Uma deliciosa conversa ao pé do fogo!
Amo as estrela, pois mesmo tão distantes nunca perdem seu brilho, espero um dia me juntar a elas, e estar presente a cada anoitecer alegrando o olhar daqueles que amo
sábado, 28 de novembro de 2015
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
Hora de dormir... A gente se acostuma, mas não deveria...
Hora de dormir...
A gente se acostuma, mas não deveria...
Eu
sei que a gente se acostuma, mas não devia. A gente se acostuma a morar em
apartamento de fundos, e a não ter outra vista que não sejam as janelas ao
redor. E porque não tem vista logo se acostuma a não olhar para fora. E porque
não olha para fora logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não
abre as cortinas logo se acostuma acender mais cedo à luz. E a medida que se
acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A
gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar
café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibos porque não pode
perder tempo da viagem. A comer sanduiche porque não dá pra almoçar. A sair do
trabalho porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o
dia.
A
gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E aceitando a
guerra, aceita os mortos e que haja número para os mortos. E aceitando os
números aceita não acreditar nas negociações de paz. Aceita ler todo dia da
guerra, dos números, da longa duração. A gente se acosturma há esperar o dia
inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem
receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A
gente se acosturma a pagar tudo o que deseja e o de que necessita. A lutar para
ganhar o dinheiro com que pagar.
E a
ganhar menos do que precisa. E a fazer filas para pagar. E a pagar mais do que
as coisas valem. E, a saber, que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho,
para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas que se cobra. A
gente se acostuma a andar na rua e a ver cartazes. A abrir as revistas e ver
anúncios. A ligar a televisão e a ver comerciais. A ir ao cinema e engolir
publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável
catarata dos produtos.
A
gente se acosturma a poluiçao. As salas fechadas de ar condicionado e cheiro de
cigarro. A luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na
luz natural. As bactérias da água potável. A contaminação da água do mar. A
lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir o passarinho, a não ter galo de
madrugada, a temer a hidrofobia dos cães. A não colher fruta no pé, a não ter
sequer uma planta.
A
gente se acosturma a coisas demais para não sofrer. Em doses pequenas, tentando
não perceber, vai se afastando uma dor aqui, Um ressentimento ali, uma revolta
acolá.
Se o
cinema está cheio a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se
a praia está contaminada a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o
trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim
de semana não muito que fazer a gente vai dormir cedo E ainda fica satisfeito
porque tem sempre sono atrasado.
A gente
se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acosturma
para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da Faca e da baioneta, para
poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida que aos poucos se gasta
e, que gasta De tanto acostumar, se perde de si mesmo. (MC).
Boa
noite.
sexta-feira, 20 de novembro de 2015
Saudades do meu Fogo de Conselho
Saudades do meu Fogo
do Conselho.
Dizem que tudo de bom
na vida tem seu preço. Se pudermos pagar, pagamos se não... Partimos em busca
dos nossos sonhos transformando-os na vida real ou imaterial. Quanto custa ser feliz? Bendito seja quem
encontra a felicidade em pequenas nuances que o tempo nos dá a cada segundo que
vivemos. Partiremos agora célere a uma felicidade que muitos conseguiram ter
neste maravilhoso mundo dos escoteiros. Hã! Deitar na relva, respirar o ar puro
do campo, da floresta encantada, sentir a brisa cair suave no rosto, olhos
fixos nas estrelas cintilantes no céu como a dizer que seu brilho vai nos fazer
felizes para sempre. Quantos de nós não sorrimos nas noites de acampamento em
volta de um de um encantador Fogo de Conselho? É surpreendente estar ali, olhos
fixos no fogo, ou mesmo quando as chamas vão crescendo parecendo querer
alcançar o céu.
Os sorrisos, as paixões, a vontade de
ficar ali para sempre. Quem sabe ter asas para voar sobre aquela clareira, ver
do alto os amigos cantantes, canções errantes displicentemente cantadas por
lábios que aprenderam a entoar o Rataplã. Voltar novamente a terra, olhos
vidrados no Contador de Histórias. Ah! O Contador de Histórias. Indispensável
na vida escoteira de todos nós. Contar histórias é uma arte, uma arte gostosa,
palatável de agrado geral. Histórias se contam em todos os lugares, mas nos
Fogo de Conselhos elas tem seu lugar. A fogueira alta, o Contador de História sorrindo
a história surgindo seus gestos acompanhando, todos de olhos fixos tentando viver
os personagens daquela história maravilhosa. Os olhos da moçada não piscam.
