Uma deliciosa conversa ao pé do fogo!

Amo as estrela, pois mesmo tão distantes nunca perdem seu brilho, espero um dia me juntar a elas, e estar presente a cada anoitecer alegrando o olhar daqueles que amo

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Saudades do meu Fogo de Conselho


Saudades do meu Fogo do Conselho.

                        Dizem que tudo de bom na vida tem seu preço. Se pudermos pagar, pagamos se não... Partimos em busca dos nossos sonhos transformando-os na vida real ou imaterial.  Quanto custa ser feliz? Bendito seja quem encontra a felicidade em pequenas nuances que o tempo nos dá a cada segundo que vivemos. Partiremos agora célere a uma felicidade que muitos conseguiram ter neste maravilhoso mundo dos escoteiros. Hã! Deitar na relva, respirar o ar puro do campo, da floresta encantada, sentir a brisa cair suave no rosto, olhos fixos nas estrelas cintilantes no céu como a dizer que seu brilho vai nos fazer felizes para sempre. Quantos de nós não sorrimos nas noites de acampamento em volta de um de um encantador Fogo de Conselho? É surpreendente estar ali, olhos fixos no fogo, ou mesmo quando as chamas vão crescendo parecendo querer alcançar o céu.

                         Os sorrisos, as paixões, a vontade de ficar ali para sempre. Quem sabe ter asas para voar sobre aquela clareira, ver do alto os amigos cantantes, canções errantes displicentemente cantadas por lábios que aprenderam a entoar o Rataplã. Voltar novamente a terra, olhos vidrados no Contador de Histórias. Ah! O Contador de Histórias. Indispensável na vida escoteira de todos nós. Contar histórias é uma arte, uma arte gostosa, palatável de agrado geral. Histórias se contam em todos os lugares, mas nos Fogo de Conselhos elas tem seu lugar. A fogueira alta, o Contador de História sorrindo a história surgindo seus gestos acompanhando, todos de olhos fixos tentando viver os personagens daquela história maravilhosa. Os olhos da moçada não piscam. Mesmo aqueles que já estiveram ali por muitas vezes são atraídos como os grilos e pirilampos com suas luzes brilhantes e saltitantes parecem querer também participar da história. É lindo estar ali com amigos, vendo um céu de estrelas, ouvindo o piar de uma coruja escondida em um carvalho com seus olhos grandes, negros sem piscar em um galho qualquer.

                       É gostoso demais viver e participar de um Fogo de conselho. Poder ouvir o ruído da noite, a gente enrolado na manta se enrosca em um tronco para melhor sentir o calor do fogo e dos amigos que estão ao nosso lado. Nas brasas o bule de café, e enquanto a história vai sendo contada alguém dedilha um violão encantado com um toque saudoso ao luar. Ouvidos atentos, olhar penetrante cada um vai sentido o ar puro da floresta invadir a seara do Fogo de Conselho. Em determinada hora se ouve os sapos coaxando na lagoa próxima. A brisa não para de cair. O vento sopra trazendo das montanhas distantes o latir do lobo guará que parece estar ali junto a escutar. Os velhos mateiros sabem que já está na hora de ouvir o canto do Uirapuru quando chama sua companheira, lá bem no fundo da floresta Encantada. É um fogo especial, não tem hora para terminar. Outras histórias virão, uma peça bem montada, alguém dá uma gargalhada e quem sabe pode até chorar. Tudo ali é felicidade e as coisas vão desenrolando e chamam atenção até dos anjos lá do céu. E sem perceber a gente se achega mais perto do fogo, pede a coruja espantada que venha cantar conosco. Sinta-se em casa todos dizem. A gente vê no olhar dos escoteiros e eles sorriem como a dizer: Pode contar uma história, duas ou quantas quiser...


                      É... A gente ama o Fogo de Conselho. Ele marca entra na gente afunda no coração, bate na mente e escreve suas páginas na memoria e depois ficar na historia. A gente sorri e sabe que não quer perder outro nunca mais. Ali naquela clareira distante, pequenas chamas errantes se perdem no sonho do vento que as leva para longe. Pequenas fagulhas são como cascatas invertidas que sobem no ar. Ali perdido nos sonhos das mil e uma noite, a gente olha para o céu, quer tocar as milhares de estrelas brilhantes que encantam a todos nós. A gente se perde naquele infinito e passa a sentir que tudo faz sentido. Afinal quem sabe a gente pode pegar uma e dizer: - Esta é minha, deixo-a no céu para que Deus possa guardar para mim. E quando tudo termina, ao chegar ao lar quem sabe ao dormir e olhar para o teto a gente vai ver a estrela escolhida que Deus guardou para nós. Fogo do Conselho, vermelho na noite escura, dos ventos do sul e do norte, das montanhas da lua, do sol. É ali que a realidade aparece, A gente vê Deus aquele que nos deu a vida e quem sabe a alegria é tanta que deixa uma lágrima cair. E a gente serra os olhos e pede a ele que não será o último. Senhor, neste azul do céu, onde encontrei a calma, encontrei a paz que alimenta minha alma. Que os ventos do mundo me façam viver novamente, em qualquer clareira, em matas escuras, e ver o fogo vermelho iluminando as almas dos escoteiros que ali estarão sorrindo. Obrigado Senhor!

sábado, 14 de novembro de 2015

Hoje tem reunião, E quem sabe acampamento?


