Escoteiro.



Hora de dormir, amanhã é outro dia.
Apenas um poema Escoteiro.

Quem são eles?
Ei você, por favor, me diga, quem são eles?
Estes sorrisos cantorias são mesmo deles?
Aonde vão com essa tralha no costado,
Partem em bandos nem parecem assustados
Dizem que vão para os campos e montes,
Cheios de esperanças a beber água na fonte.

Sei que são meninos cheios de esperanças
A correr com bandeiras nas andanças,
Param no regato de águas límpidas e formosas,
Contam casos contam prosas.
No lusco fusco do sol da tarde
Armam barracas sem fazer alarde.

Usam mochilas, distintivos e chapéu.
Usam lenço amarrados ao arganéu.
Na ravina eles adoram o perfume das flores
Orgulham da promessa e dos seus valores.
São patriotas, arvoram bandeiras.
Carregam uma moeda no bolso da algibeira.

Ei você jovem, me diga quem são?
Vejo vocês sempre fazendo boa ação,
Moço, sou menino, sou faceiro,
Olhe bem, sou Escoteiro,
Amo a Deus, amo meus amigos,
Amo a pátria e da lei os seus artigos.

Pensei que eram simples meninos
Enganei-me, eram divinos.
Batutas a energia que consomem
Sem duvida em breve serão homens.
Nunca seriam esquecidos forasteiros
Pois ali estavam verdadeiros Escoteiros.

Se um dia perguntarem aonde vão
Diga com calma com amor no coração.
Eles? Meu amigo são alegres faceiros
São meninos, eles são Escoteiros.
Vivem de sonhos correndo neste céu cor de anil,
São sinceros, são amigos, Escoteiros do Brasil!  


Boa noite, durmam com Deus!

quinta-feira, 19 de março de 2015

O valor de um sorriso.



Hora de dormir, amanhã é outro dia.
O valor de um sorriso.

                  Não custa nada e rende muito. Enriquece quem o recebe, sem empobrecer quem o dá. Dura somente um instante, mas seus efeitos perduram para sempre. Ninguém é tão rico que dele não precise. Ninguém é tão pobre que não o possa dar a todos. Leva a felicidade a todos e a toda parte. É o símbolo da amizade, da boa vontade. É alento para os desanimados, repouso para os cansados, raio de sol para os tristes, consolo para os desesperados. Não se compra nem se empresta. Nenhuma moeda do mundo pode pagar seu valor. Você já sabe do que se trata?

- Trata-se de um sorriso. E não há ninguém que precise tanto de um sorriso como aqueles que não sabem mais sorrir. Aqueles que perderam a esperança. Os que vagueiam sem rumo. Os que não acreditam mais que a felicidade é algo possível. É tão fácil sorrir! Tudo fica mais agradável se em nossos lábios há um sorriso. Tudo fica mais fácil se houver nos lábios dos que convivem conosco um sorriso sincero. Alguns de nós pensamos que só devemos sorrir para as pessoas com as quais simpatizamos.

- São tantas as que cruzam nosso caminho diariamente. Algumas com o cenho carregado por levar no íntimo as amarguras da caminhada áspera. Poderemos colaborar com um sorriso aberto, no mínimo para que essa pessoa se detenha e perceba que alguém lhe sorri, já que o sorriso é um alento. Sorrir ao atender os pequeninos que acorrem nos semáforos à procura de moedas. É tão triste ter que mendigar e mais triste ainda é receber palavras e gestos agressivos como resposta.

- Se for verdade que essa situação nos incomoda, não é menos verdade que não gostaríamos de estar no lugar deles. Eles são tão pequeninos!
- Se tiverem a malícia dos adultos é porque os adultos os induzem a isso. Mas no íntimo são inocentes treinados para parecer espertos, em meio às situações mais adversas. O sorriso é uma arma poderosa, da qual nos podemos servir em todas as situações. Se, ao levantarmos pela manhã, cumprimentarmos os familiares com um largo sorriso, nosso dia certamente será melhor, mais alegre.

- Se, quando chegamos ao Grupo Escoteiro, saudarmos com um sorriso os que seguem conosco, ao invés de fecharmos o rosto e olharmos para cima ou para baixo, na tentativa de desviar os olhares, com certeza o nosso dia será mais feliz. Porque todos nos verão com simpatia e nos endereçarão energias salutares. O sorriso é sempre bom para quem sorri e melhor ainda para quem o recebe. O sorriso tem o poder de fazer mais amena a nossa caminhada. Dessa forma, se não temos o hábito de levar a vida sorrindo, comecemos a cultivá-lo, e veremos que sem que mude a situação à nossa volta, nós, intimamente, nos sentiremos mais felizes.

- O cenho carregado, ou seja, a cara amarrada, como se costuma dizer, traz ao corpo um desgaste maior que o promovido pelo sorriso. Isto quer dizer que, quando sorrimos, utilizamos menos músculos e fazemos menos esforços. Assim sendo, até por uma questão de economia, é mais vantajoso sorrir.


Boa noite e um sono reparador para sorrir muito no fim de semana que começa.