Mesmo aqueles que já estiveram ali por muitas vezes são atraídos como os grilos
e pirilampos com suas luzes brilhantes e saltitantes parecem querer também
participar da história. É lindo estar ali com amigos, vendo um céu de estrelas,
ouvindo o piar de uma coruja escondida em um carvalho com seus olhos grandes,
negros sem piscar em um galho qualquer.
É gostoso demais viver e
participar de um Fogo de conselho. Poder ouvir o ruído da noite, a gente
enrolado na manta se enrosca em um tronco para melhor sentir o calor do fogo e
dos amigos que estão ao nosso lado. Nas brasas o bule de café, e enquanto a
história vai sendo contada alguém dedilha um violão encantado com um toque
saudoso ao luar. Ouvidos atentos, olhar penetrante cada um vai sentido o ar
puro da floresta invadir a seara do Fogo de Conselho. Em determinada hora se
ouve os sapos coaxando na lagoa próxima. A brisa não para de cair. O vento
sopra trazendo das montanhas distantes o latir do lobo guará que parece estar
ali junto a escutar. Os velhos mateiros sabem que já está na hora de ouvir o
canto do Uirapuru quando chama sua companheira, lá bem no fundo da floresta
Encantada. É um fogo especial, não tem hora para terminar. Outras histórias virão,
uma peça bem montada, alguém dá uma gargalhada e quem sabe pode até chorar. Tudo
ali é felicidade e as coisas vão desenrolando e chamam atenção até dos anjos lá
do céu. E sem perceber a gente se achega mais perto do fogo, pede a coruja espantada
que venha cantar conosco. Sinta-se em casa todos dizem. A gente vê no olhar dos
escoteiros e eles sorriem como a dizer: Pode contar uma história, duas ou quantas
quiser...
É... A gente ama o Fogo
de Conselho. Ele marca entra na gente afunda no coração, bate na mente e
escreve suas páginas na memoria e depois ficar na historia. A gente sorri e
sabe que não quer perder outro nunca mais. Ali naquela clareira distante,
pequenas chamas errantes se perdem no sonho do vento que as leva para longe.
Pequenas fagulhas são como cascatas invertidas que sobem no ar. Ali perdido nos
sonhos das mil e uma noite, a gente olha para o céu, quer tocar as milhares de
estrelas brilhantes que encantam a todos nós. A gente se perde naquele infinito
e passa a sentir que tudo faz sentido. Afinal quem sabe a gente pode pegar uma
e dizer: - Esta é minha, deixo-a no céu para que Deus possa guardar para mim. E
quando tudo termina, ao chegar ao lar quem sabe ao dormir e olhar para o teto a
gente vai ver a estrela escolhida que Deus guardou para nós. Fogo do Conselho, vermelho
na noite escura, dos ventos do sul e do norte, das montanhas da lua, do sol. É ali
que a realidade aparece, A gente vê Deus aquele que nos deu a vida e quem sabe
a alegria é tanta que deixa uma lágrima cair. E a gente serra os olhos e pede a
ele que não será o último. Senhor, neste azul do céu, onde encontrei a calma,
encontrei a paz que alimenta minha alma. Que os ventos do mundo me façam viver
novamente, em qualquer clareira, em matas escuras, e ver o fogo vermelho iluminando
as almas dos escoteiros que ali estarão sorrindo. Obrigado Senhor!
sábado, 14 de novembro de 2015
Hoje tem reunião, E quem sabe acampamento?
Hoje tem reunião, E quem sabe acampamento?
È bom demais acampar, Colocar a mochila as costas,
Sentir o peso gostoso, ir por estradas sem fim.
Parar para descansar, olhando as flores silvestres,
Admirar
o sol poente a seguir no horizonte,
A procura das montanhas de marfim.
Uma patrulha ao lado, colocar o pé na estrada.
Sentir a brisa no rosto, cantar uma canção bem
bolada,
A patrulha marchando em fila, o suor deixando marcas,
E esperar o "Chefe", Que vai dar a bela
ordem:
- Parando escoteirada! É hora de descansar.
É bom demais chegar lá. Onde vai ser o nosso lar,
E ali vamos viver, amando a nossa patrulha.
Vivendo com aquela turma, correria nas barracas,
Construir um pórtico um fogão, todo ele feito de
barro,
Na mesa a quadrada e uma costura que vamos nos
orgulhar.
E então um banho gostoso em um riacho qualquer.