Hoje tem reunião, E quem sabe acampamento?

È bom demais acampar, Colocar a mochila as costas,
Sentir o peso gostoso, ir por estradas sem fim.
Parar para descansar, olhando as flores silvestres,
                                    Admirar o sol poente a seguir no horizonte,
A procura das montanhas de marfim.

Uma patrulha ao lado, colocar o pé na estrada.
Sentir a brisa no rosto, cantar uma canção bem bolada,
A patrulha marchando em fila, o suor deixando marcas,
E esperar o "Chefe", Que vai dar a bela ordem:
- Parando escoteirada! É hora de descansar.

É bom demais chegar lá. Onde vai ser o nosso lar,
E ali vamos viver, amando a nossa patrulha.
Vivendo com aquela turma, correria nas barracas,
Construir um pórtico um fogão, todo ele feito de barro,
Na mesa a quadrada e uma costura que vamos nos orgulhar.

E então um banho gostoso em um riacho qualquer.
A noite deitar na relva ver o céu, acordar de madrugada,
Ouvindo o cantar da passarada sentindo o orvalho cair.
È gostoso na barraca, descansar de uma luta,
De um dia de labuta já é hora de dormir.

E quem já sentiu a fumaça, do fogão à lenha queimando,
Do alegre cozinheiro, com os seus olhos vermelhos,
Como se fosse chorar, e sorrindo ele sabe,
Que não é só a amizade é pertencer à equipe,
De meninos de estipe, fraternos e aventureiros.

E olhar as mãos, com muitos calos marcados,
Pois o facão e o machado, o sisal e o cipó,
Não perdoam a ninguém. Disso sabemos todos,
Ali são bons mateiros, gente boa. São escoteiros,
Se no jogo cair na grama do acampamento.
Dê risadas com amigos, pois ali é só união,

E quando a noite chegar, na porta de sua barraca,
Faça um pequeno fogo, sinta a alegria, de ver,
A Patrulha aproximando, um café quente e fervendo,
Conversas jogadas fora, sentir saudades da escola,
Da namorada amada, da mãe que não há momento,
Alcançar o seu intento, beijar seu rosto e sorrir.

É gostoso é bom demais, sentir o cheiro do mato,
Ouvir o som do regato, o cantar de um sabiá,
Um vagalume perdido, o uivo de um lobo guará,
Lá ao longe bem distante, nas montanhas verdejantes,
Onde ele uiva errante, onde é o seu habitat.

Gente que coisa boa, beber água da nascente,
Tão fresca e cristalina, de olhos fechados sorrindo,
Sentir o orvalho caindo, no rosto daquela manhã.
Do som da passarinhada ao anunciar nos gritantes,
Até o grilo falante, cantante ao alvorecer.

Como é linda a alvorada, ver a bandeira arvorada,
Em um galho firme qualquer e fazer à saudação,
Sentir-se um patriota, saber que a maciota.
Não faz parte do saber. Ver a Bandeira tão verde,
O vento soprando forte, representando a nação.

Dizem que somos meninos, que amamos o escotismo,
Que amamos as flores silvestres, olhar olho no olho.
A formiga que não para, A coruja que não ri,
O tatu que se esconde no seu buraco infernal.

E lembrando-se da verdade e sem fazer alarde,
Seja na sede ou no campo, seu saber estás buscando,
Para ser alguém amanhã. Bom demais ser Escoteiro,
Correr em busca do tudo, sentir no corpo o orgulho,
De cumprir a promessa a lei. Está é nossa missão.

Não esquecer a promessa, e tudo que prometeu,
Que seria homem honrado, do escotismo apaixonado,
A correr montes e vales, em busca das aventuras,
Que só podemos encontrar, no nosso escotismo amado.

Você que fica não chore, com nossa brusca partida,
Mas se um dia quiser, estamos em qualquer montanha.
Vá com sorriso nos lábios, coloque sua mochila,
Aprume a sua bandeira, Cante uma bela canção,
Um lindo sorriso no rosto, E venha nos encontrar.

Nos procure na rosa dos ventos, esperamos com alegria,
Olhando sempre o horizonte, esperando por você,
A surgir atrás dos montes e dizer com muito orgulho:
Meu irmão acredite, eu aprendi a ser mateiro,
Agora eu tenho orgulho, eu também sou Escoteiro.

Chefe Osvaldo

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

A Flor Vermelha.


Conversa ao pé do fogo.
A Flor Vermelha.

                                Mowgli viveu incríveis aventuras. No entanto Akelá, o líder da alcatéia, envelhecia e logo ele erraria o bote pela primeira vez, assim como muitos dos lobos mais velhos. Shere-Khan usava sua influência sobre os jovens lobos e convencia-os que Mowgli era um intruso perigoso. Bagheera sabia que quando Akelá perdesse seu bote, ambos morreriam o Lobo Solitário e Mowgli. O plano para salvar sua vida passava pela aldeia dos homens e Mowgli, que vivia à espreita, observando-os, achou fácil roubar uma vasilha cheia de brasas das mãos de um apavorado menino. Na caverna de mãe lobo ficou todo o dia soprando as brasas e cobrindo-as com gravetos secos para mantê-las vivas.

                       Naquela noite Akelá perdeu o seu bote e o conselho reuniu-se para assistir a luta de morte que elegeria um novo líder. Mowgli, entre Bagheera e Baloo, segurava seu pote de barro com as brasas. Shere-Khan falou contra Akelá e contra Mowgli, incitando os lobos a matá-los. Então, derrubando as brasas, Mowgli disse:
 -Basta de discussão de cachorro! Muito já me disseram esta noite para provar que sou homem, a mim que desejava ser lobo toda vida, de modo que estou convencido de que sou homem! -Vou-me para minha gente. A Jângal estará fechada para mim. Serei, porém mais generoso que vocês; porque fui durante dez anos irmão de vocês em tudo menos no sangue. Chamou-os traidores e disse que iria embora, uma vez que era o que todos queriam.

                              Prometo que quando me tornar homem, entre os homens não trairei vocês perante eles, como vocês fizeram comigo. Vendo o fogo, os animais recuaram aterrorizados. Mowgli usou um galho como uma tocha e assim armado com a  “flor vermelha”, que era como os animais chamavam o fogo, o menino de dez anos agiu como homem pela primeira vez. Puxou os bigodes do tigre, chamou-o de cão sarnento e manco, obrigou-o a tremer de pavor e a fugir chamuscado pelo fogo que ele brandia sobre a cabeçorra malhada. Exigiu que fosse poupada a vida de Akelá, e que ele fosse sempre ouvido nas reuniões do conselho.

                                Mowgli ainda prometeu que na próxima reunião da Roca do Conselho que ele viesse, ainda mais homem traria a pele do comedor de bezerros, Shere-Khan sobre a cabeça.  Depois, sentiu uma tristeza enorme e pensou que estava morrendo, mas Bagheera disse que eram apenas lágrimas. -  "Você já é um homem", disse Bagheera mansamente...
Com a cabeça enterrada no colo peludo de Baloo, Mowgli chorou.

O que seria a Flor Vermelha para a Alcatéia - Na Alcatéia, o Fogo de Conselho se chama Flor Vermelha. É a festa do fogo, momento ideal para cantar e dançar em torno de uma fogueira, demonstrando a capacidade de expressão e o gênio artístico dos lobinhos. Seu nome provém do episódio da história de Mowgli em que ele parte para a aldeia dos homens em busca de fogo, única forma de afugentar Shere-Khan e os que queriam matar Akelá. A atividade é realizada em ocasiões especiais, sendo sempre a última atividade do dia e seu conteúdo é uma mescla de canções, pequenas representações, danças e outras atividades agitadas no começo e as mais calmas no final. O local deve ser próximo ao acampamento, preferencialmente desconhecido, privado para evitar desvios de atenção e que tenha espaço suficiente para acomodar os participantes. Duração - A duração total varia de 60 a 90 minutos. Formação e fogueira - A disposição das crianças é uma ferradura em volta da fogueira, com a abertura na direção do vento. Os apresentadores usualmente ocupam o centro da ferradura. A fogueira deve ser feita num tamanho para durar apenas o tempo da Flor Vermelha.


Segurança - Tomar os seguintes cuidados: o local para o fogo deve ser limpo e sem grama. (No caso de existir grama, ela deve ser removida em quadrados de 12 cm de espessura e reposta no dia seguinte.) Após a Flor Vermelha, o fogo deve ser extinto completamente e devemos nos assegurar que não existam brasas que possam provocar incêndio. 

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Dicas para chefes de lobinhos.


Conversa ao pé do fogo.
Dicas para chefes de lobinhos.

Jantar Festivo.
                               - O jantar festivo é uma atividade que tanto pode ser realizada num acantonamento ou acampamento, quanto na sede. Costuma ter um tema que permeia toda a programação. A alimentação deve ser adequada ao tema e, da mesma forma, a decoração, as fantasias, as canções, as brincadeiras, etc.
- Roca do Conselho - Os lobos reúnem-se na Roca do Conselho, que é um grande rochedo, num lugar muito especial, onde podem refletir com calma e serenidade sempre que precisam tomar uma decisão importante. Os lobinhos e lobinhas das nossas Alcateias também participam desse tipo de reunião que tem como objetivo tratar dos assuntos que são muito especiais para a Alcatéia. Todos os Lobinhos inclusive aqueles que ainda não fizeram sua Promessa podem participar da Roca de Conselho, que é dirigida pelos Velhos Lobos da Alcatéia.