A noite deitar na relva ver o céu, acordar de
madrugada,
Ouvindo o cantar da passarada sentindo o orvalho
cair.
È gostoso na barraca, descansar de uma luta,
De um dia de labuta já é hora de dormir.
E quem já sentiu a fumaça, do fogão à lenha
queimando,
Do alegre cozinheiro, com os seus olhos vermelhos,
Como se fosse chorar, e sorrindo ele sabe,
Que não é só a amizade é pertencer à equipe,
De meninos de estipe, fraternos e aventureiros.
E olhar as mãos, com muitos calos marcados,
Pois o facão e o machado, o sisal e o cipó,
Não perdoam a ninguém. Disso sabemos todos,
Ali são bons mateiros, gente boa. São escoteiros,
Se no jogo cair na grama do acampamento.
Dê risadas com amigos, pois ali é só união,
E quando a noite chegar, na porta de sua barraca,
Faça um pequeno fogo, sinta a alegria, de ver,
A Patrulha aproximando, um café quente e fervendo,
Conversas jogadas fora, sentir saudades da escola,
Da namorada amada, da mãe que não há momento,
Alcançar o seu intento, beijar seu rosto e sorrir.
É gostoso é bom demais, sentir o cheiro do mato,
Ouvir o som do regato, o cantar de um sabiá,
Um vagalume perdido, o uivo de um lobo guará,
Lá ao longe bem distante, nas montanhas verdejantes,
Onde ele uiva errante, onde é o seu habitat.
Gente que coisa boa, beber água da nascente,
Tão fresca e cristalina, de olhos fechados sorrindo,
Sentir o orvalho caindo, no rosto daquela manhã.
Do som da passarinhada ao anunciar nos gritantes,
Até o grilo falante, cantante ao alvorecer.
Como é linda a alvorada, ver a bandeira arvorada,
Em um galho firme qualquer e fazer à saudação,
Sentir-se um patriota, saber que a maciota.
Não faz parte do saber. Ver a Bandeira tão verde,
O vento soprando forte, representando a nação.
Dizem que somos meninos, que amamos o escotismo,
Que amamos as flores silvestres, olhar olho no olho.
A formiga que não para, A coruja que não ri,
O tatu que se esconde no seu buraco infernal.
E lembrando-se da verdade e sem fazer alarde,
Seja na sede ou no campo, seu saber estás buscando,
Para ser alguém amanhã. Bom demais ser Escoteiro,
Correr em busca do tudo, sentir no corpo o orgulho,
De cumprir a promessa a lei. Está é nossa missão.
Não esquecer a promessa, e tudo que prometeu,
Que seria homem honrado, do escotismo apaixonado,
A correr montes e vales, em busca das aventuras,
Que só podemos encontrar, no nosso escotismo amado.
Você que fica não chore, com nossa brusca partida,
Mas se um dia quiser, estamos em qualquer montanha.
Vá com sorriso nos lábios, coloque sua mochila,
Aprume a sua bandeira, Cante uma bela canção,
Um lindo sorriso no rosto, E venha nos encontrar.
Nos procure na rosa dos ventos, esperamos com
alegria,
Olhando sempre o horizonte, esperando por você,
A surgir atrás dos montes e dizer com muito orgulho:
Meu irmão acredite, eu aprendi a ser mateiro,
Agora eu tenho orgulho, eu também sou Escoteiro.
Chefe Osvaldo
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
A Flor Vermelha.
Conversa
ao pé do fogo.
A Flor
Vermelha.
Mowgli viveu
incríveis aventuras. No entanto Akelá, o líder da alcatéia, envelhecia e logo
ele erraria o bote pela primeira vez, assim como muitos dos lobos mais velhos. Shere-Khan usava
sua influência sobre os jovens lobos e convencia-os que Mowgli era um intruso
perigoso. Bagheera sabia que quando Akelá perdesse seu bote, ambos morreriam o
Lobo Solitário e Mowgli. O plano para salvar sua vida passava pela aldeia dos
homens e Mowgli, que vivia à espreita, observando-os, achou fácil roubar uma
vasilha cheia de brasas das mãos de um apavorado menino. Na caverna de mãe lobo
ficou todo o dia soprando as brasas e cobrindo-as com gravetos secos para
mantê-las vivas.