Assuntos da Roca do Conselho.
- Acolhida de novos Lobinhos • Despedida de Lobinhos e Escotistas • Aprovação do calendário de atividades de um ciclo de programa • Avaliação das atividades realizadas no ciclo de programa. •
- Grandes jogos - Desenvolvendo-se em torno de um tema central e ocupando uma grande área junto à natureza, os grandes jogos duram cerca de 30 minutos e dele participa toda a Alcatéia. O objetivo principal é treinar a capacidade de organização em grupos, para vencer os desafios das pistas e confrontos.

- Rally - Atividade geralmente realizada com a participação de muitas Alcatéias de diferentes Grupos Escoteiros, o Rally geralmente se desenvolve em torno de bases interligadas dentro de um tema central. É uma oportunidade para lobinhos e escotistas viverem.
Acampamentos e acantonamentos - Os acampamentos são as atividades mais esperadas pelos lobinhos. A emoção de viver ao ar livre, a aventura de participar de ações novas, dormir fora de casa e conhecer lugares diferentes e muito tempo para brincar são as maiores motivações da atividade. Para os pais o acampamento vai propiciar ao seu filho dias saudáveis de vida ao ar livre e, no processo, uma atividade na qual ele vai aprender a cuidar de si mesmo. Para os escotistas, é uma excelente oportunidade de estudar as crianças como indivíduos. B.P. dizia que “no acampamento, em poucos dias, o chefe conhecerá os lobinhos muito mais do que em muitos meses de reuniões ordinárias”. Idealmente uma alcatéia deve acampar de 3 a 5 vezes por ano, sendo de 2 a 4 dias a duração de cada acampamento. Em atenção à idade das crianças, os acampamentos da alcatéia têm algumas características próprias que os diferenciam dos acampamentos dos outros Ramos. m a fraternidade escoteira.

- Todas as crianças e os escotistas se alojam no mesmo local. • Uma casa ou um galpão (e o acampamento se torna um acantonamento!) • Uma grande barraca • Pequenas barracas montadas muito próximas umas das outras. As crianças não realizam atividades ao ar livre sem a presença dos escotistas. As crianças não cozinham. A alimentação deve ser preparada por uma equipe de pais. Os acampamentos trazem uma sobrecarga de trabalho para os escotistas. Mas os objetivos alcançados compensam o trabalho. Num acampamento a sociabilidade é altamente exercitada, pois é uma oportunidade de aprender a conviver, a repartir, a respeitar. A afetividade encontra nos acampamentos um terreno fértil para fazer crescer e aprofundar a amizade dos lobinhos e lobinhas e a união da Alcatéia. É também o melhor momento para os escotistas viverem como “irmãos mais velhos” e brincarem com as crianças. Os acampamentos são a característica mais evidente do Movimento Escoteiro e devem ser preparados e conduzidos para se constituírem experiências felizes e maravilhosas para todos os envolvidos.

- Caçadas - As caçadas são as excursões dos lobinhos. São atividades muito frequentes nas Alcatéias e possibilitam a vivência de muitas aventuras, além do descobrimento de coisa, pessoas e lugares. Têm forte impacto educativo e mantém as crianças em estado permanente de empolgação. As caçadas podem ter diferentes formatos: • Excursões para ambientes ao ar livre; • Passeios pela cidade para reconhecer pontos de interesse; • Excursões para conhecer outras cidades; • Excursões para vivenciar outros meios de transporte (trem, barcos, carroças) • Pesquisas de campo, pesquisas em bibliotecas ou por outro meio; • Visitas a museus, exposições, feiras, etc.; • Participação em eventos como: caminhadas, passeios ciclísticos, etc.; • Teatro, cinema, shows, concertos, exibições diversas como as dos planetários, programa de TV, podem ser motivos de caçadas culturais; • Desfiles cívicos, festas religiosas, festas típicas ou tradicionais da cidade; • Serviços à comunidade, empreitadas de divulgação do Movimento,

Eventos especiais do Grupo Escoteiro. São muitos os eventos que ocorrem num Grupo Escoteiro e dos quais a Alcatéia participa: Festas do Dia dos Pais e Mães, festas de aniversário, bazares, festas para arrecadação de fundos, campanhas beneficentes, atividades comunitárias e ecológicas, etc. Sempre que os lobinhos tiverem uma tarefa a realizar nessas atividades, elas serão consideradas caçadas da Alcatéia.

Flor Vermelha e Lamparada - Na Alcatéia, o Fogo de Conselho se chama Flor Vermelha. É a festa do fogo, momento ideal para cantar e dançar em torno de uma fogueira, demonstrando a capacidade de expressão e o gênio artístico dos lobinhos. Seu nome provém do episódio da história de Mowgli em que ele parte para a aldeia dos homens em busca de fogo, única forma de afugentar Shere-Khan e os que queriam matar Akelá. A atividade é realizada em ocasiões especiais, sendo sempre a última atividade do dia e seu conteúdo é uma mescla de canções, pequenas representações, danças e outras atividades agitadas no começo e as mais calmas no final. O local deve ser próximo ao acampamento, preferencialmente desconhecido, privado para evitar desvios de atenção e que tenha espaço suficiente para acomodar os participantes. Duração - A duração total varia de 60 a 90 minutos. Formação e fogueira - A disposição das crianças é uma ferradura em volta da fogueira, com a abertura na direção do vento. Os apresentadores usualmente ocupam o centro da ferradura. A fogueira deve ser feita num tamanho para durar apenas o tempo da Flor Vermelha.

Segurança - Tomar os seguintes cuidados: o local para o fogo deve ser limpo e sem grama. (No caso de existir grama, ela deve ser removida em quadrados de 12 cm de espessura e reposta no dia seguinte.) Após a Flor Vermelha, o fogo deve ser extinto completamente e devemos nos assegurar que não existam brasas que possam provocar incêndio. 

domingo, 18 de outubro de 2015

Eu sou assim mesmo.


Eu sou assim mesmo.

Não me julgue
Não me levante a mão
Não tente me imitar
Não sou perfeito
Não quero ser perfeito
Sou feliz assim
Pois sempre tenho um
Sorriso estampado no rosto e
Uma história pra contar pra você.
Chefe Osvaldo

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

“Hoje tem reunião, alegria de montão!”


“Hoje tem reunião, alegria de montão!”

Pé na taboa, Escoteiro. Reme sua própria canoa,
Você já ouviu do Chefe, Escoteiro não anda voa.
Os apitos já ecoaram, espalharam pelo ar...
Corra, corra Escoteiro, a reunião vai começar!

Hoje vais transmitir bandeirolas de semáforas,
O Chefe é gente boa, não é cheio de metáforas.
E quando a noite chegar, se não tiver entorse,
Se prepare, vai ter jogo, usando o código Morse.

E a turminha de azul, que são vivos e não são bobos,
Já ouviram a Akelá, gritando lobo, lobo, lobo!
Vai ter também cantoria, o trio já vai chegar,
Portanto meus lindos amiguinhos é hora da gente cantar!

Hoje é dia de alegria,, hoje tem reunião, alegria de montão!
Terá tudo que gosta, pois o Lobinho é invencível.
Avante o meu sempre alerta e a lobada melhor possível!

Turma boa, são mais de mil, olhe bem, são escoteiros do Brasil! 

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Escoteiro Chefe do Brasil!


Conversa ao pé do fogo.
Escoteiro Chefe do Brasil!

                 Lord Vado, estamos a sua disposição. A presidenta vai receber o senhor hoje à tarde. Temos um jato da força aérea brasileira a sua disposição na Base Aérea em Congonhas. A Presidenta pede se possivel ir com seu uniforme caqui e o chapelão. Ela adora o garbo e boa ordem nas pessoas e acha que os escoteiros são mestres no exemplo! Olhei espantado de novo para o Oficial da Aeronáutica muito bem uniformizado, garboso que falava comigo. - Deve haver algum engano amigo. Eu não sou Lord e nem recebi nenhum convite da Presidenta. E afinal a presidente ainda não viu a nova vestimenta! Aí quem sabe mudaria de ideia! Quá! Sem ofensas. – Olhei para ele e pensei: - Será que isto não é coisa do PMDB? Do Cunha? - Coronel! O senhor pode me dizer o que ela quer comigo? - Lord Vado, A Presidenta precisa de alguém para ficar ao seu lado e lhe dar conselhos, falaram para ela que aqui no Facebook o senhor vive dando conselhos e ninguém o escuta. É disso que ela precisa! – Maldição, deve ser coisa do Presidente do Senado ou do Presidente da Câmara. – Cadê o Aécio para me defender?

                  O Coronel continuou – O Ministro Levi quer que o senhor sirva de exemplo. Quer mostrar para o Brasil como um aposentado vive duro, sem dinheiro, sem Money, sem tostão, sem cartão de crédito, sem talão de cheques e ele sabe que os bancos só querem ver o senhor para cobrar o que deve. – Mas quem diabos arrumou este Lord? Porque me chamam assim? – O Coronel riu. – Olhe Lord Vado, a verdade é que circula por aí que a UEB vai ter agora um Escoteiro Chefe. Tem aquele do CAN que manda lá há muitos anos e ele quer mandar sozinho. Dizem que vai imitar o Evo Morales que não sai mais do poder, só morto como o Hugo Chaves.  Ela para não desmerecer a UEB mandou um decreto para o Congresso dizendo que agora os que tiverem mais de sessenta anos de escotismo serão lordes. A nova bancada do toma lá dá cá prometeu aprovar. – Cacilda! – Onde amarrei minha égua? O que diria Baden-Powell que deu um duro danado nas forças militares inglesas, que foi herói na guerra do Transvaal, que foi aclamado o rei de Mafeking e suou para conseguir o título de Lord?