Naquela noite Akelá
perdeu o seu bote e o conselho reuniu-se para assistir a luta de morte que
elegeria um novo líder. Mowgli, entre Bagheera e Baloo, segurava seu pote de
barro com as brasas. Shere-Khan falou contra Akelá e contra Mowgli, incitando
os lobos a matá-los. Então, derrubando as brasas, Mowgli disse:
-Basta
de discussão de cachorro! Muito já me disseram esta noite para provar que sou
homem, a mim que desejava ser lobo toda vida, de modo que estou convencido de
que sou homem! -Vou-me para minha gente. A Jângal estará fechada para mim.
Serei, porém mais generoso que vocês; porque fui durante dez anos irmão de
vocês em tudo menos no sangue. Chamou-os traidores e disse que iria embora,
uma vez que era o que todos queriam.
Prometo que
quando me tornar homem, entre os homens não trairei vocês perante eles, como
vocês fizeram comigo. Vendo o fogo, os animais recuaram
aterrorizados. Mowgli usou um galho como uma tocha e assim armado com
a “flor vermelha”, que era como os animais chamavam o fogo, o menino
de dez anos agiu como homem pela primeira vez. Puxou os bigodes do tigre,
chamou-o de cão sarnento e manco, obrigou-o a tremer de pavor e a fugir
chamuscado pelo fogo que ele brandia sobre a cabeçorra malhada. Exigiu que
fosse poupada a vida de Akelá, e que ele fosse sempre ouvido nas reuniões do
conselho.
Mowgli ainda
prometeu que na próxima reunião da Roca do Conselho que ele viesse, ainda mais
homem traria a pele do comedor de bezerros, Shere-Khan sobre a cabeça. Depois,
sentiu uma tristeza enorme e pensou que estava morrendo, mas Bagheera disse que
eram apenas lágrimas. - "Você já é um homem", disse Bagheera
mansamente...
Com a
cabeça enterrada no colo peludo de Baloo, Mowgli chorou.
O que seria a Flor
Vermelha para a Alcatéia - Na Alcatéia, o Fogo de Conselho se chama Flor
Vermelha. É a festa do fogo, momento ideal para cantar e dançar em torno de uma
fogueira, demonstrando a capacidade de expressão e o gênio artístico dos
lobinhos. Seu nome provém do episódio da história de Mowgli em que ele parte
para a aldeia dos homens em busca de fogo, única forma de afugentar Shere-Khan
e os que queriam matar Akelá. A atividade é realizada em ocasiões especiais,
sendo sempre a última atividade do dia e seu conteúdo é uma mescla de canções,
pequenas representações, danças e outras atividades agitadas no começo e as
mais calmas no final. O local deve ser próximo ao acampamento,
preferencialmente desconhecido, privado para evitar desvios de atenção e que
tenha espaço suficiente para acomodar os participantes. Duração - A duração
total varia de 60 a 90 minutos. Formação e fogueira - A disposição das crianças
é uma ferradura em volta da fogueira, com a abertura na direção do vento. Os
apresentadores usualmente ocupam o centro da ferradura. A fogueira deve ser
feita num tamanho para durar apenas o tempo da Flor Vermelha.
Segurança - Tomar os
seguintes cuidados: o local para o fogo deve ser limpo e sem grama. (No caso de
existir grama, ela deve ser removida em quadrados de 12 cm de espessura e
reposta no dia seguinte.) Após a Flor Vermelha, o fogo deve ser extinto
completamente e devemos nos assegurar que não existam brasas que possam
provocar incêndio.
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
Dicas para chefes de lobinhos.
Conversa ao pé do fogo.
Dicas para chefes de lobinhos.
Jantar Festivo.
-
O jantar festivo é uma atividade que tanto pode ser realizada num acantonamento
ou acampamento, quanto na sede. Costuma ter um tema que permeia toda a
programação. A alimentação deve ser adequada ao tema e, da mesma forma, a
decoração, as fantasias, as canções, as brincadeiras, etc.
- Roca do Conselho - Os lobos reúnem-se na Roca do Conselho, que é um
grande rochedo, num lugar muito especial, onde podem refletir com calma e
serenidade sempre que precisam tomar uma decisão importante. Os lobinhos e
lobinhas das nossas Alcateias também participam desse tipo de reunião que tem
como objetivo tratar dos assuntos que são muito especiais para a Alcatéia. Todos
os Lobinhos inclusive aqueles que ainda não fizeram sua Promessa podem
participar da Roca de Conselho, que é dirigida pelos Velhos Lobos da Alcatéia.
Assuntos da Roca do Conselho.