                Não tive saída, conversei com a Célia e perguntei se ela não queria ir. Ela riu e disse que não. Programa de índio não era com ela. Nem mesmo se o PT pagasse sua estadia como faz sempre com os que vivem fazendo manifestações e não sabem que enchem o saco! Tudo bem, vamos lá vamos enfrentar a mandioca. Desculpe a presidenta. Vesti o meu uniforme com garbo, tem gente que não gosta do tal de garbo, mas eu sou garboso prá chuchu. O avião saiu chispado de Congonhas. Antes de embarcar diversos oficiais da aeronáutica vieram me dar os pêsames. Pêsames? Por quê? Perguntou. – Um deles riu e disse – Lord Vado eu não queria estar na sua pele. Fiquei sabendo que o Lula vai estar com ela para receber o senhor. Minha Nossa Senhora! Desta vez estou frito. Não sou muito simpático ao barbudo, e até tentei me aproximar do filho dele, mas enricou com a tal de consultoria para empresas e não quer mais saber dos escoteiros. O negocio dele agora é conta na Suíça.

                 Chegamos a Brasília. Uma limusine a minha espera e oito batedores do exército. Estava bem acompanhado. Já fui um soberbo soldado da nação. Saudoso corneteiro das noites enluaradas a tocar o silencio. Na porta do Palácio do Catete, Ops! Desculpe é que achei que iam me descer o cacete, fiz trocadilho o certo era o palácio do Planalto. Na rampa a presidenta, o Lulinha paz e amor, o Levi, o Renan e amarrado em uma grade o Eduardo Cunha. Fiquei com pena. – Soltem ele! Gritei. Escoteiro é amigo de todos e irmão dos demais escoteiros. – O Lula gritou: - Mas ele não é Escoteiro Lord Vado! Se soltar vai correr para a Suíça retirar sua grana que esta depositada em um banco local! Que seja pensei. Olhei na esplanada e não vi nenhum Escoteiro. – Presidenta, não convidou os escoteiros? Não Lord Vado, o senhor sabe se convidar a UEB iria querer cobrar uma taxa e sua porcentagem é alta. O Levi não concordou.

                   Me levaram para uma sala. Achei que seria de reunião, mas não era. Tinha grade. Dois guardas na porta. Logo chegou o Ministro da Justiça José Eduardo Cardoso. – Lord Vado, ele disse – Tenho ordens do Presidente do Supremo Tribunal Federal, que em sessão solene através do seu presidente o Exmo. Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para trancafiá-lo por vinte anos e acusá-lo de tentar atrapalhar a Operação Lava Jato! – Putz Grila! Fui traído? Eu sabia que a UEB tem uma força enorme, sei que não ganha uma quando tenta emplacar chefes ou dirigentes escoteiros da outra organização, mas agora eu estava pagando o pato! Comecei a gritar, a esbravejar, a urrar e pular feito onça enfezada!


                       Marido! Marido! Acorda! De novo? Tem de parar com estes pesadelos. Dê um tempo no Facebook. Você se mete em tanta discussão e confusão, e mesmo não concordando com o que dizem do garbo e boa ordem fique na sua! Vamos lá, levante e me ajude a pensar onde iremos arrumar uns tostões para completar o valor do gás que subiu! Ulalá! Escapei de boa. Calma Celia, tenho uma ideia genial para enricar, basta conseguir uma banana de dinamite...

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Hora de dormir, amanhã é outro dia... Ser velho é uma m...! (desculpe o palavrão)


Hora de dormir, amanhã é outro dia...
Ser velho é uma m...!
(desculpe o palavrão)

                  Hoje fiquei sabendo que é o dia do idoso. Gosto da modernidade, antigamente era Velho mesmo, mas tudo no mundo moderno é modificado conforme as necessidades de alguém. O comércio não pode chamar a gente de Velho. Pega mal. Idoso fica melhor. Já tem alguns que dizem sermos da terceira idade. Eu não tinha a mínima ideia como seria envelhecer. Os remédios, as dores no corpo, as faltas de ar, dormir mal e acordar cedo. Bem cada um idoso tem seus pormenores, mas sabe o que é pior? Fila do SUS. Principalmente para quem é duro como eu. E os médicos? Olham para gente (quando olham) como se fossemos a escoria da classe humana. Sei que tem alguns médicos que não são assim, mas eu pergunto se você é atendido pelo SUS qual o maior tempo ficou dentro de um consultório médico? Outro dia bati meu recorde. Doze minutos. Ele digitando não tirava os olhos do computador.

                  Mas chega de lamurias, afinal sempre faço alguma postagem dependendo do homenageado. Assim não podia deixar os velhos para trás. Desculpe os idosos os como dizem: Terceira idade ou a melhor idade! – Vou começar contando o que li há meses passados: - Sem querer me deparo com esta crônica escrita por Luiz Farinha. Um jornalista português. Achei interessante, pois comungo um pouco do que escreve. Acho que eu já escrevi tanta coisa sobre a terceira idade que me contradigo aqui o que escrevi. Mas atualmente apesar de ser um espiritualista e saber que temos de passar por isto, vejo que a vida de Velho não é lá estas coisas, mas respeito tem gente que gosta. Claro que por sermos Velhos temos certos direitos que nunca tivemos antes. Levanta quando quer (se tem esposa compreensiva como a minha), fica com uma roupa por semanas e ninguém reclama. Se quiser almoçar almoça se não quiser não almoça. Se dá vontade corre na padaria e toma um belo sorvete. E se quiser pode repetir quantas vezes quiser. O melhor mesmo é que nós os velhos dizemos o que queremos e todos aceitam. Aceitam? – Pô, o cara é Velho, no fim da vida, fazendo horas extras, vamos compreender!

               Mas vamos lá com a crônica do Luiz. Diz ele: - Se o leitor pertence ao número dos que já ultrapassaram os setenta é quase certo que ficou indignado com o título desta crónica. Acredite que até eu olhei enviesado para o amigo que se saiu com esta quando quis rematar a conversa em que discorríamos sobre os problemas trazidos pela idade. Dizia-lhe eu: “deixa lá… ser velho é ser sábio!” De pronto ele sai com a resposta que eu não esperava: “deixo lá o caraças… ser velho é uma m...!” Despedimo-nos daí a pouco, e não é que enquanto me afastava acabei por lhe dar razão? Na verdade será para acreditar quando nos dizem que “todas as idades têm a sua beleza”? Que “diabos” é ser da terceira idade? Que interesse tem que eu saiba mais do que um jovem com um quarto da minha idade? Que lhe interessa a ele a sabedoria que eventualmente acumulei enquanto percorri a estrada da vida? Pois não é verdade que os conceitos, os hábitos e as modas mudam mais depressa do que o tempo que eu hoje levo a subir ao meu terceiro andar? Não passo de um velho recipiente de coisas inúteis e fora de moda, coisas que já não servem a ninguém.

            Pois é, a crônica é pequena. Não sei se ele está errado. Quando me dizem que estou na melhor idade dou risadas. É remédio aqui, comprimido ali, correr atrás do doctor, dos exames que nunca tem vaga, da espera em um posto médico por horas, de tentar fazer pelo menos alguma coisa do passado e não poder mais. Quer saber mesmo qual a melhor idade? Era aquela que eu chorava e a mamãe vinha me abraçar. Era aquela que com uma mochila eu corria pelo mundo ou então aquela que todo mes tinha meu rico dinheirinho, pois trabalhava. Hoje? Aposentado e duro eu dou risadas com esta melhor idade. Mas entre tudo sou um velho feliz. Fiz quase tudo que queria fazer, tenho a melhor esposa da melhor idade que me conduz nas horas dificieis, tenho filhos maravilhosos, tenho netos para colocar mais brancos os meus cabelos.


                 E olhe, quando novo não tinha este dom de escrever o que quero, sem obediencia aos Chefões Escoteiros que acham os tais e que só eles podem decidir. Pelo sim e pelo não, ser velho é uma M... Mas posso falar o que quiser quando quiser sem ofender, pois sou um daqueles da terceira idade. E por outro lado é bom demais ser velho! Bah! Durma-se com um barulho desses! 

sábado, 26 de setembro de 2015

A Morada do Fantasma.


Histórias de Fogo de Conselho.
A Morada do Fantasma.

                          Os monitores escolheram um local em uma clareira na floresta próximo a uma casa abandonada. Todos escoteiros da patrulha concordaram que era o melhor lugar. Não era longe, aproximadamente uns trezentos metros do acampamento. A Patrulha de serviço não perdeu tempo. Logo que chegaram ao local escolhido, ela preparou o fogo dentro dos padrões técnicos para evitar incêndios. Ela sabia que só teriam direito se o fogo fosse aceso com no máximo dois palitos de fósforos. Se não conseguissem, outra patrulha assumiria o que dificilmente acontecia. Eram quatro patrulhas experientes com bons mateiros em seus quadros. Não foi o primeiro fogo e nem seria o último.