- Acolhida de novos Lobinhos • Despedida de Lobinhos e Escotistas •
Aprovação do calendário de atividades de um ciclo de programa • Avaliação das
atividades realizadas no ciclo de programa. •
- Grandes jogos - Desenvolvendo-se em torno de um tema central e
ocupando uma grande área junto à natureza, os grandes jogos duram cerca de 30
minutos e dele participa toda a Alcatéia. O objetivo principal é treinar a
capacidade de organização em grupos, para vencer os desafios das pistas e
confrontos.
- Rally - Atividade geralmente realizada com a participação de muitas
Alcatéias de diferentes Grupos Escoteiros, o Rally geralmente se desenvolve em
torno de bases interligadas dentro de um tema central. É uma oportunidade para
lobinhos e escotistas viverem.
Acampamentos e acantonamentos - Os acampamentos são as atividades mais
esperadas pelos lobinhos. A emoção de viver ao ar livre, a aventura de
participar de ações novas, dormir fora de casa e conhecer lugares diferentes e
muito tempo para brincar são as maiores motivações da atividade. Para os pais o
acampamento vai propiciar ao seu filho dias saudáveis de vida ao ar livre e, no
processo, uma atividade na qual ele vai aprender a cuidar de si mesmo. Para os
escotistas, é uma excelente oportunidade de estudar as crianças como
indivíduos. B.P. dizia que “no acampamento, em poucos dias, o chefe conhecerá
os lobinhos muito mais do que em muitos meses de reuniões ordinárias”.
Idealmente uma alcatéia deve acampar de 3 a 5 vezes por ano, sendo de 2 a 4
dias a duração de cada acampamento. Em atenção à idade das crianças, os
acampamentos da alcatéia têm algumas características próprias que os
diferenciam dos acampamentos dos outros Ramos. m a fraternidade escoteira.
- Todas as crianças e os escotistas se alojam no mesmo local. • Uma
casa ou um galpão (e o acampamento se torna um acantonamento!) • Uma grande
barraca • Pequenas barracas montadas muito próximas umas das outras. As
crianças não realizam atividades ao ar livre sem a presença dos escotistas. As
crianças não cozinham. A alimentação deve ser preparada por uma equipe de pais.
Os acampamentos trazem uma sobrecarga de trabalho para os escotistas. Mas os
objetivos alcançados compensam o trabalho. Num acampamento a sociabilidade é
altamente exercitada, pois é uma oportunidade de aprender a conviver, a
repartir, a respeitar. A afetividade encontra nos acampamentos um terreno
fértil para fazer crescer e aprofundar a amizade dos lobinhos e lobinhas e a
união da Alcatéia. É também o melhor momento para os escotistas viverem como
“irmãos mais velhos” e brincarem com as crianças. Os acampamentos são a característica
mais evidente do Movimento Escoteiro e devem ser preparados e conduzidos para
se constituírem experiências felizes e maravilhosas para todos os envolvidos.
- Caçadas - As caçadas são as excursões dos lobinhos. São atividades
muito frequentes nas Alcatéias e possibilitam a vivência de muitas aventuras,
além do descobrimento de coisa, pessoas e lugares. Têm forte impacto educativo
e mantém as crianças em estado permanente de empolgação. As caçadas podem ter
diferentes formatos: • Excursões para ambientes ao ar livre; • Passeios pela
cidade para reconhecer pontos de interesse; • Excursões para conhecer outras
cidades; • Excursões para vivenciar outros meios de transporte (trem, barcos,
carroças) • Pesquisas de campo, pesquisas em bibliotecas ou por outro meio; •
Visitas a museus, exposições, feiras, etc.; • Participação em eventos como:
caminhadas, passeios ciclísticos, etc.; • Teatro, cinema, shows, concertos,
exibições diversas como as dos planetários, programa de TV, podem ser motivos
de caçadas culturais; • Desfiles cívicos, festas religiosas, festas típicas ou
tradicionais da cidade; • Serviços à comunidade, empreitadas de divulgação do
Movimento,
Eventos especiais do Grupo Escoteiro. São muitos os eventos que
ocorrem num Grupo Escoteiro e dos quais a Alcatéia participa: Festas do Dia dos
Pais e Mães, festas de aniversário, bazares, festas para arrecadação de fundos,
campanhas beneficentes, atividades comunitárias e ecológicas, etc. Sempre que
os lobinhos tiverem uma tarefa a realizar nessas atividades, elas serão
consideradas caçadas da Alcatéia.