                        Não havia um “Animador de Fogo de Conselho”. Este iria surgir naturalmente no desenrolar da noite. Sabiam que qualquer um podia se candidatar e até mesmo deixar o cargo se sentisse que o fogo não “amarrava” todos com a alegria que devia existir. Não havia uma determinação de que cada um ia fazer. Programa escrito estava fora de cogitação. Não iriam se prender a um roteiro, pois ali, naquela noite e em todas às outras a participação era completa. Sabiam o que queriam e iriam fazer conforme a Tradição de Tropa. Se havia uma coisa que detestavam, era o tal Lampião do Conselho. Dava até vontade de rir do tal Lampião. Diziam que um bom mateiro ascende o fogo em qualquer tempo e em qualquer lugar! Todos acreditavam na força da patrulha. Quantos fogos foram acesos chovendo? Bem são historias que não irão aparecer aqui. Enquanto se preparavam para que as chamas da fogueira subissem aos céus, os demais não se afastavam muito, pois a escuridão da noite e o lugar davam calafrios. (não havia luar).

                          Cada patrulha na medida do possível procurava sentar junta. Não havia obrigatoriedade para isto, a escolha onde ficar dependia de cada um. Um silêncio enorme quando um Escoteiro que terminava sua segunda classe se aproximou do fogo. Nesta hora, ficaram de pé, e como tradição antiga  invocaram os Espíritos dos Ventos e a viva voz, cantaram a Canção do Fogo de Conselho. Cantavam com gosto. O Stoldola era cantado com doçura. As primeiras chamas já se esticavam aos céus quando terminaram. Ouviram alguém bater palmas. Não eram eles. Se havia alguém escondido para amedrontar não seria com aquela Tropa. Um dos chefes deu uma busca em volta da casa e dentro dela. Nada.

                           Continuaram. Logo uma Patrulha imitava outra quando da enchente (no primeiro dia uma forte chuva encheu as barracas de lama). Fizeram uma mímica perfeita das águas invadindo as barracas e os escoteiros tentando salvar seus pertences. Como sempre surgiram palmas escoteiras inventadas na hora. Uma parada foi feita para um tempo livre improvisado. Um chocolate quente foi servido por um escoteiro, biscoitos passavam de mão em mão. Todos de olho nas brasas para colocar suas bananas verdes. Banana assada é um petisco dos bons. As conversas paralelas continuaram. Alguém alimenta o fogo, um dedilha o violão e outro começa a cantar uma linda canção escoteira. Alguns acompanham outros não. Dois se encaminham para o centro da arena e começam a representar um Chefe e um Monitor em um esquete. Risadas e palmas escoteiras.

                         Pedem um jogo, um Monitor se oferece para fazer um novo, aprendido em outra atividade. Antes de iniciar ouvem um grito. Não muito alto. A tropa se cala. É brincadeira de alguém. Se pensa que vai amedrontar alguém ele não está com nada. Eles aceitam a participação do “Fantasma”. Vai quebrar a cara pensam. Não foi a primeira vez. Ouvem outras em outros acampamentos. Em um foi um assistente e o pior que a escuridão era tanta que para fugir dos escoteiros se embrenhou na mata e se perdeu. Agora não seriam surpreendidos. Continuam às canções, improvisações, batem papos, jogos e até uma pequena historia foi contada. A Tropa tinha excelentes contadores de historia.  Era assim o fogo da Tropa.

                       Às brasas começaram a aparecer. As bananas foram assadas. A lenha foi terminando e todos demonstravam sono. Uma boca abre aqui, outra ali. A noite caiu sem ninguém perceber. O orvalho aparece no ar molhando os cabelos e rostos dos escoteiros e chefes. O dirigente um monitor antigo convida a todos para encerrarem com a Cadeia da Fraternidade. Começam a cantar e param. Todos olham para dentro da casa e vêem uma luz azul brilhante soltando faíscas pela janela. Ficam estáticos. Alguns vão até lá e não veem nada. Dentro da casa não existe nenhuma luz! - Já existem tremedeiras. Sem falar voltam para o acampamento. Ninguém quer ir à frente nem ficar atrás. Dormiram encostados uns nos outros mesmo com a chefia alegrando e encorajando todos. 

                      No dia seguinte, após o desarme do campo, na cerimônia da Bandeira, um morador das proximidades estava presente assistindo de longe. Um Chefe o convidou para participar na ferradura. Ele veio sem jeito e ali permaneceu até o final. Uma rodinha se formou em redor dele, e ficaram sabendo a historia da “Morada do Fantasma”:

                      - A casa foi construída pôr um jovem, - dizia -  filho de um “meeiro” (usa a terra de uma fazenda para plantar, e paga parte da colheita ao dono) quando se casou. Com menos de quatro meses, ele matou a mulher a facadas porque achou que ela o traia. Não era verdade. Foi preso e condenado há vários anos de prisão. Ninguém sabe onde está e quando vai sair da cadeia. O que todos sabem é que o espírito ou “fantasma” da mulher nunca abandonou a casa e até hoje e a mantém limpa e arrumada, mesmo sem móveis sem nada. Um padre já benzeu a casa, mas ela não sai de lá. Ah! Histórias de fogo de Conselho. E quem não tem uma para contar?