Flor Vermelha e Lamparada - Na Alcatéia, o Fogo de Conselho se chama
Flor Vermelha. É a festa do fogo, momento ideal para cantar e dançar em torno
de uma fogueira, demonstrando a capacidade de expressão e o gênio artístico dos
lobinhos. Seu nome provém do episódio da história de Mowgli em que ele parte
para a aldeia dos homens em busca de fogo, única forma de afugentar Shere-Khan
e os que queriam matar Akelá. A atividade é realizada em ocasiões especiais,
sendo sempre a última atividade do dia e seu conteúdo é uma mescla de canções,
pequenas representações, danças e outras atividades agitadas no começo e as
mais calmas no final. O local deve ser próximo ao acampamento,
preferencialmente desconhecido, privado para evitar desvios de atenção e que
tenha espaço suficiente para acomodar os participantes. Duração - A duração
total varia de 60 a 90 minutos. Formação e fogueira - A disposição das crianças
é uma ferradura em volta da fogueira, com a abertura na direção do vento. Os
apresentadores usualmente ocupam o centro da ferradura. A fogueira deve ser
feita num tamanho para durar apenas o tempo da Flor Vermelha.
Segurança - Tomar os seguintes cuidados: o local para o fogo deve ser
limpo e sem grama. (No caso de existir grama, ela deve ser removida em
quadrados de 12 cm de espessura e reposta no dia seguinte.) Após a Flor
Vermelha, o fogo deve ser extinto completamente e devemos nos assegurar que não
existam brasas que possam provocar incêndio.
domingo, 18 de outubro de 2015
sexta-feira, 9 de outubro de 2015
“Hoje tem reunião, alegria de montão!”
“Hoje tem reunião, alegria de montão!”
Pé na taboa, Escoteiro. Reme sua própria
canoa,
Você já ouviu do Chefe, Escoteiro não
anda voa.
Os apitos já ecoaram, espalharam pelo
ar...
Corra, corra Escoteiro, a reunião vai
começar!
Hoje vais transmitir bandeirolas de
semáforas,
O Chefe é gente boa, não é cheio de
metáforas.
E quando a noite chegar, se não tiver entorse,
Se prepare, vai ter jogo, usando o
código Morse.
E a turminha de azul, que são vivos e
não são bobos,
Já ouviram a Akelá, gritando lobo,
lobo, lobo!
Vai ter também cantoria, o trio já vai
chegar,
Portanto meus lindos amiguinhos é hora
da gente cantar!
Hoje é dia de alegria,, hoje tem
reunião, alegria de montão!
Terá tudo que gosta, pois o Lobinho é
invencível.
Avante o meu sempre alerta e a lobada
melhor possível!
Turma boa, são mais de mil, olhe bem,
são escoteiros do Brasil!
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
Escoteiro Chefe do Brasil!
Conversa ao
pé do fogo.
Escoteiro
Chefe do Brasil!
Lord Vado, estamos a sua
disposição. A presidenta vai receber o senhor hoje à tarde. Temos um jato da
força aérea brasileira a sua disposição na Base Aérea em Congonhas. A
Presidenta pede se possivel ir com seu uniforme caqui e o chapelão. Ela adora o
garbo e boa ordem nas pessoas e acha que os escoteiros são mestres no exemplo!
Olhei espantado de novo para o Oficial da Aeronáutica muito bem uniformizado,
garboso que falava comigo. - Deve haver algum engano amigo. Eu não sou Lord e
nem recebi nenhum convite da Presidenta. E afinal a presidente ainda não viu a
nova vestimenta! Aí quem sabe mudaria de ideia! Quá! Sem ofensas. – Olhei para
ele e pensei: - Será que isto não é coisa do PMDB? Do Cunha? - Coronel! O
senhor pode me dizer o que ela quer comigo? - Lord Vado, A Presidenta precisa
de alguém para ficar ao seu lado e lhe dar conselhos, falaram para ela que aqui
no Facebook o senhor vive dando conselhos e ninguém o escuta. É disso que ela
precisa! – Maldição, deve ser coisa do Presidente do Senado ou do Presidente da
Câmara. – Cadê o Aécio para me defender?
O Coronel continuou – O
Ministro Levi quer que o senhor sirva de exemplo. Quer mostrar para o Brasil
como um aposentado vive duro, sem dinheiro, sem Money, sem tostão, sem cartão de
crédito, sem talão de cheques e ele sabe que os bancos só querem ver o senhor
para cobrar o que deve. – Mas quem diabos arrumou este Lord? Porque me chamam
assim? – O Coronel riu. – Olhe Lord Vado, a verdade é que circula por aí que a
UEB vai ter agora um Escoteiro Chefe. Tem aquele do CAN que manda lá há muitos
anos e ele quer mandar sozinho. Dizem que vai imitar o Evo Morales que não sai
mais do poder, só morto como o Hugo Chaves. Ela para não desmerecer a UEB mandou um
decreto para o Congresso dizendo que agora os que tiverem mais de sessenta anos
de escotismo serão lordes. A nova bancada do toma lá dá cá prometeu aprovar. –
Cacilda! – Onde amarrei minha égua? O que diria Baden-Powell que deu um duro
danado nas forças militares inglesas, que foi herói na guerra do Transvaal, que
foi aclamado o rei de Mafeking e suou para conseguir o título de Lord?
Não tive saída, conversei com a
Célia e perguntei se ela não queria ir. Ela riu e disse que não. Programa de
índio não era com ela. Nem mesmo se o PT pagasse sua estadia como faz sempre
com os que vivem fazendo manifestações e não sabem que enchem o saco! Tudo bem,
vamos lá vamos enfrentar a mandioca. Desculpe a presidenta. Vesti o meu
uniforme com garbo, tem gente que não gosta do tal de garbo, mas eu sou garboso
prá chuchu. O avião saiu chispado de Congonhas. Antes de embarcar diversos
oficiais da aeronáutica vieram me dar os pêsames. Pêsames? Por quê? Perguntou.
– Um deles riu e disse – Lord Vado eu não queria estar na sua pele. Fiquei
sabendo que o Lula vai estar com ela para receber o senhor. Minha Nossa
Senhora! Desta vez estou frito. Não sou muito simpático ao barbudo, e até
tentei me aproximar do filho dele, mas enricou com a tal de consultoria para
empresas e não quer mais saber dos escoteiros. O negocio dele agora é conta na
Suíça.
Chegamos a Brasília. Uma
limusine a minha espera e oito batedores do exército. Estava bem acompanhado.
Já fui um soberbo soldado da nação. Saudoso corneteiro das noites enluaradas a
tocar o silencio. Na porta do Palácio do Catete, Ops! Desculpe é que achei que
iam me descer o cacete, fiz trocadilho o certo era o palácio do Planalto. Na
rampa a presidenta, o Lulinha paz e amor, o Levi, o Renan e amarrado em uma
grade o Eduardo Cunha. Fiquei com pena. – Soltem ele! Gritei. Escoteiro é amigo
de todos e irmão dos demais escoteiros. – O Lula gritou: - Mas ele não é
Escoteiro Lord Vado! Se soltar vai correr para a Suíça retirar sua grana que
esta depositada em um banco local! Que seja pensei. Olhei na esplanada e não vi
nenhum Escoteiro. – Presidenta, não convidou os escoteiros? Não Lord Vado, o
senhor sabe se convidar a UEB iria querer cobrar uma taxa e sua porcentagem é
alta. O Levi não concordou.
Me levaram para uma sala.
Achei que seria de reunião, mas não era. Tinha grade. Dois guardas na porta.
Logo chegou o Ministro da Justiça José Eduardo Cardoso. – Lord Vado, ele disse
– Tenho ordens do Presidente do Supremo Tribunal Federal, que em sessão solene
através do seu presidente o Exmo. Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para
trancafiá-lo por vinte anos e acusá-lo de tentar atrapalhar a Operação Lava
Jato! – Putz Grila! Fui traído? Eu sabia que a UEB tem uma força enorme, sei
que não ganha uma quando tenta emplacar chefes ou dirigentes escoteiros da
outra organização, mas agora eu estava pagando o pato! Comecei a gritar, a
esbravejar, a urrar e pular feito onça enfezada!
Marido! Marido! Acorda!
De novo? Tem de parar com estes pesadelos. Dê um tempo no Facebook. Você se mete
em tanta discussão e confusão, e mesmo não concordando com o que dizem do garbo
e boa ordem fique na sua! Vamos lá, levante e me ajude a pensar onde iremos
arrumar uns tostões para completar o valor do gás que subiu! Ulalá! Escapei de
boa. Calma Celia, tenho uma ideia genial para enricar, basta conseguir uma
banana de dinamite...
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
Hora de dormir, amanhã é outro dia... Ser velho é uma m...! (desculpe o palavrão)
Ser velho é uma m...!
(desculpe o palavrão)
Hoje fiquei sabendo que é o dia do idoso. Gosto da modernidade,
antigamente era Velho mesmo, mas tudo no mundo moderno é modificado conforme as
necessidades de alguém. O comércio não pode chamar a gente de Velho. Pega mal.
Idoso fica melhor. Já tem alguns que dizem sermos da terceira idade. Eu não
tinha a mínima ideia como seria envelhecer. Os remédios, as dores no corpo, as
faltas de ar, dormir mal e acordar cedo. Bem cada um idoso tem seus pormenores,
mas sabe o que é pior? Fila do SUS. Principalmente para quem é duro como eu. E
os médicos? Olham para gente (quando olham) como se fossemos a escoria da
classe humana. Sei que tem alguns médicos que não são assim, mas eu pergunto se
você é atendido pelo SUS qual o maior tempo ficou dentro de um consultório
médico? Outro dia bati meu recorde. Doze minutos. Ele digitando não tirava os
olhos do computador.
Mas chega de lamurias, afinal
sempre faço alguma postagem dependendo do homenageado. Assim não podia deixar
os velhos para trás. Desculpe os idosos os como dizem: Terceira idade ou a
melhor idade! – Vou começar contando o que li há meses passados: - Sem querer
me deparo com esta crônica escrita por Luiz Farinha. Um jornalista português.
Achei interessante, pois comungo um pouco do que escreve. Acho que eu já
escrevi tanta coisa sobre a terceira idade que me contradigo aqui o que
escrevi. Mas atualmente apesar de ser um espiritualista e saber que temos de
passar por isto, vejo que a vida de Velho não é lá estas coisas, mas respeito
tem gente que gosta. Claro que por sermos Velhos temos certos direitos que
nunca tivemos antes. Levanta quando quer (se tem esposa compreensiva como a
minha), fica com uma roupa por semanas e ninguém reclama. Se quiser almoçar
almoça se não quiser não almoça. Se dá vontade corre na padaria e toma um belo
sorvete. E se quiser pode repetir quantas vezes quiser. O melhor mesmo é que nós
os velhos dizemos o que queremos e todos aceitam. Aceitam? – Pô, o cara é
Velho, no fim da vida, fazendo horas extras, vamos compreender!
Mas vamos lá com a crônica do
Luiz. Diz ele: - Se o leitor pertence ao número dos que já ultrapassaram os setenta é
quase certo que ficou indignado com o título desta crónica. Acredite que
até eu olhei enviesado para o amigo que se saiu com esta quando quis rematar a
conversa em que discorríamos sobre os problemas trazidos pela idade. Dizia-lhe
eu: “deixa lá… ser velho é ser sábio!” De pronto ele sai com a resposta que eu
não esperava: “deixo lá o caraças… ser velho é uma m...!” Despedimo-nos daí a
pouco, e não é que enquanto me afastava acabei por lhe dar razão? Na verdade
será para acreditar quando nos dizem que “todas as idades têm a sua beleza”?
Que “diabos” é ser da terceira idade? Que interesse tem que eu saiba mais do
que um jovem com um quarto da minha idade? Que lhe interessa a ele a sabedoria
que eventualmente acumulei enquanto percorri a estrada da vida? Pois não é
verdade que os conceitos, os hábitos e as modas mudam mais depressa do que o
tempo que eu hoje levo a subir ao meu terceiro andar? Não passo de um velho
recipiente de coisas inúteis e fora de moda, coisas que já não servem a
ninguém.
Pois é, a crônica é pequena. Não
sei se ele está errado. Quando me dizem que estou na melhor idade dou risadas.
É remédio aqui, comprimido ali, correr atrás do doctor, dos exames que nunca
tem vaga, da espera em um posto médico por horas, de tentar fazer pelo menos
alguma coisa do passado e não poder mais. Quer saber mesmo qual a melhor idade?
Era aquela que eu chorava e a mamãe vinha me abraçar. Era aquela que com uma
mochila eu corria pelo mundo ou então aquela que todo mes tinha meu rico
dinheirinho, pois trabalhava. Hoje? Aposentado e duro eu dou risadas com esta
melhor idade. Mas entre tudo sou um velho feliz. Fiz quase tudo que queria
fazer, tenho a melhor esposa da melhor idade que me conduz nas horas dificieis,
tenho filhos maravilhosos, tenho netos para colocar mais brancos os meus
cabelos.
E olhe, quando novo não tinha
este dom de escrever o que quero, sem obediencia aos Chefões Escoteiros que
acham os tais e que só eles podem decidir. Pelo sim e pelo não, ser velho é uma
M... Mas posso falar o que quiser quando quiser sem ofender, pois sou um
daqueles da terceira idade. E por outro lado é bom demais ser velho! Bah!
Durma-se com um barulho desses!
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